quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O TAO.

 Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que
sabe.

O São Paulo não precisa de Paulo Henrique Ganso! - Por Caique Cobra em 24 fevereiro, 2016

O São Paulo não precisa de Paulo Henrique Ganso!

ganso
Há muito tempo, Paulo Henrique Ganso demonstra que não é o camisa 10 que os torcedores são-paulinos tanto esperam. O que falta no São Paulo é alguém que dê um basta nessa situação.
 
O caso de Ganso é bem parecido com o que aconteceu com outras promessas que não vingaram, como por exemplo, o futebol de Lenny, Kerlon e Keirisson.
 
O culpado? Talvez seja o destino ou o papel da imprensa esportiva que enche a bola dos jogadores antes da hora. Pode ser levado em conta também que todos os jogadores mencionados acima sofreram lesões e posteriormente nunca mais produziram o esperado dentro de campo.
 
Já passou da hora de darem um basta em Ganso no São Paulo. Ele não joga como um craque há muito tempo, ou talvez, nunca tenha sido um. O mais próximo que ele chegou foi enquanto atuava ao lado de Neymar no Santos – esse sim é um craque de bola.
 
Houve até renúncia de Aidar no São Paulo e a esperança para o meio de campo permanece a mesma. Por que não apostar em outros caras? Ganso deixou de ser esperança e virou motivo de estresse para o torcedor.
 
Alguns colegas de imprensa dizem que ele é o tipo de jogador que precisa de carinho para jogar em alto nível – acho patético. Carinho? O que falta mesmo é profissionalismo e cara de pau.
Superaposta
Caique Cobra
Caique Cobra é um jovem recém-formado em jornalismo pela FIAM FAAM que almeja atuar em uma grande empresa voltada ao mundo esportivo. Ele não esconde sua paixão em produzir conteúdo, principalmente, em seu blog pessoal. Seus textos são embasados por dentro de: análises, críticas e opiniões com um olhar meramente desmistificado.
http://www.futebolnaveia.com/2016/02/24/o-sao-paulo-nao-precisa-de-paulo-henrique-ganso/ 

Robinho o novo P.H. Ganso, os homens do SE. autor: Jorge Eduardo Fontes Garcia



Após a cirurgia no joelho direito que realizou em maios de 2012 o meia Paulo Henrique Ganso, nascido em Ananindeua, Estado do Pará, no dia 12 de outubro de 1989, hoje com 27 anos, nunca mais foi o mesmo.
Estava visivelmente prejudicado em suas funções, se tornando um jogador extremante irregular, e até temeroso em disputar bolas com os adversários.  
Enquanto isso as harpias da crônica esportiva diziam:
“ QUANTO o Ganso entrar em forma, vai retornar ao que era”, patatí, patatá.
E assim o jogador P.H. Ganso foi levando ...
Em setembro de 2012, Juvenal Juvêncio, presidente de 2006 a 2014, negociou para o São Paulo Futebol Clube com Santos Futebol Club o jogador P.H. Ganso, que assim ficou no Alvinegro Praiano de 2008 até 2012.
Pagou aproximadamente 23,9 milhões de reais, ou seja, um péssimo negócio para o Tricolor do Morumbi e um ótimo negócio para o Peixe de Pelé.
E as harpias da crônica esportiva continuaram dizendo:
“ SE o Ganso entrar em forma, ela vai ser de grande utilidade no São Paulo”.
Mais, SE não põe ninguém em forma.
Mais, SE não ajuda equipe em um jogo coletivo.
Mais, o SE não ganha jogo.
E assim o jogador P.H. Ganso foi levando.
Mais, eu afirmo do alto de meus 60 anos como expectador de futebol – do bom futebol - o meia Paulo Henrique Ganso está acabado, e assunto encerrado.
O Santos Futebol Club é uma incubadora de bons jogadores e aí surgiu em 1996, em sua equipe de futsal, o jogador Robinho.
E assim Robson de Souza, mais conhecido como Robinho, nascido no aprazível e balneário de São Vicente, "Cellula-Mater da Nacionalidade" no litoral do Estado de São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, hoje com 32 anos, acabou, como não podia deixar de ser, pois era um excepcional jogador, no time profissional do Santos no Torneio Rio-São Paulo de 2002.
Foi o início de uma extraordinária carreira.   
Era um belíssimo jogador de futebol, e por isso foi jogar nos clubes europeus.
De 2005–2008 no Real Madrid (137 jogos com 35 golos), de 2008–2010 no Manchester City (53 jogos com 16 golos), de 2010–2015 no Milan (144 jogos com 32 golos).
Foi um sucesso.
Voltou emprestado pelo Milan ao seu time de coração, o Santos, em 2014 jogando 41 partidas e fazendo 17 golos, mas já não era o mesmo jogador.
Se tornou um RECLAMÃO.
Se tornou um “ SABE QUEM SOU EU??? EU SOU O BÃO”.
Se tornou um embromador no meio do campo.
Se tornou um problema para o treinador, que tinha que escalá-lo custasse o que custasse, pois, parte da torcida, a “torcida saudosista”, exigia.
Em julho de 2015 vieram os chineses do Guangzhou Evergrande Taobao Football Club, um clube de futebol da cidade de Cantão, cujo técnico é o famigerado Luiz Felipe Scolari, com um container cheio de dinheiro e levaram Robinho para a República Popular da China.
Parece que o amante das boas coisas do capitalismo praieiro não se deu bem com o ar poluído da China, e assim Robinho não renovou o contrato válido por seis meses.
Mais, convenhamos Robinho já não era o mesmo...
“ No dia 11 de fevereiro de 2016, o presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno, anunciou, via Twitter, a contratação de Robinho. O jogador assinou um contrato de duas temporadas com o Galo, com parte de seu salário sendo bancada pela Dryworld, fornecedora de material esportivo do clube”.
Repito:
Mais, convenhamos Robinho já não era o mesmo...
Logo, eu considero que como o negócio realizado pelo São Paulo Futebol Clube com o P.H. Ganso esse do Atlético Mineiro & Dryworld com o Robinho foi um péssimo negócio.
As harpias da crônica esportiva criaram grande expectativa para a estreia do Robinho no Atlético Mineiro, fizeram um estardalhaço danado, compararam ele a Ronaldinho Gaúcho afirmando que ele será o novo grande ídolo do clube mineiro.
Só o veterano jornalista Paulo Lima, comentarista do Central FOX, manifestando bom senso afirmou que o gaúcho foi melhor jogador do que o Robinho, e eu estou com ele.
Imediatamente as harpias da crônica esportiva começaram seus eternos SE, QUANDO, etc e tal.
E nos programas das emissoras esportivas de TV começaram a celebres afirmações “ QUANDO o Robinho pegar ritmo de jogo”, “ SE adaptar ao novo clube, a nova equipes”, “ entrar em forma física, já que não joga a muito tempo”, e outras deste tipo, esquecendo que o jogador já não é mais o mesmo a muito tempo, desde que a Associazione Calcio Milan o emprestou ele ao Santos, e que os chineses o levaram, e essa é que é a VERDADE.
O jogo de ontem pela Taça Libertadores, Atlético-MG versus Independiente Del Valle do Equador, o técnico Diego Aguirre ao substituir o excelente armador Juan Cazares foi chamado de “BURRO” pela Massa Atleticana presente ao Estádio, e eu concordo com ela, a torcida, foi lamentável, a equipe caiu de produção.
Robinho em campo é bem verdade que foi caçado pelos equatorianos, mas já demostrou o seu jeito RECLAMÃO de ser, enfrentando com cara de “ SABE QUEM SOU EU??? EU SOU O BÃO” o fraco árbitro da partida Fernando Rapallini da Argentina.  
Aliás, foram péssimas as substituições feitas pelo técnico uruguaio do Galo, ou seja, Leandro Donizete por Junior Urso (Ocimar de Almeida Júnior, emprestado pelo Shandong Luneng Taishan Football Club da China, outro que as harpias falam no condicional, no famoso SE), Luan por Hyuri (Hyuri Henrique de Oliveira Costa, que bateu com os costados no Galo através de um acordo secreto com o Pequim Renhe Football Club - Běijīng Renhe - e outro que as harpias falam no condicional, no famoso SE).
Agora eu vou usar o SE:
Em meu time o pequeno e cabeludo Luan, o atacante Luan Madson Gedeão de Paiva, “ O Menino Maluquinho”, de São Miguel dos Campos, Alagoas, nascido em 11 de agosto de 1990, com 25 anos, teria vaga garantida.
Eu creio seriamente que porque ele não é nenhum tipo de beleza física que os doutos da CBF não o convocam para Seleção Brasileira, sério mesmo, pois ele é um excepcional jogador, um jogador que deixa o seu sangue em cada partida que joga.  Uma pena...
Mais, voltemos ao início dessa reflexão:
“ Eu considero que como o negócio realizado pelo São Paulo Futebol Clube com o P.H. Ganso esse do Atlético Mineiro & Dryworld com o Robinho foi um péssimo negócio”, portanto:
Robinho o novo P.H. Ganso, os homens do SE.

E tenho dito.

Jorge Eduardo Fontes Garcia

25 de fevereiro de 2016.


FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 1 X 0 INDEPENDIENTE DEL VALLE-EQUADOR
Local: estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de fevereiro de 2016 (quarta-feira)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)
Assistentes: Ivan Nuñez (ARG) e Ezequiel Brailovski (ARG)
Público: 20.851 pagantes
Renda: R$ 1.244.000,00
Cartões Amarelos: Leonardo Silva, Marcos Rocha, Lucas Pratto e Leandro Donizete (Atlético-MG); Ayala, Orejuela e Mina (Independiente del Valle)
GOL: Lucas Pratto aos três minutos do primeiro tempo
Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Erazo, Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete (Junior Urso), Cazares (Robinho), Luan (Hyuri) e Patric; Lucas Pratto
Técnico: Diego Aguirre
Independiente del Valle: Azcona; Nuñez, Mina, Caicedo e Ayala; Rizotto, Orejuela, Tellechea (Julio Angulo), Sornoza (Cortéz) e Cabezas (Uchuari); José Angulo
Técnico: Pablo Repetto

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Como o São Paulo virou campo minado para seu presidente. Autor: Ricardo Perrone.

Perrone 23/02/2016 06:00

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Como quem pisa num campo minado, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vai hoje ao Morumbi para participar da reunião em que o Conselho Deliberativo do São Paulo irá decidir se referenda acordo da diretoria para renovar contrato com a Globo.

Costuras políticas para que pudesse chegar ao poder e heranças deixadas por Carlos Miguel Aidar provocam essa dificuldade para o cartola se movimentar no clube que preside.

Não só na reunião desta noite, mas, diariamente, Leco precisa estudar cada passo para evitar explosões.

Protagonista na reunião desta terça, Ataide Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol é personagem fundamental para que se entenda como em apenas quatro meses de gestão Leco enfrenta tantas dificuldades.

Sem a ajuda de Ataide, dificilmente Aidar teria renunciado, pois a gravação feita por ele e  na qual o ex-presidente sugeria dividir comissão na compra de um jogador da Portuguesa foi o golpe fatal no ex-cartola.

Leco é grato pela atitude do vice de futebol. Esse foi um dos motivos que o levaram a empossar Ataíde em sua diretoria. Foi como colocar a primeira mina no Morumbi.

Ataíde sofre rejeição por parte de vários grupos políticos. Eles avaliam que o vice demorou para contar o que sabia de Aidar, classificam como ruim sua gestão no futebol e entendem que por ter agredido o ex-presidente deveria ser punido e ficar fora da direção.

A diretoria teme que essa turma vote contra a proposta de renovação com a Globo para transmissão de jogos do Brasileirão nas TVs aberta e fechada a partir de 2019 só para prejudicar o desafeto. Foi ele quem negociou o contrato e fará a exposição dele aos conselheiros.

Leco disse aos atletas que a renovação com a Globo garante que não haverá mais atrasos nos pagamentos até dezembro. Entrarão imediatamente R$ 60 milhões nos cofres como luvas.

Porém, na reunião desta noite, só o contrato com a Globo poderá ser aprovado. A proposta do Esporte Interativo (EI) pelos direitos em TV fechada será apresentada num quadro, mas não estará em análise. Se o conselho rejeitar a Globo, uma nova reunião precisará ser marcada, caso a diretoria, então, se entenda com o EI. Essa demora deixaria o clube com risco de voltar a atrasar os pagamentos dos jogadores e traria problemas para Ataíde.

Outro efeito colateral da chegada ao poder de Leco também poderá ser sentido na reunião. Ele tem nome e sobrenome: Abilio Diniz. Apesar de não ser conselheiro, o empresário e consultor do Conselho Consultivo tricolor foi convidado pelo presidente do Conselho Deliberativo para falar aos conselheiros.

Abilio ajudou a derrubar Aidar, também usando o salão do conselho como palco. Seus ataques foram importantes para deixar o ex-presidente nas cordas.

Desde então, o empresário acreditava ser um estimado conselheiro de Leco. Mas se revoltou ao ver Milton Cruz, indicado por ele para ser técnico do time, ser afastado da comissão técnica para trabalhar com análise de desempenho no clube. Também não gostou de outro indicado seu, Alexandre Bourgeois, ser demitido do cargo de CEO. E ficou descontente ao saber pelos jornais da contratação de Edgardo Bauza. O empresário esperava ser consultado.

Diniz só terá o conselho como palanque hoje graças a uma herança da gestão passada. Leco era presidente do conselho, então, foi substituído por seu vice, Marcelo Abranches Pupo Barboza, integrante de um dos grupos que apoiaram a eleição de Aidar. Foi dele a iniciativa de convidar Abilio para a reunião.

“Convidei o Abilio em janeiro, antes dessa troca de e-mails (mensagens que o empresário e Leco enviaram para conselheiros trocando disparos). Fiz um convite para ele dar uma mensagem ao conselho e também por gratidão pela ajuda que ele tem dado ao clube”, disse Pupo ao blog.

A diretoria diz não se queixar do fato de Abilio ter sido chamado, mas reclama de Pupo ter indicado Roberto Opice Blum para presidir o comitê de ética do clube. Os dirigentes afirmam que ele é distante de Leco e desafeto de Ataíde. Entre outros temas, o grupo dirigido por Blum investiga a agressão de Ataide a Aidar no ano passado.

“Isso é bobeira. Opice é uma pessoa seríssima e está trabalhando com neutralidade. Foi uma das melhores indicações que eu fiz para as comissões”, afirmou Pupo.

Diferentemente de Blum e do presidente do conselho, uma série de cartolas ganhou cargos de direção sem fazer parte do grupo político de Leco, mas por participarem da costura que o ajudou a chegar à presidência.

Desde a semana passada, o mais conhecido deles é Rodrigo Gaspar, assessor do presidente que em rede social criticou Michel Bastos, Rodrigo Caio e Milton Cruz. Ele integra uma ala de jovens conselheiros que bombardeou Aidar e é conhecida como “kamikazes”.

Tem sido frequente no clube diretores que pertencem a correntes políticas diferentes da do presidente serem pressionados por seus parceiros que discordam de parte das atitudes de Leco ou dos homens de confiança dele. Cada divergência espalha mais pólvora ao redor do principal cartola são-paulino..

Ricardo Perrone

Formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Vamos inundar a página da CBF é...autor :PVC - A Enciclopédia do Futebol.

PVC- A Enciclopédia do Futebol. 



As redes sociais e o comitê de reforma da CBF

A CBF diz ter recebido mais de 120 mil mensagens nos três dias seguintes à criação do comitê de reformas, quinta-feira passada. Falta ao comitê mais gente que tenha se debruçado sobre os problemas do futebol nos últimos anos. Exatamente por isso, precisa ter participação de quem está do lado de fora, sem compromisso com ninguém.

Ter Carlos Alberto Torres e Ricardo Rocha, com todo o respeito, é olhar para o que o Brasil fez, não para o que precisa fazer.

Ricardo Rocha e Carlos Alberto poderiam estar. Desde que existam também outras frentes representadas. Por exemplo, Raí, Paulo André, João Paulo Medina…

A resposta da CBF à observação é que houve conversas para ter a participação de alguns destes nomes e nenhum demonstrou interesse. Fato é que deveria haver mais gente que se dedicou a estudar os problemas do futebol por dez, vinte, trinta anos.

Mas é fato também que, com suas limitações, o comitê de reformas vai criar uma nova cartilha. Como quando o Brasil convocou a Assembleia Constituinte, em 1986, e quem pariu a Constituição foi um Congresso Nacional com 300 picaretas — expressão do então deputado federal Luís Inácio Lula da Silva, que virou canção dos Paralamas do Sucesso.

O comitê de reformas não vai parir uma nova Constituição do futebol brasileiro. A ideia da CBF é passar a impressão de que está fazendo algo para acabar com a imagem de corrupção. Por isso, abriu as redes sociais pensando em quem quiser participar.

Pois se as redes sociais estão abertas, é preciso usá-las. Há três anos, as redes sociais convocaram a população para a rua e fizeram o maior movimento social do Brasil desde o impeachment de Fernando Collor.

Hoje, é preciso inundar a página da CBF com as ideias obrigatórias, aquelas que o comitê de reformas terá obrigação de tirar do papel.

A primeira missão atribuída pelos próprios dirigentes é o código de ética.

Importante. Mas há mais.

Por exemplo, a queda da cláusula de barreira para haver um sistema aberto a quem quiser candidatar-se à presidência da CBF.

O futebol brasileiro precisa de um grande pacto, com todas as partes representadas. Árbitros, técnicos, jogadores, clubes… O comitê reúne estes setores, embora sem os melhores quadros.

O que resta não é lamentar que tudo vai dar errado outra vez. O que resta é inundar a página da CBF com a cobrança para que as mudanças obrigatórias sejam feitas.

A página para inundar a página da CBF é esta: http://www.cbf.com.br/comitedereformas/


Sobre o autor
Paulo Vinicius Coelho
É colunista da Folha de S. Paulo, comentarista da Fox e blogueiro do UOL. Jornalista desde os 18 anos, descobriu ao completar 36 que já tinha mais tempo de jornalismo do que de sonho. Ou seja, mais anos no exercício da profissão do que tinha de idade quando publicou sua primeira matéria. Trabalhou na revista Placar, diário Lance!, ESPN Brasil, cobriu as Copas de 1994, 1998, 2006, 2010 e 2014, esteve em sete finais de Champions League.



http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2016/02/23/as-redes-sociais-e-o-comite-de-reforma-da-cbf/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Associação Ferroviária de Esportes x Sport Club Corinthians Paulista um jogaço, mas que tão matando o Timão, isso estão.

“Milton Leite elogia empate entre Corinthians e Ferroviária: "Um jogaço". Belletti ressalta sistema das duas equipes e forma física do time de Araraquara.
- Tenho certeza que narrei o melhor jogo da temporada daqueles que vi e trabalhei. Foi um jogaço em Araraquara. Para se ter uma ideia, foram 27 finalizações ao gol, 14 do Corinthians contra 13 da Ferroviária, sete chances reais de gol para cada time. Foi um jogaço, bola na trave dos dois lados, goleiro trabalhando... - afirmou Milton Leite.
- São equipes muito bem treinadas. O Tite a gente sabe o trabalho, agora, o Sérgio Vieira montou esse time da Ferroviária, no que diz respeito a marcação, com posicionamento, preenchimento de espaços, (além de) velocidade e jogadas ofensivas. Duas equipes que vieram jogar um futebol ofensivo. No geral, em termos de qualidade de jogo, foi um grande espetáculo - analisou Belletti”.
Eu vi o VT e concordo com eles.
Foi um jogaço.
Contudo no artigo acima não foram reproduzidas as palavras dos grandes repórteres esportivos, dois dos mais confiáveis, aos 32 minutos do Segundo Tempo, e quais palavras foram essas?
Foram mais ou menos assim:
O Corinthians caiu de produção.
O Corinthians está visivelmente cansado.  
No comentário para a Troca de Passes, o jornalista Milton Leite se referiu ao jogo do Timão contra o Cobresal, time da cidade El Salvador, no norte do Chile, que fica a 1000km de Santiago, com 2.600m de altitude, em meio ao Deserto de Atacama, onde as temperaturas no deserto variam entre 0ºC à noite a 40 ºC durante o dia. “Um lugar que praticamente não conhece a chuva e que se sustenta pela extração de cobre”.
Comentou ele, com as suas palavras, que o Corinthians tinha que estar cansado, pois fez uma longa viagem, que o avião atrasou, que eles chegaram cansados, treinaram, e viajaram para a prospera cidade de Araraquara, interior do Estado de São Paulo.  
CLARO QUE TINHAM QUE ESTAR CANSADOS.
Vão jogar na Morada do Capeta, em meio ao deserto onde as temperaturas variam entre 0ºC à noite a 40 ºC durante o dia, num estádio mixuruca, onde só quem está acostumado pode jogar bem, e depois querem que os jogadores, por mais que sejam profissionais, tenham folego, tenham preparo físico, tenham “boa mente”, para jogar uma partida de futebol pelo Campeonato Paulista?
Não podem...
Já afirmei e repito:
Os times brasileiros não deveriam jogar essa tal Copa Libertadores de jeito nenhum, pois é contraproducente em todos os sentidos.
O patrimônio dos clubes – sim os jogadores são patrimônio dos clubes, custaram dinheiro a eles, grandes investimentos foram feitos – é posto em risco ao jogar com times de quinta categoria como esse Cobresal do Deserto de Atacama, que certamente entrou na competição chilena por vontade dos cartolas de lá, do Chile, e Deus sabe lá como chegaram a Libertadores.
É uma vergonha.
É uma tristeza.
É uma verdadeira MATANÇA, uma carnificina contra os jogadores de futebol da América Latina essa tal de Copa Libertadores.
Não vale a pena disputa-la para ter o título de Campeão do Mundo, não vale.
Mais, a cartolagem adora esse vai e vem dos clubes porque eles podem fazer o que querem e o que até o Diabo dúvida que façam.
Por isso eu afirmo:
Ferroviária x Corinthians um jogaço, mas que tão matando o Timão, isso estão.

Jorge Eduardo Fontes Garcia
22/02/16


Fla x Flu em Brasília é uma traição as torcidas. Autor = JORGE EDUARDO FONTES GARCIA

Os presidentes do Flamengo e do Fluminense traíram as torcidas dos seus clubes levando o Fla x Flu para Brasília.
Não interessa se na Capital Federal, de ares maléficos, tem torcida dos dois clubes, pois as grandes estão em sua cidade de origem a Valente, a Brava, a Resistente e Mui Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Esse povo sofrido dessa cidade sofrida não teve seu único divertimento que é ver seus clubes jogarem.
Que levassem o jogo para o acanhado Estádio de Los Larios, de propriedade do Esporte Clube Tigres do Brasil, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro - aliás Xerém é domínio do Fluzão - ou mesmo para o do tradicional São Cristóvão de Futebol e Regatas, agora denominado Estádio Ronaldo Nazário, na rua Figueira de Melo, no aprazível bairro do mesmo nome, mas jamais cometessem o CRIME DE LESA TORCIDA levando-o para a maléfica capital federal.
É de estarrecer.
O jogo, também, foi de estarrecer.
Há 60 anos vou aos campos de futebol, desde a época que na Gávea se disputava, e nunca vi um jogo tão fraco, tão ruim, tão ordinário, quanto esse Fla x Flu.
Nenhum dos dois times convenceu.
Nem São Murici dá jeito nesse Flamengo com o elenco que tem.
Nem tão pouco o Eduardo Batista enquanto o Fred for o dono do time, e assim jogar.
Comecei a amar o futebol quando ainda menino fui assistir um Fla X Flu, pois foi a maior emoção de minha vida ver da boca de um túnel no meio do Velho Maracanã, não nesse lulodilmista, o meu Maraca, o Maraca do meu pai, de nossas gerações,  as torcidas dos dois times empunhando suas bandeiras, com a Charanga do Flamengo tocando, e o povo de Flu jogando pó de arroz.
FOI LINDO, FOI EMOCIONATE, FOI MARAVILHOSO.
As novas gerações não podem nem imaginar.
Além de não terem mais o Velho e Glorioso Maracanã, o maior estádio do mundo, os presidentes dos dois clubes levam o jogo para onde?
Para Brasília, Capital Federal, de ares maléficos.
Cometeram um CRIME DE LESA TORCIDA
É de escachar.
 Jorge Eduardo Fontes Garcia
22/02/16