quinta-feira, 7 de julho de 2016

Alemanha 0 x 2 França, tem cheiro de VINGANÇA, mas tem cheiro mais forte de SARFANAGEM.


Desde a Vitoria da Prússia, da Saxônia, de Wurttemberg, estados germânicos,
e seus aliados (Rússia, Áustria e Suécia) na Batalha das Nações em 1813, sobre Napoleão I e seus aliados (Italianos, napolitanos, etc), que Paris, o coração da França, é invadida pelos alemães, os franceses mantem um ira santa contra os germânicos. 
Para despertar mais ainda a ira francesa contra os alemães, o nobre príncipe Guilherme I, Rei da Prússia, foi aclamado em 18 de janeiro de 1871, na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes, o primeiro Imperador do unificado Império Alemão, oriundo da união dos Estados Germânicos que acabara de vencer a Guerra franco-prussiana de 19 de julho de 1870 - 10 de maio de 1871, pondo fim assim ao II Império Francês, o maior dos dois Impérios de França.
Depois da Queda da França em maio de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Paris é ocupada pela Wehrmacht em 14 de junho de 1940, e os franceses são mais uma vez humilhados pelos germânicos.
Nessa ocupação Paris era uma festa, e muitos franceses nela dançaram, beberam e festejaram, deixando para uns poucos a luta irada e sem quartel contra os invasores.
HOJE, mas uma vez quando uma Copa é realizada em seu território europeu, a França marcha para ser a campeã jogando contra a Alemanha.
Tem cheiro de VINGANÇA, mas tem cheiro mais forte de SARFANAGEM ( mistura de safadeza com sacanagem), pois o árbitro italiano – a Itália sempre detestou os germânicos desde a Idade Média, desde o Sacro Império Romano Germânico, desde do Império Austro-húngaro – foi rigoroso ao dar um pênalti que claramente o jogador alemão não tinha a intenção de fazê-lo, criando assim a instabilidade emocional necessária para que a Equipe Alemã de desestabilizasse, igualzinho ao que fez HEBER ROBERTO LOPES , o Arbitro Vergonha, no último jogo Corinthians 4 X 0 Flamengo.   
Mais é como diz o celebre filosofo Neném Prancha
“São coisas do futebol”.

Para meu consolo que venha Portugal, que venha CR7, para ganhar a Eurocopa 2016.

Jorge Eduardo Garcia


Sampa 07/07/2016 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Caio Blat e Ricardo Pereira gravam cena de amor de 'Liberdade liberdade'

Caio Blat e Ricardo Pereira gravam cena de amor de 'Liberdade liberdade'

Sequência será exibida na próxima terça-feira, na trama das 23h

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/caio-blat-ricardo-pereira-gravam-cena-de-amor-de-liberdade-liberdade-19646876#ixzz4DeH6yuuI 
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A senhora Mary del Priore é uma renomada historiadora, creio até que entrará para a ABL por seus trabalhos, escreveu ´A homossexualidade e a Inquisição” e eu publiquei em https://bahiacanapatifariaoba.blogspot.com.br/2015/09/uma-visao-sobre-o-homossexualismo-na.html :

Ao contrário do que poderíamos imaginar, muitos casais homossexuais não faziam questão de esconder suas preferências amorosas nos tempos coloniais. Eles protagonizaram – do mesmo modo que os heterossexuais – cenas escandalosas de ciúmes ou demonstrações explícitas de afeto em público.
Uma fonte de pesquisa importante são os registros inquisitoriais.
A documentação sobre o tema, entretanto, é escassa. (Grifo meu)
É difícil auscultar os sentimentos e apelos eróticos da sociedade colonial, sendo as fontes tão pouco numerosas, esclarece Ronaldo Vainfas.
As da Inquisição, se referem às “palavras de requebros e amores” e a “beijos e abraços”, sugerindo prelúdios eróticos e carícias entre amantes.
Atos sexuais incluíam toques e afagos, implicando na erotização das mãos e da boca.
“Chupar a língua”, “enfiar a língua na boca” segundo os mesmos documentos não era incomum.
Os processos revelam, igualmente, que alguns sedutores iam direto ao ponto: “apalpar as partes pudentes” eram queixas constantes das seduzidas.
Processos de sodomia masculina, por exemplo, revelam amantes que “andavam ombro a ombro”, abraçavam-se, trocavam presentes, e penteavam-se os cabelos mutuamente à vista de vizinhos, desafiando a Inquisição, sua grande inimiga. (Grifo meu)
É conhecido o caso de certo João de Carvalho, um rapaz que ensinava latim e linguagem para os filhos dos moradores de uma freguesia em São João Del Rei, no século XVIII.
Apaixonado por um dos seus alunos, lhe mandava bilhetes nos quais dizia: “Luiz, meu amorzinho, minha vidinha! Vinde para o bananal que eu lá vou com a garrafinha de aguardente”. (Daí foi que surgiu o dito: “ Deu atrás da bananeira”, observação minha)
Rituais de namoro entre homossexuais não se distinguiam dos demais.
Luís Delgado, estanqueiro de fumo em Salvador da Bahia, se tornou conhecido por demonstrar publicamente a paixão que nutria por seus sucessivos amantes, beijando-os na frente de outras pessoas, regalando-os com presentes de fino trato, vestindo-os com “galas”, ou seja, roupas e sapatos caros, andando juntos debaixo de um grande guarda-sol, para escândalo e escárnio de seus inimigos. Era comum a troca de “memórias de ouro”, ou seja, um anel de compromisso. (Grifo meu)
Num arrufo com um deles, certo Doroteu Antunes, de quem morria de ciúmes, ameaçou-o aos gritos, defronte da Fonte dos Sapateiros: “- Com isso me pagais do amor que vos tenho e o muito que convosco gasto, dando-vos dinheiro, vestidos, casas em que morais e tudo o mais que vos é necessário?!”.
Outro, Luís da Costa, o tabaqueiro costumava pegar na mão, “dizendo-lhe que era afeiçoado a ele e o queria muito gentil-homem e tinha uma cara como uma dona”.
Arroubos não foram incomuns; beijos roubados e furtivas bolinações eram práticas usuais regadas a propostas lascivas e palavras amatórias.
Alguns tocamentos podiam ser tímidos, escondendo confessados desejos. Rostos e mãos levemente roçados por dedos ávidos ou mãos apertando outras. Fazer cócegas na palma da mão ** e pôr a mão sobre o coração para dizer o querer bem era parte da gramática amorosa.
Em algumas ocasiões, eram os pés que agiam, ligeiros, a alisarem outros pés. Alguns afagos eram apenas esboçados, a anunciar a vontade de outros mais ousados, enquanto se elogiava a formosura de uma mulher.
Conjugavam-se muito os verbos estimar e querer bem.
Câmara Cascudo estudou o significado de inúmeros gestos que serviam de código de conversação entre namorados, impedidos de expressarem de forma mais declarada os seus sentimentos. - Mary del Priore.

** Um ato obsceno ainda quando eu era menino (década de cinquenta do século XX)

O QUE DIZER ENTÃO DESTA CENA?

Jorge Eduardo.

Sampa 07 de julho de 2016