quarta-feira, 16 de julho de 2014

JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Dona Dilma e a Elite Branca.




Dona Dilma e a Elite Branca

A Dona Dilma Rousseff afirmou que foi vaiada no Itaquerão pela Elite Branca da Nação.
Eu discordo.
E por quê?
Porque na minha concepção de Elite ela, dona Dilma, está mais do que incluída, mais do que inserida, é um componente da maior importância possível, ou ela não é a presidenta da República, não ocupa o cargo máximo da Elite Governamental?
Elite é ou pode ser:
1-     Segundo Charles Wright Mills, Mestre em arte, filosofia e sociologia pela Universidade do Texas, doutorou-se em sociologia e antropologia pela Universidade de Wisconsin, um grupo situado em uma posição hierárquica superior, numa dada organização, dotado de poder de decisão política e econômica:
Obs.: Dona Dilma detém o poder máximo para tomar “decisões políticas e econômicas”, pois é a presidenta da República, a chefe de governo composto por um grupo de brasileiros;
2-     Segundo Robert Alan Dahl, professor emérito de ciência política na Universidade Yale, EUA, um grupo minoritário que exerce dominação política sobre a maioria, dentro de um sistema de poder democrático:
Obs.: Dona Dilma é a presidenta da República, a chefe de governo composto por um grupo minoritário de brasileiros, eleita pelo voto direto em um Regime Democrático;
3-     Segundo Antonio Gramsci, um filósofo, político, cientista político, comunista e antifascista italiano, afirma que a forma de identificar uma elite é aproximando-a da categoria 'classe dirigente':
Os Membros do Partido dos Trabalhadores formam hoje a “classe dirigente”, pois estão não só ocupando cargos governamentais na União, nos Estados , nos  Municípios,  bem como estão no  Poder Máximo da Nação através do mandato de dona Dilma que é a presidente da República eleita em um Regime democrático e membro da Elite do PT;
4-     Uma referência genérica a grupos posicionados em locais hierárquicos de diferentes instituições públicas, partidos ou organizações de classe, ou seja, pode ser entendido simplesmente como aqueles que têm capacidade de tomar decisões políticas ou econômicas, e dona Dilma pertence a um partido politico – o PT – e é a presidenta da República com poder máximo para toma-las;
5-     Pode ainda designar aquela pessoa de Poder, ou  aquelas pessoas, ou grupos, capazes de formar e difundir opiniões que servem como referência para os demais membros da sociedade, e dona Dilma pertence a um partido politico – o PT – que difunde por meios diversos seu programa, suas ideias, dando assim opiniões sobre como se deve governar a Nação, portanto um associação formadora de opinião, além do mais ela é a presidenta da República ouvida, acatada e respeitada por civis e militares brasileiro, sua opinião vale e muito.
Se usarmos as definições de Marx e Engels, sociólogos tão a gosto da Elite Petista que detém o Poder da Republica, de que “A luta de classes é o confronto entre os opressores, a burguesia, e os oprimidos, o proletariado, consideradas classes antagônicas e existentes no modo de produção capitalista”, em uma Sociedade Miscigenada como a nossa estaremos cometendo um grave erro de avaliação, já que tanto na “ classe dos opressores”, quanto na “classe de oprimidos”, existem BRANCOS, NEGROS MULATOS, CAFUZOS, MAMELUCOS, ÁRABES,  AMARELOS, tais como INDIOS, CHINAS, JAPONESES, etc e tal...
Portanto, dona Dilma falar de Elite Branca, como se tivesse condenando quem é branco, é um enorme preconceito racial, é um grande erro, é um grande absurdo.
Dona Dilma é a presidente da República eleita em um Regime democrático, logo expressar tal juízo é ignorar parte de seu eleitorado branco, é ofender parte dele, pois nunca se poderá saber se quem votou nela foram só os negros, ou só os mulatos, ou só os cafuzos, ou só os mamelucos, ou só árabes, ou só os amarelos, tais como índios, chinas, japoneses, etc e tal.  
No momento que dona Dilma afirma que foram os brancos que a hostilizou, ela esta praticando a maneira nazista de racismo, cheia de preconceitos, pois nossa sociedade É multirracial, onde brancos, negros, mulatos, cafuzos, mamelucos, árabes, amarelos, tais como índios, chinas, japoneses, etc e tal, contribuíram lado a lado para desenvolvê-la.
Esta historia de cotas para afrodescendentes é uma balela criada para ser usada como arma na luta de classe, luta essa que jamais existiu no Brasil.
É bem verdade que o preconceito sempre existiu e sempre existirá em nosso País e porque não dizer no Mundo.
Quanto a Copa do Mundo da FIFA, bancada elo Brasil, pelos brasileiros de todas as classes sócias, que pagam impostos direitos e indiretos, é outra historia, até porque ela não foi realizada para os oprimidos, o proletariado, eleitorado cativo do Partido dos Trabalhadores, cuja Elite Interna a senhora Presidenta é parte, já que os preços dos ingressos chegaram aos pícaros da Lua, portanto ser vaiada pelas pessoas  que lá estavam , fossem elas de qualquer cor de pele ou raça, era um risco que o governo deveria saber que corria, bem como os dirigentes do órgão máximo do futebol no mundo.   
A dona Dilma deveria ter em conta que as vaias foram pelas obras faraônicas construídas na base de superfaturamento, estruturas que não terão a menor utilidade no futuro, estádios construídos com recursos públicos entregues de mão beijada a clubes ou empresas, como o próprio palco das vaias – Arena Corinthians ou Itaquerão - a pelos boatos de roubalheiras, pelos boatos de  que parte de seus custo na realidade foram desviado para fazer a Caixa 2 do PT nesta eleição que se aproxima, pela falta de hospitais, escolas, segurança, transportes, carestia, etc e etc...tudo que ela como presidenta da Republica para muitos pode coibir ou para muitos  outros representa.
O orientador, ou orientadores, da dona Dilma Rousseff, presidenta da Republica Federativa do Brasil, devem fazer um autocritica e orienta-la melhor, pois senão ela poderá ser considerada a trapalhona dos aloprados, Pasadena é que o diga.
Uma pena.

Jorge Eduardo Garcia

LER: 

Mulatos bacharéis elegiam-se deputados no Brasil Imperial

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JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Mulatos bacharéis...: Mulatos bacharéis elegiam-se deputados no Brasil Imperial Rosane Soares Santana O século XIX, no Brasil, foi marcado pela ascensão...

JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Mulatos bacharéis elegiam-se deputados no Brasil Imperial, autora : Rosane Soares Santana


Mulatos bacharéis elegiam-se deputados no Brasil Imperial
Rosane Soares Santana

O século XIX, no Brasil, foi marcado pela ascensão dos mulatos, com diploma de bacharel, a postos de destaque na política e na administração pública, depois da implantação das faculdades de Direito de Olinda (PE) e São Paulo (SP). O elemento racial era fator de diferenciação da elite, composta de uma maioria identificada socialmente como branca, numa sociedade escravocrata e estigmatizada pela cor da pele.
À época, raros foram os indivíduos egressos das classes menos favorecidas da sociedade, geralmente negros e sem instrução superior, que conseguiram romper o apartheid. Como disse Johann Moritz Rugendas ("Viajantes Estrangeiros na Bahia Oitocentista", Cultrix, 1980) "os homens de cor embora muito assimilados aos brancos, constituem em sua maioria as classes inferiores da sociedade". E os altos escalões da burocracia e o Parlamento eram dominados pela minoria branca e rica, descendente de europeus - grandes proprietários de terra e comerciantes.
Essa discriminação gerou o fenômeno da politização da cor, que ganhou destaque nas duas décadas posteriores à Independência (1822), segundo a historiadora Keila Grinberg, autora de estudos sobre o Brasil oitocentista ("O fiador dos brasileiros", editora Civilização Brasileira). Jornais, movimentos e até revoltas, como a Sabinada, na Bahia, reivindicavam a igualdade entre homens livres. Inaugurou-se nesse período, de acordo com Keila, o que poderíamos chamar de "luta contra a discriminação racial".
Mulatos na política
O mulato baiano Antonio Pereira Rebouças, de origem pobre, foi uma exceção digna de registro. Rábula, foi eleito seguidas vezes para a Câmara dos Deputados, a partir dos anos 30 do século XIX, ocupando, simultaneamente, também a cadeira de deputado provincial na Assembléia da Bahia. Nasceu na cidade de Maragogipe, no Recôncavo baiano, filho do alfaiate português Gaspar Pereira Rebouças com uma liberta (ex-escrava). É conhecido ainda como pai do engenheiro e abolicionista André Rebouças.
Autodidata em Direito, em 1846, por notório saber, a Câmara dos Deputados concedeu-lhe licença para advogar em todo o País. Aprendeu direito trabalhando em um cartório, segundo um de seus biógrafos, Antonio Loureiro de Souza. Foi também secretário do governo de Sergipe e Conselheiro do Imperador D. Pedro II e um dos maiores especialistas em direito civil no Brasil Imperial.
Mas, apesar de suas posições liberais na Câmara dos Deputados, Rebouças "repudiou veementemente qualquer associação entre cor e posições políticas ou condição social, segundo Keila Grinberg, autora da mais completa biografia sobre o parlamentar. O motivo é simples. Como a maior parte dos movimentos sociais e revoltas do Brasil, de então, tinha a participação dos mulatos e negros (maioria da sociedade), reivindicando igualdade de direitos e melhores condições de vida, Rebouças temia ser identificado como um radical.
Isso lhe valeu a crítica e o desprezo dos sabinos, que liderados pelo médico mulato Francisco Sabino, na Bahia de 1837, tomaram Salvador, capital da província, de assalto, destituindo o governo e nomeando um governo independente. Em um conflito com notória dimensão racial, o mulato Antônio Rebouças ficou do lado dos legalistas, organizando a resistência na vila de Cachoeira, no recôncavo baiano, que derrotou os revoltosos.
Outro mulato, também baiano, destacou-se no Parlamento, no século XIX. Trata-se do deputado geral Gê Acayaba de Montezuma, constituinte em 1846, já tendo sido ministro de várias pastas do Império na década de 30 dos oitocentos. Foi condecorado visconde de Jequitinhonha por D. Pedro II. Diferentemente de Rebouças, possuía origem abastada, tendo estudado direito na prestigiosa Universidade de Coimbra, onde formou-se a maior parte da elite política brasileira do século XIX, até a Independência.

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4646895-EI6578,00-Mulatos+bachareis+elegiamse+deputados+no+Brasil+Imperial.html

domingo, 13 de julho de 2014

JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Macaroni X Daniel Alves - Qual é a semelhança?...

JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Macaroni X Daniel Alves - Qual é a semelhança?...:                                                   Macaroni                       Daniel Alves  Macaroni, na Inglaterra em meados do s...

Macaroni X Daniel Alves - Qual é a semelhança?

                                                  Macaroni                       Daniel Alves 

Macaroni, na Inglaterra em meados do século XVIII, era o homem obcecado pela moda e que se vestia e falava de modo maneiroso, portanto era um camarada propicio a ser satirizado.
Eles podem ser considerados como os ancestrais dos dândis e metrossexuais.
Os jovens ingleses, que tinha estado na Itália adotaram o termo "maccherone", usava-o como um adjetivo para tudo o que estava na moda.
Daniel Alves um homem vaidoso, que esqueceu o futebol para se dedicar a moda, a andar perfumado durante todo o dia vagando em busca de namoro na grande Barcelona.

Qual é a semelhança? 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Orlando Berbert,...

JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Orlando Berbert,...: Orlando Berbert, o pensador. Que jamais fui convencional nunca foi novidade. Mas só pra reafirmar: PT pra quê? colonizado em qual sen...

JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: Orlando Berbert, O Pensador.

Orlando Berbert, o pensador.

Que jamais fui convencional nunca foi novidade. Mas só pra reafirmar: PT pra quê? colonizado em qual sentido? Uma vez que fomos colonizados via politica de exploração e não de habitação...
A culpa não é de Portugal, uma vez que foi uma colonização de exploração, diferentemente da americana, que foi de "re-habitação".
Não importa quem nos colonizasse, seríamos sempre os mesmos (modus operandi). Assim como tomaríamos as mesmas atitudes em tal situação.
Agora, gritar do fundo da alma a insatisfação do país perante o resultado da Copa? Sou filho de professora, Candida Dias Berbert, com muito orgulho e sei bem o quanto é ridículo o desenvolvimento do país.
Semelhante e dispare à situação dos jogadores de futebol onde rezam um ode aos esportistas que cresceram jogando descalços em terrenos baldios e passando fome. Heróis?
Pra mim, provas-vivas do desprezo nacional!
Uma vez a cada 4 anos heróis depreciados ou exaltados , de acordo com resultados? Não que eu não vibre com meu país mas também não o vitimizo perante situações "globalmente" estruturadas.
Descendência alemã sim, nação que fez muito pelo país.
E finalizando: Jogador que não estuda é sem oportunidade; Já modelo que não estuda é burro, puta, viado ou drogado.
Viva Alemanha sim por prezar pela sua nação mesmo sendo tida como nazista "ad eternum".
PS: Odeio Nazismo

Esse foi o texto escrito e publicado no Facebook de Orlando Berbert
Orlando é meu sobrinho afim, pois meu pai casou com a avó dele, Edimea, mãe de Cândida Orlandina e Ednaldo Dias Berbert, mas se fosse parente consanguíneo não teria tantas coisas, nem teria tanta afinidade de gostos, deste e com este velho pensador.  
Portanto vê-lo escrever com tanta clareza é para mim um prazer.
Respondi a ele no Facebook:
Adorei seu texto. Eu não o escreveria melhor. O Brasil que deu certo recebeu a influencia dos alemães. Três povos no planeta são dotados de uma inteligência superior, a saber: Os germânicos, os judeus e os japoneses, o resto é conversa fiada. NÓS, os latino-americanos, temos que estudar dobrado, triplicado, dia e noite, para termos certa educação, quanto mais cultura, até porque não temos escolas, faculdades, bibliotecas, teatros, etc e tal...isso sem falar da saúde, fator indispensável para uma pessoa poder estudar bem. Bem fico por aqui, feliz, felicíssimo de ter um sobrinho querido como Orlando Berbert, filho de Cândida Dias Berbert..

Jorge Eduardo Garcia
São Paulo 09/07/14