sábado, 16 de janeiro de 2016
Superman abertura anos 50 - original
domingo, 10 de janeiro de 2016
Relatório sugere que Brasil reconheça crime de escravidão.
Comissão Nacional da Verdade quer pedido oficial de desculpas aos negros
Leia mais sobre esse
assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/relatorio-sugere-que-brasil-reconheca-crime-de-escravidao-18186404#ixzz3wqqviNV1
© 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
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O ARTIGO;
BRASÍLIA - O governo brasileiro deve um pedido formal de desculpas e
precisa reconhecer, em decreto presidencial, seu envolvimento oficial no crime
de escravidão, que é imprescritível. Essa é uma das recomendações do relatório
da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra do Brasil, que será
apresentado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, amanhã,
quarta-feira. O documento tem 316 páginas e traz um amplo e detalhado cenário
histórico e investigativo sobre esses episódios.
O relator do texto, o procurador do Trabalho Wilson Prudente, concluiu
que o Império do Brasil, o Reino de Portugal e a Igreja Católica incorreram em
práticas criminosas contra os negros e em tipos penais como genocídio e crimes
contra a humanidade. O relatório pretende acabar com mitos sobre algumas
questões, segundo o relator, como a de que a República no Brasil veio
acompanhada do trabalho livre, que a escravidão era legal e que o ambiente era
cordial e que os negros já eram escravos na África. Seu texto conclui que a
verdadeira abolição da escravatura não se deu em 1888, com a Lei Áurea, mas
ocorreu em 1910, com a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido.
— É um mito acreditar que a República veio acompanhada do trabalho livre
— disse Wilson Prudente.
Ao tratar sobre o pedido de desculpas, Prudente recomenda que o Estado
brasileiro desça de seu "pedestal de arrogância" e reconheça que
cometeu esses crimes contra os negros.
"Mediante tal reconhecimento que formalize através de instrumentos
legais o seu necessário e tardio pedido de desculpas. A recusa do Estado em se
curvar a tais providências continuará a transmitir uma ideia de franca e
consciente cumplicidade com aqueles fatos do passado de repercussões tão
similares ainda nos nossos dias" — conclui o relator em seu texto.
O relatório, uma iniciativa da OAB, propõe, na impossibilidade de um
decreto, que o governo Dilma Rousseff, envie ao Congresso Nacional um projeto
de lei reconhecendo o envolvimento do Estado brasileiro na escravidão. O
relatório é apresentado como um documento que está reescrevendo algumas das
páginas mais horripilantes da História do país.
"Se houve algum colorido a ser identificado nessas páginas era o
vermelho do sangue, que cobria a pele preta daquela gente africana. Se havia
algum som que pudesse ser audível, era o grito de dor de quem era submetido a
torturas tão cruéis. Se há fato abominável ocultado dos livros didáticos e dos
manuais de história de todos os níveis de ensino, é que o Império do Brasil
cobrava taxas com natureza eminentemente tributárias para praticar a tortura em
corpos africanos. Pretendemos com esse Relatório que o Estado brasileiro desça
de seu pedestal de arrogância e reconheça de forma pública e oficial que
praticou tais crimes".
REDE DE CONEXÃO CRIMINOSA
Wilson Prudente relata que escravidão
implicou numa rede de conexão criminosa. O primeiro crime praticado era o
sequestro, "arrancando as pessoas africanas de suas famílias e comunidades
para jamais serem devolvidas". Era um sequestro continuado. Enquanto aguardavam
os navios negreiros, já prestavam aos sequestradores trabalhos na agricultura.
— A escravização já se iniciava em
território africano, com maus tratos permanentes e o aprisionamento para o
resto da vida — diz Prudente.
O relator conta que o homicídio estava
presente em todas as fases, acompanhado dos crimes de tráfico de pessoas,
escravidão, tortura, estupro e abusos sexuais. O relatório associa esse passado
ao presente no Brasil.
"A extensão dessas práticas
criminosas configuravam genocídio e crimes contra a humanidade. Aproximadamente
um século e três décadas após a Lei Áurea a sociedade brasileira fez o seu
ingresso na pós modernidade, mas vive atormentada ainda pelos fantasmas da
escravidão. O mito da escravidão legal e cordial foi sucedida pelo ainda
existente mito da democracia racial. A cortina de fumaça em que consiste essa
mitologização não afastou e não desligou a sociedade brasileira pós moderna de
seu passado escravista" — diz o relatório.
Os sequestros das primeiras vítimas,
diz o relator, implicavam em luta e violência, o que acarretava mortes. Era uma
conduta em Portugal da época. A Igreja Católica tornou o comércio negreiro um
monopólio de Portugal, através da Bula Papal.
"Como justificativa a Igreja
representava o argumento, que apesar de terem os seus corpos escravizados, os
negros teriam as suas almas salvas, uma vez que desde o início foi obrigatório
o batismo de cada vítima do tráfico negreiro. Batismo efetivado mediante uma
taxa que por sua natureza imperativa tratava-se de um tributo, temos nesse caso
o crime de homicídio, portanto consubstanciado em matar membros do grupo,
praticado pela Monarquia Portuguesa, através de seus prepostos, em associação
com a Igreja Católica, que lhe deu suporte normativo e justificativa filosófica
e religiosa".
ESPERA POR PRONUNCIAMENTO DO VATICANO
Prudente afirma que o Vaticano dos
nossos dias ainda não se pronunciou sobre esse passado da Igreja e espera que o
Papa Francisco, por sua afinidades com grandes causas da Humanidade, também
peça desculpas formais desse passado.
"Esse Relatório possibilitará ao
Vaticano e em particular ao Papa Francisco a possibilidade de se redimir do
silêncio cúmplice, que até hoje a Santa Igreja tem ostentado em relação ao
tráfico negreiro, no qual a Igreja de Roma se envolveu de corpo e alma".
O documento trata de vários outros
episódios correlatos, como a alforria concedida a escravos para lutar na Guerra
do Paraguai, com a dizimação das tropas brasileiras. O presidente dessa
Comissão da Verdade, o advogado Humberto Adami, também um ativista dessa causa,
entende que o pedido de desculpas é o mínimo a ser feito pelo governo
brasileiro. Para ele, o que ocorreu com os negros naquele período, deveria ser
motivo de comoção mundial. Adami diz que o racismo está presente nos dias de
hoje e lamenta não haver uma presa no país por ter cometido esse tipo de crime.
— É um trauma coletivo reduzido na
sociedade brasileira. E precisamos trazer isso à tona. O racismo está presente
em cada lugar que você vai. Na indústria, nos bancos públicos e privados, nos
partidos políticos. Há um racismo que é violento. Só temos uma ministra negra
nesse governo (Nilma Lino, das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos).
Isso não reflete a cara do Brasil — diz Adami.
FIM DO ARTIGO.
MINHA OPINIÃO;
Não sou racista
e quem me conhece sabe disso.
Não sou burro,
tenho uma inteligência mediana e uma cultura relativa.
Antevejo um
golpe prosaico no Tesouro Nacional baseado nessas “recomendações do relatório da Comissão Nacional da
Verdade da Escravidão Negra do Brasil”, do
advogado Wilson Prudente, ou seja, uma enxurrada de ações judiciais por parte
de todos os brasileiros afrodescendentes pedindo altas indenizações, exatamente
como fizeram os que foram “reprimidos” pelos Governos Militares.
Esses receberam, e delas
estão vivendo nababescamente.
Abaixo temos comentários publicados em O GLOBO que sucintamente esclarece o Movimento Escravocrata no Brasil, e, também, um outro que manifesta os clamores de complexada, de um que se considera injustiçado pela vida.
Abaixo temos comentários publicados em O GLOBO que sucintamente esclarece o Movimento Escravocrata no Brasil, e, também, um outro que manifesta os clamores de complexada, de um que se considera injustiçado pela vida.
Contudo, na minha modesta opinião:
ISSO É UMA SEM-VERGONHICE DAS GRANDES
E TENHO DITO.
Maria Madalena Riot • 01/12/15 - 07:14
Mas, uma vez ignorando a História. Porque Portugal não assina? POR que
isso vai ser mais um motivo para o BRASIL ter que pagar a AFRICA por alguma
coisa que tem muito pouco a ver com os brasileiros.
Marcos Paiva • 01/12/15 - 07:17
a escravidão foi um crime ,e todos os povos já foram escravizados, no
casos da escravidão africana o europeu q comprava o escravo é tão culpado
quanto o africano q vendia
O Revoltado, o complexado:
Orlandino R. C. Cardoso • 01/12/15 - 07:34
Negro escravo e trabalhador brasileiro, há 500 anos... chega no final da
sua vida e não tem nada! Escravidão, CAPITALISMO e regime de DIREITA, tudo a
mesma coisa. A não ser que você acredita que Deus o tenha feito para servir aos
mais ricos, que sua missão seja trabalhar, trabalhar e o Thor Batista ficar
cada dia mais rico.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
OS REGO & OS COUTOS, a história de uma família sertaneja. Por : Alphonsus de Guimarães

Rafael Augusto
Prostes Bordalo Pinheiro (Lisboa, 21 de março de 1846 — 23 de janeiro de 1905)
foi um artista português, de obra vasta dispersa por largas dezenas de livros e
publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal, desenhador,
aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social,
jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente ligado à
caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo
próprio que a levou a uma qualidade nunca antes atingida. É o autor da
representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo
português.
Filho de Manuel Maria
Bordalo Pinheiro (1815-1880) e D. Maria Augusta do Ó Carvalho Prostes, em
família de artistas, cedo ganhou o gosto pelas artes, desenvolvendo a sua faceta
de caricaturista, ilustrador e decorador.
Em 1863, o pai
arranjou-lhe um lugar na Câmara dos Pares, onde acabou por descobrir a sua
verdadeira vocação, motivado pelas intrigas políticas dos bastidores.
Em 1875 criou a
figura do Zé Povinho, publicada n'A Lanterna Mágica (1875). Nesse mesmo ano,
partiu para o Brasil onde colaborou em alguns jornais e enviava a sua
colaboração para Lisboa, voltando a Portugal em 1879, tendo lançado O António Maria
(1879-1885;1891-1898).
Experimentou
trabalhar o barro em 1885 e começou a produção de louça artística na Fábrica de
Faianças das Caldas da Rainha.
Faleceu a 23 de janeiro
de 1905 em Lisboa, no nº 28 da rua da Abegoaria (atual Largo Raphael
Bordallo-Pinheiro), no Chiado, freguesia do Sacramento, em Lisboa.
Teve funeral
católico, no qual participaram várias dezenas de pessoas, incluindo políticos
de destaque.
Destacou-se a oração
fúnebre do jovem médico António José de Almeida. Segundo José-Augusto França
foi está até então a maior consagração pública prestada a um artista plástico
em Portugal.
Falaremos
dele ao final.
Uma
explicação:
O
que era COUTO?
Couto (do latim
cautum; cotum, coto, couto e coito) definia, no século IX, um lugar imune.
As doações de couto,
frequentes entre os séculos IX e XIII, como expressão senhorial, implicavam o
privilégio da proibição de entrada de funcionários régios (juízes, meirinhos,
mordomos etc.) na terra coutada.
Definia-se
oficialmente, no reinado de D. Dinis, o ato de coutar uma terra como escusar os
seus moradores da hoste e do fossado, do foro e de toda a peita, ou seja,
imunidade perante os impostos e justiça reais.
As cartas de couto
podiam ser concedidas pelo Rei (como recompensa de serviços ou por necessidade
de povoamento) a nobres ou eclesiásticos e pelos senhores da terra ou pela
Igreja, dentro dos seus domínios.
Desde o início do
século XIII, são tomadas medidas de repressão dos abusos que existiam nos
coutos.
A legislação do
século XV reduziu-os, praticamente, aos coutos dos homiziados, ao lado das
coutadas, que continuaram como último vestígio dos privilégios senhoriais.
Os coutos de
homiziados constituíam-se em terras a que poderiam acolher-se, libertando-se
das penas em que tivessem incorrido, quaisquer criminosos, salvo os
incriminados por aleive (traição).
Uma lei de 1433
excluía do direito de asilo nos coutos os crimes de traição, heresia, sodomia,
homicídio e furto público.
Note-se que as
Ordenações Manuelinas excluíram dos coutos os moedeiros falsos, os falsários de
escrituras e os que atacassem os oficiais da justiça.
Com as conquistas
ultramarinas, as praças de Marrocos, a costa de África e o Brasil
converteram-se em autênticos coutos de homiziados, sujeitos à legislação da
Metrópole.
Todos os coutos foram
extintos por lei de 1692, embora só acabando definitivamente em 1790.
O termo também era
utilizado como ordenação, multa, apreensão de bens, proteção, limite e marco.
Família do Rego: Nome de
raízes toponímicas, deriva da honra desta designação, no lugar de Lordelo,
comarca de Lanhoso. Parece ter sido o fundador da família Lourenço do Rego, que
vivia em meados do século XIII, e que deixou descendência que lhe continuou o
nome. Lanhoso é uma freguesia portuguesa do concelho de Póvoa de Lanhoso. Fonte:
http://geneall.net/pt/familia/779/rego-rego/
Um
dos bastardos de Pedro do Rego, esse um dos filhos de Lourenco do Rego e de
mulher desconhecida, recebeu de Sancho II, o Capelo, quarto Rei de Portugal, de
25 de março de 1223 até 4 de janeiro de 1248, o Couto do Rego.
Portanto
Estêvão do Rego era senhor do Couto do Rego já no século XIII.
Os Regos
lucravam com a bandidagem que no Couto se refugiava.
Família Couto: “A pessoa mais antiga que se conhece com este apelido é
Rui Gonçalves do Couto, o Babilão, assim chamado por ter ido a Babilónia. Era
filho de Gonçalo Rodrigues da Maia, o Velho, e de sua mulher, D. Sancha
Gonçalves de Belmir, o qual foi senhor do couto de Palmazões e por sua vez, era
filha de Rodrigo Gonçalves, senhor do mesmo couto. Rui Gonçalves da Maia ou do
Couto, obrou grandes façanhas na Babilónia, de onde veio rico. Viveu em Entre
Douro e Minho, recebeu-se com D.Estevainha e foi senhor do couto de Palmazões,
do qual tomou apelido. Seu filho Fernão Rodrigues Babilão teve o senhorio do
mesmo couto e por não haver geração do matrimónio contraído com D. Elvira o
deu, em 1298, ao mosteiro de Santo Tirso. O apelido de Couto continuou-se por
outros irmãos, que deixaram descendência”. Fonte: http://brazaoazores.no.sapo.pt/lobao-couto.htm
Por
volta de 1650, Maria Afonsa do Couto casou com Martim do Rego. Da junção das
familias de senhores de Coutos, nasceu a Rego do Couto.
Em
1692 por ordens de Dom Pedro II, o vigésimo terceiro Rei de Portugal e o 3.º
Rei da Dinastia de Bragança, que reinou de 12 de setembro de 1683 a 9 de
dezembro de 1706, os Coutos foram extintos, e com medo da Justiça de El Rey os
Regos do Couto fugiram de mala e cuia, e é claro que com muitos de seus
apaniguados, aliás uma turma mambembe, para o Brasil.
A
“ mambembada” bateu em Pernambuco.
Mais,
o clima não estava nada bom, pois os Senhores de Engenho estavam em luta contra
os pecuaristas pela dominação do território.
Essa
disputa ganhou tais proporções que “ a coroa portuguesa teve que escrever a
Carta-Régia de 1701 que determinava a divisão das terras. Com isto, o litoral
permaneceu com os senhores de engenho, e o sertão passou para os pecuaristas,
que se viram obrigados a levar seus rebanhos para o interior do continente, o
que acabou por colonizar estas terras, criando cidades que existem até hoje”.
Fonte:
http://www.colegioweb.com.br/historia/colonizacao-no-nordeste.html#ixzz3wTv8754S
Ricos, mas sem condições de adquirir um engenho, os Rego do Couto compraram um grande rebanho e marcharam
para o Sertão Nordestino.
E lá se
foi a “ mambembada” pelo sertão adentro
até que depararam com um Boqueirão, uma
quebrada entre montanhas.
Na
mentalidade de Martim do Rego um local que bem poderia dar asilo a criminosos, dar
refúgio a bandidagem por bom preço, no que concordou seu homem de confiança,
Oscar Alinho.
O local
passou a ser conhecido como “o Boqueirão do Rego do Couto”, e com o tempo somente o “Boqueirão do Coito”, pois os
nordestinos, isso em sua maioria, troca o U pelo I de certos nomes.
Bandido
que queria fugir ia se abrigar no “Boqueirão
do Coito”.
E a
família do Rego cresceu e se multiplicou.
Alguns
levando o nome Couto, outros não.
Alguns
apaniguados adotaram o nome Coutinho, que o povo chamou de os “
Coitinho”.
E a
vida continuou no sertão nordestino do Brasil Colônia, do Brasil Reino do
Brasil Império....
O já
citado no início desse estudo o português Bordalo Pinheiro no Rio de Janeiro,
então a sede da Corte do Império do Brasil, fundou o “ ‘Psit!!! Hebdomadário
cómico ilustrado’, lançado em 15 de setembro de 1877 e que durou escassos 3
meses, já que a 17 de novembro foi publicado o seu último número, num total de
nove números”.
Entre
os papeis que ao voltar para Lisboa em 1879, Bordalo Pinheiro deixou no Rio de
Janeiro estava uma lista de sugestão de Títulos Nobiliárquicos para ser
fornecida ao Imperador Dom Pedro II quando esse nobilita-se os membros da
Família do Rego.
A saber:
Aos
senhores Jacinto Pinto Aquino Rego, Jacinto Dores Aquino Rego, Jacinto Leite
Aquino Rego, José do Rego Melo Pinto, Eudes do Rego Penteado, Romeu Aquino Rego
Pinto, fosse dada uma comenda para eles continuarem envergando seus próprios sobrenome
como Comendadores. Exemplo: Jacinto, Comendador Pinto Aquino Rego, e assim por
diante.
Os Títulos
que podiam ser de Conde, Visconde ou Barão:
...do
Boqueirão do Coito;
... do
Boqueirão do Coito Quente;
...do
Rego Formoso;
...do
Rego Seco;
...do
Rego Largo;
...do
Rego Estreito.
E por aí
ia....
Querendo
nos, ou não, Rafael Augusto Prostes Bordalo
Pinheiro, ou simplesmente
Bordalo Pinheiro era um pandego numa época em que o detentor do Poder Moderador
no Brasil era conhecido como PEDRO BANANA.
E assim se conta a história de uma família que se estabeleceu
no Sertão Nordestino, sertão esse que se estende pelos estados de Alagoas,
Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe,
atingindo ainda a Mesorregião Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha no Estado
de Minas Gerais.
Alphonsus de Guimarães
Rio de Janeiro 20 de agosto de 1954
Alphonsus de Guimarães do Além, No Mar Oceano - Aventuras Transcontinentais da Humanidade.

Introdução.
Alphonsus de Guimarães
No ano de 1954 minha família morava em uma pacata rua do
Posto Seis, em Copacabana, na Cidade do Rio de Janeiro (então Capital Federal),
quando a vizinhança foi acordada, à noite, pelos gritos de minha Tia Carmem
chamando meu pai.
Os berros e a buzinação eram tão intensos que até eu
acordei.
Pendurado na janela ouvi quando ela disse em alto e bom som:
“- O Dr. Getúlio morreu”.
Meu pai chegara tarde a casa -- o que não era seu hábito --
e o ambiente não estava dos melhores; ouvindo o que minha tia “berrava”, tratou
logo de fazê-la entrar.
Com ela vinha um bem-posto senhor que eu não conhecia, e que
repetia sem cessar, como se estivesse falando para ele mesmo, “que as coisas
não estavam nada bem”.
Em meio ao bafafá, fiquei sabendo que seu nome era Alphonsus
de Guimarães e que era, além de amigo de minhas famílias paterna e materna, um
homem com “livre trânsito nas altas esferas do Poder, tanto em Portugal, quanto
no Brasil, quiçá no Mundo, além de ser um grande observador da História”.
Sua figura muito me impressionou e povoou meu imaginário
infantil, até que, na adolescência, voltei a encontrá-lo.
Deu-me então um precioso conselho: que eu fizesse da leitura
o meu principal interesse na vida, pois, sem ler, uma criatura não saberia
nada, e consequentemente, nada seria.
Até hoje sigo esse conselho como os Papas, em Roma, celebram
diariamente as Santas Missas.
Por ocasião da última vez em que o vi, ele nada havia mudado
fisicamente, tendo a mesma aparência de quando entrara, em 1954, em minha casa
paterna.
Quem olhasse veria um elegante homem de meia idade, muito
atarefado com sua bagagem e que quase perdera seu avião para a Europa, a ponto
de, após rabiscar num papel meu novo endereço, entrar pelo portão de embarque
gritando: “... eu te escrevo! ” -- o que, no fundo, no fundo, a mim parecera
mais um “... até nunca”.
Porém o carteiro trouxe uma carta, depois outra, depois mais
outras muitas, desse meu velho amigo; e elas são tão cheias de sabedoria, de
novas visões dos problemas atuais, de conhecimentos das causas, de meditações
sobre vários assuntos que podem afetar nosso futuro, e de análise do passado,
que resolvi compartilhá-las com a maioria de meus amigos (e por que não com
pessoas que passarei a conhecer agora?), neste livro, afinal Dom Alphonsus é um
grande aventureiro, um douto que conhece as Aventuras Transcontinentais da
Humanidade.
Em homenagem a esse notável homem que é Alphonsus de
Guimarães resolvi chamar este livro de
Além, No Mar Oceano - Aventuras Transcontinentais da Humanidade, já que me
tornei um observador da Historia por sua influência, posição essa que “povoou o meu imaginário” e
, sobretudo, porque ele me deu o maior conselho que um ser humano pode dar a
outro, ou seja, ler, ler sempre, cada dia mais, até o final de seus dias, pois
somente assim estaremos continuamente aprendendo alguma coisa antes não sabida.
Jorge Eduardo Garcia
Pensador Livre
São Paulo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
RETROCEDEMOS UM SÉCULO NA SAÚDE E HIGIENE - http://jorgeeduardogarciainfocus.blogspot.com.br/
RETROCEDEMOS UM SÉCULO
Osvaldo Cruz foi Diretor-geral da Saúde Pública (1903), nomeado por José Joaquim Seabra, Ministro da Justiça, e pelo Presidente Rodrigues Alves, coordenou as campanhas de erradicação da febre amarela e da varíola, no Rio de Janeiro. A nomeação foi uma surpresa geral. Organizou os batalhões de "mata-mosquitos", encarregados de eliminar os focos dos insetos transmissores. Convenceu Rodrigues Alves a decretar a vacinação obrigatória, o que provocou a rebelião de populares e da Escola Militar (1904) contra o que consideram uma invasão de suas casas e uma vacinação forçada, o que ficou conhecido como Revolta da Vacina. A cidade era uma das mais sujas do mundo, pois dos boletins sanitários da época se lê que a Saúde Pública em um mês vistoriou 14.772 prédios, extinguiu 2.328 focos de larvas, limpou 2.091 calhas e telhados, 17.744 ralos e 28.200 tinas. Lavou 11.550 caixas automáticas e registos, 3.370 caixas d´água, 173 sarjetas, retirando 6.559 baldes de lixo e dos quintais de casas e terrenos 36 carroças de lixo, gastando 1.901 litros de petróleo (são dados do livro indicado abaixo, de Sales Guerra).
ESTAMOS NO GOVERNO DE RODRIGUES ALVES, 5º PRESIDENTE DO BRASIL, CUJO PERÍODO FOI DE 15 DE NOVEMBRO DE 1902 ATÉ 15 DE NOVEMBRO DE 1906, PORTANTO NO PRIMEIRO QUARTEL DO SECULO XX, DO II MILÊNIO.
OS GOVERNOS LULO-DILMISTAS DO PT TIVERAM INICIO EM 1 DE JANEIRO DE 2003, E ESTÃO ATÉ HOJE, OU SEJA, NO PRIMEIRO QUARTEL DO SECULO XXI, DO III MILÊNIO.
SÓ QUE OS GOVERNOS PETISTAS CONSEGUIRAM RETROCEDER O BRASIL AS MESMAS CONDIÇÕES DE SAÚDE E SANITÁRIAS DE ANTES DO GOVERNO RODRIGUES ALVES
NO PRIMEIRO QUARTEL DO SECULO XX, DO II MILÊNIO.
ISSO É UMA
VERGONHA.
Ivete Sangalo fica com ciúmes do Marido Daniel Cady http://jorgeeduardogarciainfocus.blogspot.com.br/
“Gado velho, capim novo”, é um velho ditado luso-brasileiro.
Madame Ivete Maria Dias de Sangalo Cady acreditou nele e no “Panela velha é que faz comida boa” e começou um relacionamento com um belo moçoilo, quase um menino, estudante de nutrição de nome Daniel Cady, em julho de 2008, ele então com 23 anos, ela com 36 anos, portanto com uma diferença de 13 anos entre os dois.
Casaram em maio de 2011. A cantora oficializou seu casamento com Daniel Cady (adotando o "Cady" em seu sobrenome) e, atualmente, moram juntos no apartamento da cantora, em Salvador, o mesmo onde se conheceram no elevador.
“ Seu” Cady da Sangalo hoje está com 30 anos.
Madame Ivete Maria Dias de Sangalo Cady hoje com 43 anos é uma bela balzaquiana (Balzaquiana ou mulher balzaquiana é uma expressão que surgiu após a publicação do livro A Mulher de Trinta Anos (1831-32) do francês Honoré de Balzac e que se refere às mulheres próximo da casa dos 30 (28 e 29 anos) e, atualmente, também às mulheres de 40 anos), um banquete de 400 talheres para homem nenhum botar defeito.
De sangue quente, pois além de ser uma baiana sertaneja de Juazeiro -"Terra das Carrancas, Oásis do Sertão, Capital do São Francisco"- é filha de uma pernambucana, Maria Ivete Dias de Sangalo, com um espanhol, Alsus Almeida de Sangalo, ou seja, uma mistura danada de brava.
Tem faca na bota ou no cordão da alpercata.
E se vê que com ela “ninguém tira farinha”, que é “ uma mulher prevenida que vale por duas”, e o “ seu” Cady deve saber disso.
Sabe, mas “deu mole”.
“ Seu” Cady ficou de converse, “ jogando conversa fora” com uma tal de Carla Verde, loura tipo mulher de jogador de futebol, baranga, que como a maioria das mulheres do Brasil quer ver “ o que o baiano tem” de especial,isso porque ele dá conta de Madame Sangalo, a fogosa, e se deu mal.
Foi esculachado em público.
Levou um esporro pra ninguém botar defeito.
Madame Sangalo em cima do palco até gingou como se estivesse para dar Aú, um golpe de capoeira, pra mostrar que estava afim de brigar pelo o que é seu.
Ganhou a Rede Nacional e Internacional o dito fato, parou até nohttps://youtu.be/cFCCQtBUcX4 .
E “ seu” Cady da Sangalo ficou mudo, parece até “passarinho na muda que não canta”.
Contudo, a tal de Carla Verde, loura tipo mulher de jogador de futebol, baranga, e pasmem, também, cantora, saiu com essa:
'Sou bonita, chamo atenção. Se Joelma foi traída bem debaixo do nariz dela, e até Gisele Bündchen, por que Ivete não seria?'
Essa declaração para o “ seu” Cady da Sangalo foi “uma emenda pior do que o soneto”, pois configura que Madame tinha razão:
Ele estava de ‘converse paquerante’ com a cantora desconhecida louca para ver o ‘que o baiano tem’.
Vamos ver o que o futuro nos reserva em relação ao Casal de Sangalo Cady, na esperança de que “ tudo fique como dantes no quartel d’Abrantes”, isso é só ‘amor e paixão’.
Madame Ivete Maria Dias de Sangalo Cady acreditou nele e no “Panela velha é que faz comida boa” e começou um relacionamento com um belo moçoilo, quase um menino, estudante de nutrição de nome Daniel Cady, em julho de 2008, ele então com 23 anos, ela com 36 anos, portanto com uma diferença de 13 anos entre os dois.
Casaram em maio de 2011. A cantora oficializou seu casamento com Daniel Cady (adotando o "Cady" em seu sobrenome) e, atualmente, moram juntos no apartamento da cantora, em Salvador, o mesmo onde se conheceram no elevador.
“ Seu” Cady da Sangalo hoje está com 30 anos.
Madame Ivete Maria Dias de Sangalo Cady hoje com 43 anos é uma bela balzaquiana (Balzaquiana ou mulher balzaquiana é uma expressão que surgiu após a publicação do livro A Mulher de Trinta Anos (1831-32) do francês Honoré de Balzac e que se refere às mulheres próximo da casa dos 30 (28 e 29 anos) e, atualmente, também às mulheres de 40 anos), um banquete de 400 talheres para homem nenhum botar defeito.
De sangue quente, pois além de ser uma baiana sertaneja de Juazeiro -"Terra das Carrancas, Oásis do Sertão, Capital do São Francisco"- é filha de uma pernambucana, Maria Ivete Dias de Sangalo, com um espanhol, Alsus Almeida de Sangalo, ou seja, uma mistura danada de brava.
Tem faca na bota ou no cordão da alpercata.
E se vê que com ela “ninguém tira farinha”, que é “ uma mulher prevenida que vale por duas”, e o “ seu” Cady deve saber disso.
Sabe, mas “deu mole”.
“ Seu” Cady ficou de converse, “ jogando conversa fora” com uma tal de Carla Verde, loura tipo mulher de jogador de futebol, baranga, que como a maioria das mulheres do Brasil quer ver “ o que o baiano tem” de especial,isso porque ele dá conta de Madame Sangalo, a fogosa, e se deu mal.
Foi esculachado em público.
Levou um esporro pra ninguém botar defeito.
Madame Sangalo em cima do palco até gingou como se estivesse para dar Aú, um golpe de capoeira, pra mostrar que estava afim de brigar pelo o que é seu.
Ganhou a Rede Nacional e Internacional o dito fato, parou até nohttps://youtu.be/cFCCQtBUcX4 .
E “ seu” Cady da Sangalo ficou mudo, parece até “passarinho na muda que não canta”.
Contudo, a tal de Carla Verde, loura tipo mulher de jogador de futebol, baranga, e pasmem, também, cantora, saiu com essa:
'Sou bonita, chamo atenção. Se Joelma foi traída bem debaixo do nariz dela, e até Gisele Bündchen, por que Ivete não seria?'
Essa declaração para o “ seu” Cady da Sangalo foi “uma emenda pior do que o soneto”, pois configura que Madame tinha razão:
Ele estava de ‘converse paquerante’ com a cantora desconhecida louca para ver o ‘que o baiano tem’.
Vamos ver o que o futuro nos reserva em relação ao Casal de Sangalo Cady, na esperança de que “ tudo fique como dantes no quartel d’Abrantes”, isso é só ‘amor e paixão’.
o Casal de Sangalo Cady
Jorge Eduardo Fontes
Garcia
sábado, 2 de janeiro de 2016
O MUNDO E A BELEZA EM 2016 http://jorgeeduardogarciainfocus.blogspot.com.br/
Nesse ano de 2016 peço a Deus que o Mundo
cultue a BELEZA em todas as suas formas, como os antigos gregos faziam.
Friné
Julgamento de Friné
Friné em
frente ao Areópago, 1861,
Jean-Léon
Gérôme.
*Vesoul, 11 de
maio de 1824 — + Paris, 10 de janeiro de 1904
Escultor e pintor
academicista francês.
Acusada de profanar os
Mistérios de Elêusis foi defendida pelo orador Hipérides, um de seus amantes.
O discurso de acusação, de
acordo com Diodoro periegetes, citado por Ateneu XIII.591e, foi escrito por
Anaxímenes de Lâmpsaco.
Quando Hipérides percebeu que
o veredicto seria desfavorável, rasgou o manto da bela Friné exibindo seus
seios, conseguindo com isso a mudança no julgamento dos juízes que a
absolveram.
Outra versão diz que ela mesma
tirou suas roupas.
A mudança no julgamento dos
juízes não foi simplesmente porque eles ficaram fascinados pela beleza de seu
corpo nu, mas sim porque, naquela época, a beleza física era muitas vezes vista
como um aspecto da divindade ou um sinal de favor divino.
Friné na
Celebração à Poseidon, ou Possêidon, deus supremo do mar, conhecido pelos
romanos como Netuno, no “ Mistérios de Elêusis”, ritos de iniciação ao culto
das deusas agrícolas Deméter e Perséfone,
De Nikolay
Pavlenko.
Cópia de pintura
de Henryk Siemiradzki, 1889
Mnesarete (em grego Μνησαρετή)
era seu verdadeiro nome, mas devido à sua tez amarelada, ela foi chamada de
Friné (Sapo), apelido dado por outras cortesãs, no Brasil também é conhecida
como Frinéia.
Nasceu em Téspias na Beócia
mas acredita-se ter vivido em Atenas, cerca de 400 A.C.
Adquiriu tanta riqueza por sua
extraordinária beleza que se ofereceu para reconstruir os muros de Tebas
(Grécia), que haviam sido destruídos por Alexandre, o Grande (336 aC), na
condição de que as palavras "Destruído por Alexandre, restaurado por Friné
a hetaira", fossem inscritos em cima deles, as autoridades rejeitaram a
oferta.
Bela e famosa. Por ocasião de
um Festival de Posidão em Elêusis, ela colocou de lado suas roupas, soltou os
cabelos, e entrou nua no mar, à vista do povo, inspirando o pintor Apeles, em
sua grande obra "Afrodite Anadyomène" (às vezes também retratada como
"Vênus Anadyomène "), para o qual Friné posou como modelo.
Devido à sua beleza, ela também
inspirou mais tarde a pintura do artista Jean-Léon Gérôme, "Friné devant
l'Areopage" (Friné antes do Areópago, 1861), bem como outras obras de arte
ao longo da história. Ela foi também (segundo alguns), o modelo para a estátua
da Afrodite de Cnido por Praxíteles.
Olavo Bilac poeta brasileiro,
membro fundador da Academia Brasileira de Letras, em sua obra "Sarças de
Fogo" descreve o julgamento da bela Friné na poesia "O Julgamento de
Frinéia" em 1888.
Charles Baudelaire, em seus
poemas Lesbos e La beauté e Rainer Maria Rilke em seu poema Die Flamingos foram
inspirados pela beleza e fama de Friné.
De um ponto de vista musical,
Friné foi objeto de uma ópera de Camille Saint-Saëns: Phryne (1893).
No cinema Friné é referenciada
no Filme de 1951 de Alessandro Blasetti, "ALTRI TEMPI" onde o oitavo
e último episódio é "IL PROCESSO DI FRINE"
Pode- se encontrar outras
referências à Friné como o asteroide que foi descoberto em 15 de setembro de
1933 por Eugène Joseph Delporte "1291 Phryne" .
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