sexta-feira, 20 de junho de 2014
JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: O CHATO DO EXTRA ORDINÁRIOS DO SPORTV. AUTOR:Jorge...
JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: O CHATO DO EXTRA ORDINÁRIOS DO SPORTV. AUTOR:Jorge...: Eduardo Bueno, vulgo Peninha, escreveu alguns livros sobre Historia do Brasil, contudo neles não há nada que já não havia sido escrito po...
O CHATO DO EXTRA ORDINÁRIOS DO SPORTV. AUTOR:Jorge Eduardo Garcia
Eduardo Bueno, vulgo Peninha, escreveu alguns livros sobre Historia do Brasil, contudo neles não há nada que já não havia sido escrito por Octavio Tarquínio de Souza (História do Brasil 1500-1822 (1944 - Obra em parceria com Sérgio Buarque de Hollanda, entre outros), por Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro (História geral do Brasil, entre outros), pelo Acadêmico e Magnifico Reitor Pedro Calmon Moniz de Bittencourt (História do Brasil, 7 vols., ilustrados , entre outros), esta trabalhando no ExtraOrdinários , um programa da SportV, onde esta se revelando um chato de galocha, capa de chuva e guarda-chuva.
O Camarada não para de falar, quer atenção só pra si, grita como um louco, e diz bobagens de monte...
O Troféu Chato da Copa saiu das mãos do André Rizek, do Redação SporTV , vencedor na copa da África, e foi para as mãos do vulgo Peninha.
Escrevi no twitter do programa (@ sportv#extraordinários) o seguinte:
Esse Peninha como historiador menor deveria se lembrar do que o ex-Rei de Espanha falou para o Hugo Chaves: "Por que não te calas?
Ave...
Jorge Eduardo
quinta-feira, 19 de junho de 2014
JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: ‘Game of Thrones’ na vida real - jornal O GLOBO - ...
JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: ‘Game of Thrones’ na vida real - jornal O GLOBO - ...: Tiago de Molay, na fogueira - Tiago de Molay - Filipe IV , Rei de França, o Belo, o Rei de Mármore ou o Rei de Ferro, da Dinastia do C...
JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: De Henrique IV a ...
JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: De Henrique IV a ...: JORGE EDUARDO GARCIA - EM FOCO: De Henrique IV a Juan Carlos I. Os Capetos de Bour ... : Louis XIII de França (Rei de França e de Navarra) ...
‘Game of Thrones’ na vida real - jornal O GLOBO - autor André Machado
Tiago de Molay, na fogueira - Tiago de Molay - Filipe
IV , Rei de França, o Belo, o Rei de Mármore ou o Rei de Ferro,da Dinastia do Capetos Direto
Jornal O GLOBO digital
‘Game of Thrones’ na vida real
Fim do reinado de Filipe, O Belo, testemunhou a
dissolução dos templários e um grave caso de adultério
POR ANDRÉ MACHADO
14/06/2014 6:00
RIO - Intriga. Traição. Adultério. Execuções cruéis.
Perseguições. Não, não é um spoiler do último episódio da quarta temporada de
“Game of Thrones”, que termina domingo: é a França de 700 anos atrás,
imortalizada na ficção por outra saga célebre, “Os reis malditos”, série de
sete romances de Maurice Druon. Em 1314, a França medieval viveu um ano, para
dizer o mínimo, turbulento, sob o reinado de Filipe IV, conhecido como O Belo.
Naquele longínquo ano, foi dado o golpe final na Ordem dos Templários, com a
execução de seu último grão-mestre, Tiago de Molay, na fogueira. Também foi a
época em que se revelou um escândalo de adultério envolvendo duas noras do rei,
uma delas a esposa do primogênito, herdeiro do trono francês. O resultado foi a
execução brutal dos dois amantes das princesas. Por fim, antes de o ano acabar,
morreu o próprio rei, provavelmente de um acidente vascular cerebral, deixando
temporariamente um vácuo de poder, já que seus três filhos reinaram brevemente
em rápida sucessão, pouco acrescentando ao trono francês.
Heresia e morte na fogueira
A primeira cena dantesca do ano é a execução do
grão-mestre templário Tiago de Molay na fogueira. A morte de Molay, junto com o
preceptor templário na Normandia, Geoffroi de Charney, foi o último ato da
dissolução da Ordem, que começara em 1307, com a prisão de vários membros sob
acusação de heresia, idolatria, ritos profanos de iniciação (como cuspir na
cruz) e práticas homossexuais. A perseguição foi movida por Filipe IV, de olho
no dinheiro templário, em conjunto com o Papa Clemente V.
— Havia muita cobiça com relação aos tesouros que os
templários amealharam — diz Edmar Checon de Freitas, professor adjunto do
Departamento de História da UFF. — A Ordem não se inscrevia apenas no binômio
guerra e monasticismo: promovia, nos interstícios das monarquias feudais, uma
circulação de riqueza que ultrapassava a de muitos príncipes de então, daí o
desejo de se apoderar desses tesouros.
Torturados, os dois líderes inicialmente confessaram as
acusações, mas depois negaram as confissões. De nada adiantou: ambos foram
condenados à morte. Em 18 de março de 1314, foram queimados na fogueira. Antes
de morrer, Molay teria dito, segundo registros da época: “Deus sabe quem está
errado e quem pecou. Logo uma calamidade ocorrerá àqueles que nos condenaram à
morte”. Coincidência ou não, o Papa Clemente V morreu um mês depois da
execução, e o rei Filipe IV, em novembro.
— Não era incomum que condenados à morte amaldiçoassem e
lançassem impropérios a seus algozes, uma vez perdida toda a esperança após o
veredicto final — atalha Checon de Freitas.
Mas 1314 estava só começando. O rei Filipe tinha três
filhos, pela ordem Luís (o delfim), Filipe e Carlos — casados, respectivamente
com as princesas Margarida, Joana e Branca, todas da Borgonha. O monarca tinha
ainda outra filha, Isabela, casada com o rei inglês Eduardo II. Em 1313,
Isabela visitou as cunhadas e as presenteou com porta-moedas bordados. Mais
tarde, num banquete em Londres, Isabela notou que dois cavaleiros normandos,
Gautier e Filipe d’Aunay, estavam com as mesmas bolsinhas e desconfiou que
havia cheiro de adultério ali. Não demorou a informar o pai. Avisado, o rei
Filipe mandou vigiar as noras, e descobriu que Margarida e Branca traíam os
maridos com os cavaleiros. Joana seria a alcoviteira que armava os encontros
amorosos na Torre de Nesle, na margem sul do Sena. O desfecho foi terrível: os
cavaleiros normandos foram mortos em 19 de abril de 1314 com requintes de
crueldade após sua condenação.
— O cronista mais próximo da história diz que eles foram
primeiro esfolados vivos, depois castrados (no sentido de ter toda a região
sexual inutilizada, além da remoção dos órgãos) e finalmente decapitados — diz
o professor.
Momento político de sucessão
Margarida e Branca tiveram a cabeça raspada e foram
condenadas ao aprisionamento perpétuo. Margarida morreu de forma misteriosa,
supostamente por maus tratos na prisão, pouco antes do segundo casamento de seu
ex-marido, Luís. Houve rumores de que ele teria mandado assassiná-la. Já Joana
terminou absolvida.
— Chama muito a atenção no episódio da Torre de Nesle o
momento político da revelação da história, pois ela poderia complicar a
sucessão do rei Filipe, O Belo, que já chegava perto dos 50 anos — pondera
Edmar. — Isabela tinha interesse em revelar a história, pois assim seu filho, o
futuro Eduardo III, poderia ficar em melhor posição na linha sucessória
francesa.
Anos mais tarde, a própria Isabela tomaria o poder na
Inglaterra junto com seu amante Roger Mortimer, derrubando o marido Eduardo II
e temporariamente governando em nome do filho, Eduardo III.
— É de se supor que o rei Filipe IV tenha tido um enorme
desgosto com o caso. Seus filhos traídos eram bisnetos de São Luís, um dos reis
mais conhecidos por sua piedade e religiosidade — lembra Edmar. — E Filipe
provavelmente se via inscrito nessa linhagem de reis profundamente devotos.
Em 4 de novembro de 1314, Filipe IV foi caçar com um tio
numa floresta da Picardia e sofreu uma queda do cavalo, tendo um choque
repentino e perdendo a fala. Levado para o Castelo de Fontainebleau, onde
nascera, morreu no dia 29. Os eventos da Torre de Nesle afetaram sua sucessão:
seu herdeiro, Luís X, morreu dois anos depois, e o irmão Filipe assumiu o trono
após suspeitas sobre a paternidade da filha mais velha de Luís e a aplicação da
Lei Sálica, que vedava mulheres no trono (Luís teve um filho, João I, mas este
morreu com 5 dias de idade). Filipe V, por sua vez, morreu cedo sem deixar
herdeiros homens, o mesmo acontecendo a seu irmão e sucessor, Carlos IV. Assim,
o poder na França passou ao primo, Filipe VI. Mas desentendimentos deste com o
rei Edward III, da Inglaterra, filho de Isabela, acabaram levando ao início da
Guerra dos Cem anos, em 1337.
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http://oglobo.globo.com/sociedade/historia/game-of-thrones-na-vida-real-12856690#ixzz356fT1dps
sexta-feira, 6 de junho de 2014
JORGE EDUARDO GARCIA - IN FOCUS: De Henrique IV a Juan Carlos I. Os Capetos de Bour...
JORGE EDUARDO GARCIA - EM FOCO: De Henrique IV a Juan Carlos I. Os Capetos de Bour ... : Louis XIII de França (Rei de França e de Navarra) Autor: Philippe de Champaigne A Coleção Real do Reino Unido D.. .
De Henrique IV a Juan Carlos I. Os Capetos de Bourbons verdadeiras maquinas de fazer sexo. Segunda Parte. autor: Jorge Eduardo Garcia
Louis
XIII of France
( Rei de França e de Navarra)
Autor: Philippe
de Champaigne
The Royal
Collection of the United Kingdom
De Henrique IV a
Juan Carlos I.
Os Capetos de
Bourbons verdadeiras maquinas de fazer
sexo.
Segunda Parte.
Luís XIII de França, « Louis le Juste », era um frouxo.
Filho de Henrique IV e de Marie de Médicis, nascido em Fontainebleau no dia 27 de setembro de
1601, faleceu em Saint-Germain-en-Laye em 14
maio de 1643, Fils de France ("filho da França"), Delfim de França, Rei
de França e de Navarra ( 1610 - 1643 ) e co-Príncipe de Andorra ( 1610-1643).
Feio, taciturno,
desconfiado, gago, com um problema serio na arcada dentaria que fazia com que
tivesse problema de fala, era tímido, contudo muito cônscio de sua posição de
Filho de Rei e Rei por Direito Divino.
Henrique IV foi assassinado com duas facadas ao lado do
corpo por François Ravaillac, professor e depois irmão converso num convento de
"Feuillants, e Luís subiu ao Trono com a idade de 8 anos, assim sua mãe,
Maria de Médicis, atuou como Regente até
1617.
Como era de se
esperar os interesses do Rei colidiram com os da Regente, sua mãe.
“A má gestão do Reino e intrigas políticas incessantes por
parte de Marie de Médicis e seus italianos favoritos levou o jovem Rei a tomar
o Poder em 1617”.
Para piorar as relações “ maioridade do Rei chegou em 1614,
mas Maria de Médicis declarou que ele era muito fraco para governar, o afasta
do conselho e deixa que governem seus favoritos , isso é, o pretensioso e
arrogante Concino Concini ou Conchine-
em francês- , Marechal de França (sous le nom de maréchal d'Ancre), Marquês
d'Ancre, Barão de Lésigny, Conde de Pennae, primeiro Cavalheiro da Câmara (premier
gentilhomme de la Chambre), Superintendente da Casa da Rainha, o Governador de
Peronne, Roye e Montdidier e sua mulher Léonora Dori Galigaï, Marechala d’Ancre
(maréchale d’Ancre), ambos detestados pela Nobreza e pelo povo”.
“Luís XIII se indignava ao ver Concino Concini, um
estrangeiro incapaz, com um exercito particular de 7.000 homens e dezenas de
seguidores que sangravam as riquezas da França, usurpar o governo de seu reino”.
Em 24 de abril de 1617 o Rei Luís XIII e seus aliados tomam
o Poder no Reino de França.
No mesmo dia Concino Concini é assassinado no pátio do Palácio
do Louvre por Charles d'Albert, favorito do Rei e futuro Duque de Luynes e Par
de França, auxiliado por Nicolas de L'Hospital ,Capitão dos guardas,
depois Duque de Vitry, senhor de Nandy e
Coubert, Marechal de França e Luís XIII
agradeceu calorosamente os assassinos:
« Grand merci à vous, à cette heure, je suis Roi ! »
Tradução Livre: “Um grande obrigado, deste momento em
diante, eu sou o Rei!”.
Leonora Dori Galigai foi julgada por bruxaria, condenada,
decapitada na Place de Grève em Paris no dia 8 de julho de 1617. Suas
propriedades, incluindo o Castelo de Lésigny e um Hôtel particulier –residência
particular- em Paris, na Rue de Tournon, foram confiscadas e
concedidas ao Duque de Luynes, favorito
do Rei.
O Rei exilou sua mãe no Castelo de Blois (château royal de
Blois), onde ela não se aquietou e continuou a conspirar para recuperar o Poder Real.
Historicamente a
posição de “Favorito do Rei” era do
homem – nobre ou não- que mais agradava
ao Soberano, que gozava da sua preferência , simpatia, predileção, isso com
todas as conotações sexuais possíveis.
Eduardo II, Rei da Inglaterra de 7 de julho de 1307 a 25 de
janeiro de 1327, tinha um favorito, Lord Hugo Despenser, chamado de "o
Despenser mais jovem", um sodomita, que se arvorou em governante do Reino
tanto que obrigou por medo “a Rainha
Isabel refugiar-se com seu filho, o
futuro Rei Eduardo III, na França sob a proteção de seu pai, Felipe IV, o Belo”.
“Rogério Mortimer, Barão de Chirk, amante da Rainha liderou
uma revolta que prendeu o Rei e mandou executar a Lord Hugo Despenser, que “teve
seus órgãos genitais cortados e queimados enquanto ele ainda estava consciente
para poder ver. Foi estripado, com suas entranhas saindo lentamente e,
finalmente, seu coração cortado e lançado ao fogo.”
“Na noite de 21 de setembro, Eduardo II terá sido
surpreendido por Sir Thomas Gurney, Maltravers e William Ockley enquanto dormia
e um grande colchão foi jogado sobre ele para abafar seus gritos enquanto um
chifre de boi oco era introduzido em seu ânus. Por dentro do chifre, passou um
ferro em brasa que queimou seu intestino e vários órgãos internos. A razão de
usarem um chifre era para permitir ao ferro em brasa penetrar, queimar as
entranhas do rei e sair sem ferir suas nádegas. Segundo consta durante a
introdução do corno no anus do Rei um dos regicidas repetia incessantemente as
palavras "You will die, where you have sinned”.
Tradução livre da frase em inglês: “Você vai morrer, por
onde você tem pecado."
Portanto, repito, a condição ou titulo é histórico em vários
países do mundo.
Um homem ser
considerado o Favorito do Rei (Le favori
du Roi) era o mesmo que uma mulher ser a
Maîtresse-en-titre, ou seja, a amante
oficial do Rei de França
Charles d'Albert, filho de Honoré d'Albert , Seigneur de
Luynes , esse servidor fiel dos três últimos Reis de França, era amigo de
folguedos infantis do Rei e acabou se tornado seu favorito.
Charles d'Albert foi nomeado Conselheiro do Rei, Comandante
do Palácio do Louvre, por compartilhar com o Soberano o amor a falcoaria e a
caça foi empossado como Grand Falconer de France, Capitão da
Bastille, Tenente-general da Normandia, Governador da Picardia, e por fim Condestável da França.
Mas as Honras e mercês não parou ai:
Tendo sido o artífice da tomada do Poder pelo Rei e
responsável pelo extermínio dos italianos foi elevado a condição de Duque de Luynes e
Par de França, como já sabemos.
Em 1619 ele negociou o Tratado de Angoulême , juntamente com
o Cardeal de Richelieu , pelo qual Marie de Médici foi concedida liberdade
completa.
Como era habito a época casou com Marie de Rohan (Marie
Aimée), Mademoiselle de Montbazon, muitas
vezes conhecida simplesmente como Madame de Chevreuse , por seu segundo
casamento com Claude de Lorraine, Duque de Chevreuse, filha de Hercule de Rohan
, segundo Duque de Montbazon , e de Madeleine de Lenoncourt, filha de Henri de Lenoncourt, Seigneur de Coupvray ,
antepassados dos atuais Príncipes de Guéméné .
Para justificar os louros recentemente conquistados, Luynes
empreendeu uma expedição contra os protestantes, mas morreu de febre no meio da
campanha, em Longueville, Guienne , em 15 de dezembro 1621, no auge de sua
gloria.
Em novembro de 1629, Armand Jean du Plessis, Bispo de Luçon,
futuro Cardeal-duque de Richelieu et de Fronsac, o primeiro dos Grandes
Estadistas não só da França como conhecemos hoje, bem como da Historia da
Humanidade, foi nomeado Ministro-Chefe
do Rei e passa a cuidar com fidelidade canina da França, do Rei e da Dinastia.
Cardeal Richelieu desempenhou um papel importante no reinado
de Luís XIII, pois moldou o destino da França. Os passos iniciais para tão
decantada “la Grandeur de la France” ( A Grandeza de França) que perdura ate os
nossos dias, foram dados por ele ao conseguir manter a sempre rebelde Nobreza
francesa na linha e retraída, ao assegurar
a tranquilidade da França nas fronteiras e se dispôs portanto a combater o
poderoso Imperador Habsburgo do Sacro Império Romano Germânico e
seus Príncipes Eleitores, todos havidos
pelo menor domínio de terra que fosse, e
o Rei de Espanha e das Índias, da Dinastia Habsburgo espanhola
denominada Casa da Áustria, sempre muito
irrequieto além Pirineus (leia-se Guerra
dos Trinta Anos e os Tratados de Vestefália) ao apoiar as revoltas antiespanholas na Catalunha e em
Portugal , ao realizar , não total como queria, reformas úteis nas finanças, no
exército e na legislação (código Michau), ao por fim aos privilégios
provinciais com a centralização administrativa e a instituição de Intendentes,
ao reduzir os privilégios políticos e militares concedidas aos Huguenotes por
Henrique IV (mantendo suas liberdades religiosas) que haviam graças ao Edito de
Nantes criado um Estado dentro do Estado e que desafiavam o Poder do Rei ( leia-se o “Cerco de La Rochelle” - setembro de 1627 a
outubro de 1628- guerra entre Reino de França e a Cidade protestante de La Rochelle, tropas de
Huguenotes ( protestantes franceses) e exercito do Reino da Inglaterra),
ao modernizar o importante Porto de Le Havre, ao organizar uma
poderosa marinha, dando forma ao “Absolutismo, uma teoria política que defende que alguém (em
geral um monarca) deve deter o Poder Absoluto, isto é, independente de outro
órgão”, ao fundar a Academia Francesa ,
entre outros atos de governo.
Contudo o bravo Cardeal não conseguiu manter Luís XIII longe
de favoritos, como veremos mais abaixo.
E assim o Rei foi à
caça e aos seus folguedos.
A misoginia (do grego μισογυνία ; ' odiar a mulher ) é a
aversão ou ódio às mulheres e Luís XII era misógino.
Para fugir da Corte comprou o “A terra e senhorio de
Versalhes” de Jean-François de Gondi, senhor de Versalhes, em
6 de abril de 1632.
Em setembro de 1623, o Rei paga a Nicolas Huaut para que ele
construa um Pavilhão de Caça modesto de
tijolo e pedra.
Este Pavilhão será o núcleo central do fabuloso Palácio de
Versalhes, símbolo máximo da Monarquia Absoluta no mundo.
Em 9 de Março de 1624
o Rei esta instalado.
“Luís XIII recebe de vez em quando sua mãe e sua esposa , mas elas estão só de passagem,
sem nunca dormir, pois o Pavilhão não
tem apartamento para as mulheres” .
“Em um inventário de 1630 consta que o apartamento do Rei,
no primeiro andar, era composto de uma antessala, quatro outros cômodos, e o
mobiliário era uma cama e tapeçarias por causa do frio, um armário, uma mesa grande
para comer e bancos“.
Na verdade o Pavilhão de Caça era uma “ toca ” e só o sobrenatural sabe de quantos
nobres ou cavalariços deitaram naquela única cama.
Depois do Duque de Luynes, vieram:
a-
Jean Caylar Anduze Saint-Bonnet, Senhor do
Toiras, Marechal de França, Cavaleiro da Ordem do Espírito Santo, Embaixador do
Rei nas negociações do Tratado de Cherasco . Durante o ataque à fortaleza de
Fontaneto de Agogna ,em 14 de Junho de
1636, foi morto por uma descarga de mosquete.
b-
Francis
Baradas, gentil-homem bourguignon , primeiro
escudeiro de la Petite Écurie, primeiro gentilhomme de la Chambre du Roi , Capitão de
Saint-Germain e Tenente do Rei em Champagne (lieutenant du Roi en Champagne),
caiu em desgraça e foi exilado em Avignon.
c-
Claude Rouvroy , Conde de Rasse, depois Duque de Saint-Simon, Par de França, Visconde
de Clastres, Barão de Benay, Vidame de Chartres, Senhor de La Ferté-Arnault
e de Beaussart, premier écuyer de
France, Grand louvetier de France e primeiro gentilhomme de la Chambre du Roi, Cavaleiro da Ordem do Espírito Santo, Governador
de Meulan e de Blaye e dos Castelos de Saint-Germain e Versalhes, após La
Rochelle recebeu terras nas proximidades no valor de 80 mil libra, caiu em
desgraça e desonrado em 1636 para
defender o Barão de Saint-Léger, seu tio, um grande patife, exilado de 1636 a 1643 em Blaye , território que ele governa e cuja
renda é de 60 000 libras anuais.Com a
morte de Richelieu tenta reconquistar a
graça de Luís XIII ,mas foi pelo Rei ignorado. É o pai Louis de Rouvroy, 2e Duque de Saint-Simon (16
de janeiro de 1675 - 2 de março 1755), conhecido como Saint-Simon, o celebre escritor das Mémoires.
d-
Henri Coiffier de Ruzé Effiat , Marquês de
Cinq-Mars , nascido em 1620 e executado em 12 de setembro 1642 , nomeado Grand
Maître de la garde-robe ( Grão-mestre do Guarda-Roupa),cognominado “ Monsieur
le Grand “ em referencia ao seu cargo de grand écuyer de France ( Grande Escudeiro de
França, feito Conde de Dammartin,
Cinq-Mars entra na
cama do Rei em 1639 com apenas 19 anos, enquanto Sua Majestade já tem 38 anos,
pois Rei nasceu em 27 de setembro de 1601 e Cinq-Mars em 1620, portanto a
diferença entre os dois era, também, de 19 anos, alias “Tallemant des Réaux (Gédéon
Tallemant, Sieur des Réaux ) em suas Historiettes (capítulo sobre Luís XIII)
relata a cena onde o Rei e Cinq-Mars foram
para a cama juntos logo no primeiro
encontro”.
“Tallemant descreveu como numa viagem real, o Rei” ordenou a
Monsieur le Grand [de Cinq-Mars] a se
despir saindo do quarto e depois voltou adornado como uma noiva, gritando " 'Para
a cama, para a cama’... e o mignon correu para junto do Rei que logo estava beijando suas mãos”, durma-se com
um barulho desse.
“Cinq-Mars era filho do Marechal Antoine Coeffier-Ruzé , Marquês
d ' Effiat , um amigo próximo de Richelieu, que o protegeu pós a morte do pai em 1632, e responsável pela
sua apresentação ao Rei, pois pensava poder controlá-lo”.
O Rei se tornou ciumento enquanto o jovem favorito queria
mais é se divertir.
Irritado com as cobranças do Rei, Cinq-Mars se tornou agressivo
e deu vazão a seu mau caráter e começou a “zombar do Rei em particular e com estranhos”.
Para enfurecer mais Luís XIII “multiplicou as conquistas
femininas, incluindo Marion Delorme, um famosa uma cortesã e amante do Cardeal Richelieu, e M lle de Chémeraul”
Cinq-Mars atormenta
ao Rei para obter um Ducado, pois pretende casar com a Princesa Louise-Marie Gonzaga-Nevers, filha d e Carlos
de Nevers , Duque de Mantua ) e de Catherine de Lorraine-Mayenne , futura
Rainha da Polônia.
Ao saber da pretensão de seu ex- protegido o Cardeal
afirmou: “Não acredito que a Princesa Maria tinha esquecido até agora o seu
nascimento para descer tão baixo quanto o seu pequeno companheiro “.
Richelieu foi a Rei e os dois barraram tal pretensão.
Desde dia em diante Henri Coiffier de Ruzé Effiat , Marquês
de Cinq-Mars , passou a ser inimigo figadal do
notável Armand Jean du Plessis, Bispo de Luçon, Cardeal-duque de
Richelieu et de Fronsac, Ministro-Chefe do Rei.
O favorito Cinq-Mars, Gaston de France, irmão do Rei, François-Auguste
de Thou( magistrado e conselheiro do Parlamento de Paris), Louis 'd Asterace (
Marquês de Marestaing , Visconde Fontrailles e Cogotois), Marie Aimée de Rohan
( Duquesa de Chevreuse), Frédéric
Maurice de La Tour d'Auvergne( Príncipe
de Sedan , Duque de Bouillon e Château-Thierry), e ate a Rainha Ana da Áustria
, nascida Infanta de Espanha, entre outros, estavam envolvidos na “Conspiração
de Cinq-Mars” , 1642 , dirigida diretamente contra o Cardeal de Richelieu e,
indiretamente, contra o Luís XIII, que
deu todo o apoio ao Ministro para
desbarata-la e condenar os
conspiradores, “que se dana-se a boa cama”, pensou o Soberano.
Louis 'd Asterace negociou um Tratado com o Rei Filipe IV de
Espanha, em guerra com a França desde 1635, que previa a restituição de todas as fortalezas
conquistadas pela França em troca de uma soma de 400.000 ECU, um exército de
12.000 infantaria e 5.000 de cavalaria que entraria pelos domínios do Príncipe
de Sedan, que a paz seria selada por Gaston de France, agora Rei, etc e tal.
Mas “A correspondência secreta d Henri Coiffier de Ruzé Effiat
, Marquês de Cinq-Mars , que inclui uma cópia do tratado com a Espanha é interceptado pela polícia Richelieu.
Em 11 de junho de 1642 a conspiração desmorona e Cinq-Mars é
preso no dia 13 de junho, em Narbonne.
O Rei pede um julgamento exemplar.
Cinq-Mars e De Thou foram condenados à morte pelo crime de traição
e decapitado 12 de setembro de 1642 na Place
des Terreaux , em Lyon, hoje Place Bellecour.
“ Tallemant relata que o rei mostrou nenhuma emoção
sobre a execução: ele disse "Je voudrais bien voir la careta qu'il fait à
cette heure sur cet échafaud" (eu gostaria de ver a careta que ele está fazendo
agora sobre esses forca)”.
A mãe de Henri de Cinq-Mars, o Marechala d’ Effiat é exilada
em Touraine, seu irmão privado de seus diretos de Abade, e castelo da família foi arrasada "altura
da infâmia", ou seja, no chão total emente destruído (« à hauteur
d’infamie »).
Gaston de France é
obrigado frente ao Parlamento de
Paris assinar uma declaração que o priva
de seu direito natural de ser Regente de França.
Frederic Maurice de La Tour d'Auvergne e sua mulher, Eleanor Catherine Fébronie Wassenaar Bergh ,
Príncipes de Sedan, Duques de Bouillon,
indenizam ao Rei doando-lhe os Principados
de Sedan e Raucourt em 15 de setembro de 1642.
Luís tinha duas amigas que os historiadores consideram
Favoritas, mas que jamais foram Maîtresse-en-titre, são elas:
Rei teve como favoritas:
1 - Marie de Hautefort (12 de fevereiro de 1616 - 1 de agosto
de 1691). Teve sobre o Rei enorme influência. Em 1659 era proprietária da casa
nº 13 da rue de Buci, pois enviuvara desde 1656 do Duque de Schomberg. Morava,
portanto perto do pai (rue St Dominique) e da cunhada, a Duquesa de Liancourt
(que vivia na rue de Seine). Mais tarde se retirou para o convento de
religiosas beneditinas da Madeleine-de-Tresnel, transferido por Ana d’Austria
em 1664 para o nº 100 rue de Charonne, e ali morreu.
2 - Louise-Angèle de la Fayette , c. 1616 - janeiro de 1665,
no convento que fundou em Chaillot, do qual era superiora. Foi dos 14 filhos de
João, Conde de La Fayette e de Marguerite de Bourbon-Busset, dama de honra da Rainha
Ana de Áustria. Richelieu a introduziu na Corte, na esperança de vê-la
contrabalançar a influência de Marie de Hautefort. Acabou encorajando o Rei a
resistir ao Cardeal. Em 1637 entrou para o convento das Filles de Sainte-Marie
onde a visitava o Rei, até intervenção de Richelieu.
Mas a Dinastia estava em perigo.
“Luis XIII , em 24 de novembro de 1615, casou com Ana de Áustria, Infanta de Espanha,, filha de
Filipe III de Espanha, da Casa da Áustria, os Habsburgos espanhóis . Este
casamento seguiu a tradição de cimentar alianças militares e políticas entre as
potências católicas da França e da Espanha, com os casamentos reais”.
“Ana da Áustria foi abandonada após a noite de núpcias, pois
Luis XIII sentia "vergonha e um
elevado medo" , nas palavras de Héroard, ao contrário de muitos de seus
antecessores”, portanto o Rei não visitava muito a cama da Rainha.
Seu interesse sexual era outro.
Contudo alertado para o perigo que a Dinastia corria por falta
de um Herdeiro, de um Delfin, o Rei a visitou e “após 23 anos de casamento e quatro abortos
espontâneos, Ana da Áustria finalmente
deu à luz um filho em 5 de setembro de 1638, o futuro Luís XIV , o Rei Sol.
“Este nascimento foi
considerado como um milagre divino e, em
demonstração de gratidão a Deus os Soberanos deram-lhe o nome de Louis-
Dieudonné ("dado por Deus")”.
Luís era cético em relação ao “milagre”, mas a Rainha não
era, tanto que “em gratidão pelo nascimento,
fundou a
Abadia beneditina do Val-de-Grâce
, uma obra-prima no início da arquitetura barroca francesa”.
Em 21 de setembro de 1640, os Soberanos tiveram outro filho,
Filipe I, Monsieur, Duque de Orléans, Duque
de Anjou, de Valois, de Chartres, de Nemours , de Montpensier, de Châtellerault, de Saint-Fargeau, de Beaupréau , Marques de Coucy e Folembray, Conde
de Dourdan, de Dourdan, de Mortain, de Bar-sur-Seine,de Romorantin, Visconde de Auge e Domfron, e por fim Príncipe de Joinville.
Com a morte de Richelieu segue o conselho
deste e nomeia para ministro ( não primeiro-ministro) Jules Mazarin Raymond (
Giulio Raimondo Mazzarino, Mazarino , Mazarin , ou Mazzarini , simplesmente o
Cardeal Mazarino, que exercera o cargo de 1643-1661.
“Após seis semanas de terrível cólica e vômitos, Luis
XIII morreu em 14 maio 1643 (33 anos depois
que seu pai , Henrique IV, foi
assassinado em 14 de maio de 1610 ), aos 41 anos, as consequências de uma mal
hoje identificado como a doença de Crohn . No entanto, é provável que o golpe
de misericórdia foi dado a ele por seu médico, Bouvard, que aplicou no Soberano
1 200 lavagens intestinais , o sangrou
trinta e quatro vezes, nos seus últimos dois anos de vida”.
“Seu corpo foi trazido para a
Basílica de Saint Denis , sem qualquer cerimônia, de acordo com seu próprio
desejo de não sobrecarregar o povo de gastos excessivos e desperdício”.
Para finalizar:
O Rei teve outros favoritos como outros favoritos iBlainville,
Vendôme, o comandante da Souvray, Montpuillan-la-Force, o Marquês de Grimault,
entre outros, mas penso que já basta para provar que Luís XIII, também, era uma
maquina de fazer sexo independente de sua orientação sexual.
Ou não foi?
Jorge Eduardo Garcia
06/06/14
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