domingo, 1 de julho de 2018

Copa 2018 – TITE O CARTOLA, NOVO PROCURADOR DO NEYMAR


Espanha x Rússia - Copa do Mundo 2018


Os jogadores da Catalunha vs La Furia , a Seleção Espanhola de Futebol.
Desde o primeiro jogo de La Furia (A Fúria) vimos o descaso dos jogadores oriundos dos clubes da Catalunha em relação vitória da Seleção Espanhola de Futebol.
Era patente.
Era latente.
Era evidente.
Era perceptível, manifesto, claro, certo, notório.
Eles levaram para o campo de futebol o problema político que divide o Reino de Espanha, e isso era mais que visível.
Muitos deles foram campeões da Copa do Mundo FIFA de 2010 e não honraram essa condição.
Não defenderam os catalães como deviam essa camisa vermelha , la camiseta roja, em uma demonstração clara de desrespeito ao belo  futebol da maior Nação ibérica.
Pelo comportamento do Povo Catalão, pela demonstração dada pelos seus jogadores, futebolistas esses  que eram seus representantes, em La Furia , a Seleção Espanhola de Futebol, fica claro, claríssimo, que a Catalunha não pode ser uma Nação Soberana, não merece  o respeito que se deva dar a um povo que afirma querer ser um País sério.
Pobre Felipe VI, o Breve, pois não vai demorar muito sentado em seu Trono, que foi lá apoiar e saiu humilhado pela Seleção Russa, uma seleção que transbordava patriotismo.
E tenho dito.

Jorge Eduardo Garcia
1/07/2018




segunda-feira, 25 de junho de 2018

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Morre no Rio de Janeiro a atriz Rogéria , “ a "travesti da família brasileira".



Eu digo e repito que homossexual já nasce homossexual, aliás já tem estudos alemães que comprovam o que eu estou afirmando, o problema do gay, da lesbiana, do travesti, do transexual, do transgênero, do bissexual, do simpatizante, é saber manter a DIGNIDADE, é não ser um escroto, é não cair na marginalidade e virar bandido, é não se comportar fora dos padrões da sociedade em que nasceu ou na que vive, ou seja, respeitando para ser respeitado.
Ser LGBT não é vergonha, não é desonra, não é para sofrer nem um tipo de preconceito, é não ser agredido por pessoas doentes mentais que descarregam suas frustrações em pessoas que eles nem sabem quem são ou como vivem, repito: uns doentes. 
Rogéria, “seu” Astolfo Barroso Pinto, o mais ilustre filho de Cantagalo, cidade do interior do Rio, é de minha geração e, como eu, viveu os estertores do glamour do Balneário chic do Rio de Janeiro, um local onde podíamos viver de maneira très chic, elegante, com bom humor, sem medo de sair de noite e viver a boêmia, a grande boêmia, que ela – a Cidade Maravilhosa – nos oferecia.
Quem vivia a noite conhecia todo mundo que também a vivia.
Não eram amigos, mas se encontrasse em um aeroporto da Europa sabia muito bem quem era.
Eu conhecia Rogéria, sempre de vista, na mesma época que ela começou a fazer sucesso.
Vi muitas vezes Rogéria pelas ruas do Leme, era minha vizinha de edifício.
Frequentávamos o mesmo cabelereiro unissex, e ela fazia cabelo- “um cabelo lindo” como dizia TC- na mesma mulher que minha mulher fazia o seu, as unhas como a mesma manicure, a Val.
O “seu” Astolfo Barroso Pinto soube se transformar no travesti Rogéria com aquela DIGNIDADE que acima falei.
Nunca se viu a Rogéria envolvida em um escândalo.
Nunca se viu a Rogéria desrespeitando alguém, ela respeitava para ser respeitado.
Na época que LGBT estava condenado à morte por causa da AIDS, Rogéria passou por ela incólume, e veio morrer tempos depois, agora, de doença de velho, de doença que ataca na velhice qualquer ser humano.
Rogéria simbolizava a época que o Rio de Janeiro era realmente A Cidade Maravilhosa.
Minha gente, acredite:
Com Rogéria parte mais um ícone que:
1-      Encarnava de corpo e alma o Rio-glamour,
2-      Que encarnava de corpo e alma o Rio -chic,
3-      Que encarnava de corpo e alma o Rio onde as pessoas tinham bom humor,
4-      Que encarnava de corpo e alma o Rio que ao andar na rua não se precisava ficar olhando para os lados e para trás,
5-      Que encarnava de corpo e alma o Rio em que se podia viver de portas abertas.
Com a morte de Rogéria a Muy Leal e Heroica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro ficou mais triste.
Jorge Eduardo Garcia

05/09/2017

quinta-feira, 9 de março de 2017

Artigo: Os verdadeiros inimigos, por Ricardo Rangel

Se conseguissem deixar o ódio de lado, direita e esquerda veriam que seus objetivos não são opostos

O Brasil segue se digladiando em uma guerra ideológica sem ideias, brigando pelos motivos errados e combatendo falsos inimigos. É um enorme desperdício de tempo e de energia. Se conseguissem deixar o ódio de lado, direita e esquerda veriam que seus objetivos não são opostos, mas complementares, e que suas divergências não são irreconciliáveis.
A diferenciação tradicional entre esquerda e direita era que a primeira defendia o proletariado, por meio da estatização dos meios de produção, enquanto a segunda defendia os detentores privados dos meios de produção, isto é, a burguesia, e seus privilégios. Isso deixou de fazer sentido por completo. A sociedade se sofisticou, não conta mais com duas classes apenas, mas dezenas, centenas, com interesses os mais diversos. E a estatização dos meios de produção fracassou miseravelmente.

O socialismo foi tentado na URSS, na Europa Oriental, na China, na Mongólia, na Coreia do Norte, no Sudeste Asiático, em Cuba, em meia dúzia de países da África, e de várias maneiras diferentes. Não deu certo em lugar algum, e, em todos os casos, sem exceção, levou os países a ditaduras brutais e à catástrofe econômica. É surreal que alguém ainda o leve a sério.
A esquerda sabe que só existe liberdade na democracia liberal, e que só a iniciativa privada gera riqueza, mas, como não gosta desse fato, recusa-se a reconhecer sua existência. Também sabe que o partido-símbolo da esquerda no Brasil criou o maior esquema de corrupção de todos os tempos e levou o país à bancarrota, mas tampouco reconhece esse fato.
O Brasil é um dos países mais injustos do mundo, e o mercado não é perfeito, não é capaz de incluir a todos. A direita sabe que a principal bandeira da esquerda, o combate à injustiça social, é legítima, mas, como não gosta desse fato, recusa-se a reconhecê-lo.
Igualdade exige mais Estado, mas Estado grande demais implica pouco crescimento (e talvez até injustiça social, por conta dos maus serviços). Liberdade econômica exige menos Estado, mas Estado pequeno demais implica injustiça social (e talvez até pouco crescimento, por conta da baixa concorrência). Com boa vontade, não deveria ser difícil chegar a um acordo: um pouco mais para a direita, seríamos como os EUA; um pouco mais para a esquerda, seríamos como a França. Não chega a ser uma escolha de Sofia.

Em vez de brigarmos pelos motivos errados, deveríamos ser capazes de deixar nossas diferenças, que são pequenas, de lado e juntarmo-nos para combater o adversário comum: a real oposição não é entre direita e esquerda, mas entre avanço — democracia, livre mercado, apoio social — e atraso.
E o atraso está na direita obscurantista (machistas, misóginos, homofóbicos, racistas, defensores de intervenção militar, da ditadura e da tortura) como Bolsonaro, Crivella, Feliciano; a esquerda rasa e tosca que imagina que todos os ricos são igualmente calhordas (PCO, PSTU, PCdoB e boa parte do PT e do PSOL); Lula e sua curriola de cleptocratas sindicais; o Brasil feudal, encarnado por Renan, Sarney, Jader, Collor et caterva. São eles os verdadeiros inimigos.
Ricardo Rangel é produtor de cinema e TV


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