terça-feira, 10 de novembro de 2015

Como você define a situação de José Maria Marin?

Culpado e merecidamente condenado? Ou você ficou com dó dele por sua imagem de ontem? E você acha que ele vai delatar os seus colegas cartolas?
Milton Neves
Leia mais em: http://zip.net/bjsj9s
 Foto: Brendan McDermid/Reuters – Retirada do portal UOL
Na semana passada, após cinco meses detido na Suíça, acusado de corrupção em contratos televisivos de futebol, José Maria Marin, ex-presidente da CBF, aceitou ser extraditado para os Estados Unidos.
O cartola desembarcou em Nova York ontem, onde está em prisão domiciliar em seu “humilde” apartamento na Trump Tower, um dos prédios mais luxuosos de Manhattan.
No mesmo dia, compareceu ao tribunal federal no Brooklyn e se declarou inocente.
Nesta mesma audiência, o juiz americano determinou fiança de US$ 15 milhões (pouco menos de R$ 57 milhões) e prisão domiciliar com monitoramento eletrônico para o cartola brasileiro.
E o que chamou muito a atenção foi a aparência de José Maria Marin ao deixar o tribunal, aparentando ter envelhecido uns oito anos nos cinco meses em que esteve detido na Suíça (repare na foto que ilustra o post, de Brendan McDermid/Reuters).
Mas, afinal, como você define a situação de Marin?
Culpado e merecidamente condenado?
Ou você ficou com dó dele por sua imagem de ontem?
E você acredita que ele irá delatar os seus colegas cartolas?
Opine!
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http://blogmiltonneves.bol.uol.com.br/blog/2015/11/04/como-voce-define-a-situacao-de-jose-maria-marin-culpado-e-merecidamente-condenado-ou-voce-ficou-com-do-dele-por-sua-imagem-de-ontem-e-voce-acha-que-ele-vai-delatar-os-seus-colegas-cartolas/?utm_term=futebol,+opini%C3%A3o,+noticias&utm_content=Opini%C3%A3o+do+maior+jornalista+esportivo+do+Brasil,+Milton+Neves&utm_source=Blog+do+Milton+Neves&utm_medium=facebook

Globo ajudava seu time a driblar dívidas; com nova chefia, isso deve acabar ...

O Grupo Globo oficializou na última quinta-feira (05) uma mudança significativa em seu departamento de esporte. Marcelo Campos Pinto (foto), que trabalha na emissora desde 1994 e é atualmente o principal executivo na área, vai se aposentar no fim de 2015, em processo que, conforme apurou o UOL Esporte, foi acelerado internamente por causa dos recentes escândalos na Fifa. E isso vai influenciar o dia a dia do seu clube.
Campos Pinto era extremamente próximo do poder no futebol brasileiro. O executivo dava expediente na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e conduzia pessoalmente as negociações de contratos de mídia com as equipes nacionais. A partir de 2016, o cargo dele será ocupado por Pedro Garcia, egresso dos canais Combate, Premiere e Sportv, que terá menos poder do que o atual diretor – será subordinado a um comitê de três dirigentes.
As mudanças no esporte da Globo coincidem com a presença cada vez mais constante de Roberto Marinho Neto, 31, filho de Roberto Irineu Marinho e herdeiro do Grupo Globo. Desde 2014, quando Marinho Neto se aproximou da área, a Globo mudou sua política financeira com os times brasileiros. Depois de ter sido acionada judicialmente por um débito contraído pelo Botafogo, a emissora resolveu limitar a antecipação de pagamentos e interrompeu drasticamente a prática de avalizar empréstimos. Isso teve impacto determinante no fluxo de caixa das principais equipes nacionais.
A saída de Campos Pinto deve aprofundar essa mudança. A Globo, que anteriormente funcionou como esteio financeiro dos clubes brasileiros e usou isso para construir relações políticas, vai deixar de atuar dessa maneira.
Informações sobre o processo de saída de Campos Pinto foram confirmadas aoUOL Esporte por um diretor das Organizações Globo, dois funcionários da TV Globo e três pessoas ligadas ao comando do Sportv. Procurado pela reportagem na sexta-feira (06), o Grupo Globo confirmou a aposentadoria do executivo, mas disse que não tinha nada a acrescentar a um comunicado distribuído na quinta-feira (05) para seus diretores.
Qual é a importância da Globo para o seu time
Times que detém os maiores contratos com a emissora, Corinthians e Flamengo recebem R$ 110 milhões por direitos de mídia no atual acordo – o montante subirá para R$ 170 milhões a partir de 2016. Isso representa, no caso dos cariocas, um terço do faturamento total (R$ 347 milhões). Para os paulistas, o peso é ainda maior (a equipe alvinegra teve R$ 258 milhões de receita em 2014).
Há variações percentuais no peso que a Globo tem para o faturamento dos clubes, é claro, mas o exemplo dos dois maiores contratos com a emissora mostra o quanto esse dinheiro é significativo para o fluxo de caixa do futebol nacional.
A dívida total dos clubes brasileiros, considerando apenas os 12 principais, ultrapassa a casa de R$ 5 bilhões. O líder é o Botafogo, que acumulou déficit de R$ 848 milhões (aumento de R$ 149 milhões entre 2013 e 2014). Esse valor não inclui números como o que o Corinthians ainda precisa pagar por seu estádio (o time paulista deve algo em torno de R$ 314 milhões, mas ainda tem pelo menos R$ 800 milhões a desembolsar pela arena erguida em Itaquera).
Ranking: as dívidas dos clubes brasileiros (números retirados dos balanços de 2014, publicados em abril de 2015)
Botafogo – R$ 848 milhões
Flamengo – R$ 698 milhões
Vasco – R$ 597 milhões
Atlético-MG – R$ 487 milhões
Fluminense – R$ 440 milhões
Grêmio – R$ 383 milhões
Santos – R$ 373 milhões
São Paulo – R$ 341 milhões
Palmeiras – R$ 333 milhões
Corinthians R$ 314 milhões
Internacional – R$ 280 milhões
Cruzeiro – R$ 253 milhões
O que a TV tem a ver com isso
Com tanto déficit acumulado e uma dependência enorme do dinheiro oriundo da TV, tornou-se corriqueiro o uso dos contratos com a Globo para garantia de fluxo de caixa. Clubes que não tinham como pagar contas urgentes recorriam à parceira, que criou dois mecanismos para auxílio financeiro.
O primeiro desses mecanismos é mais simples e direto: a Globo passou a adiantar valores referentes a contratos futuros. Se um clube não tinha dinheiro para bancar algo urgente, debelava a receita a que teria direito em temporadas seguintes.
A Globo também funcionou como uma espécie de avalista dos clubes. Quando uma equipe tinha dívidas e precisava de dinheiro, recorria a instituições financeiras e usava como garantia os valores de contratos com a emissora.
Os dois modelos são lícitos, mas contribuem para a criação de uma relação de dependência. Como têm dívidas com a Globo, clubes ficam atrelados a ela e perdem poder de negociação em contratos futuros.
O caso Botafogo
Em 2014, um oficial de Justiça interpelou a Globo por uma dívida de R$ 9 milhões que havia sido contraída pelo Botafogo. O time carioca usou o segundo modelo e colocou o contrato com a emissora como garantia do empréstimo. Na visão dos advogados que cuidaram do caso, isso colocou a emissora como avalista de forma indireta.
A notificação judicial foi recebida (e contestada) por um alto dirigente da Globo, que recorreu ao departamento jurídico da emissora. Internamente, a conclusão foi a mesma dos tribunais.
De imediato, a Globo notificou os clubes que interromperia o uso de contratos de TV como garantia para tomada de empréstimos. Além disso, limitou drasticamente a liberação de valores adiantados de contratos vindouros.
As mudanças no esporte da Globo
O caso Botafogo e a alteração na política de empréstimos da Globo coincidiram com uma importante mudança no organograma da emissora: Roberto Marinho Neto, único herdeiro apaixonado por esporte na família que comanda a empresa, resolveu se aproximar da área.
Neto assumiu gradativamente um espaço maior no cotidiano do esporte da Globo, com um peso determinante nas decisões estratégicas do canal. E quando isso aconteceu, o controle sobre o dinheiro passou a ser ainda maior.
A presença dele acabou com casos como o do São Paulo, que tomou R$ 50 milhões diretamente da Globo em 2014. O time do Morumbi adiantou receitas de contratos com vencimento até 2017, recebeu o dinheiro à vista e se comprometeu com taxa de juros em torno de 1,5%.
A mudança de postura da Globo, contudo, não é um caso isolado. Os clubes também sofreram impactos de aspectos como concentração de investimento de patrocinadores na Copa do Mundo de 2014, retração da economia e alta do dólar. Todos esses aspectos tiveram peso na questão dos atrasos salariais. O reflexo direto disso foi uma mudança de patamar na economia do futebol local – incremento de saída de atletas e redução de folhas salariais, por exemplo.
Por Guilherme Costa e Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro


http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2015/11/09/como-a-mudanca-no-comando-na-globo-vai-afetar-o-seu-time-financeiramente/?cmpid=fbesp-geral

domingo, 8 de novembro de 2015

Macho, maxoxô, ou machucados?


No meu tempo de moço dois rapazes juntos a turma logo pensava: Tão na caça. Tão paquerando. Vão abater uma lebre.
Hoje, a gente vê dois rapazes juntos, e a turma logo pensa: Quem vai comer quem?
Para muitos é evolução, para outros tantos é corrução. 



sábado, 7 de novembro de 2015

Escândalo de corrupção na Fifa derruba homem forte do esporte na Globo.

marcelocampos

O dia 27 de maio de 2015 foi determinante para o futuro do esporte na TV Globo. Nessa data, em operação liderada pelo FBI (polícia federal dos Estados Unidos), sete executivos ligados à Fifa, incluindo o brasileiro José Maria Marin, então vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foram presos em Zurique (Suíça), onde estavam hospedados para um evento da entidade que comanda o futebol mundial. A investigação que deflagrou as detenções prosseguiu e se tornou mais abrangente. E, conforme apurou a reportagem do UOL Esporte com um diretor das Organizações Globo, dois funcionários da TV Globo e três pessoas ligadas ao comando do Sportv, a principal detentora de direitos de transmissão do futebol brasileiro, ainda que não tenha sido citada, acelerou um processo interno de mudança de comando.
O principal alvo dessa reformulação na Globo é Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte e principal dirigente da emissora no segmento. Na quinta-feira (05), um comunicado assinado por Roberto Irineu Marinho, presidente do Grupo Globo, foi distribuído a diretores e oficializou aposentadoria do executivo para o fim de 2015. Procurado pela reportagem, o Grupo Globo confirmou a saída de Marcelo Campos Pinto e disse que as alterações já foram explicadas no comunicado interno.
Campos Pinto era uma figura extremamente próxima do comando da CBF, a ponto de dar expediente regularmente na sede da entidade. Em 2011, no processo de implosão do Clube dos 13, conduziu negociações individuais com clubes e foi nevrálgico para manutenção do controle da Globo sobre direitos de mídia no futebol brasileiro. A aposentadoria do executivo foi antecipada por causa do escândalo Fifa, e a decisão oficializada na quinta-feira é fruto de um acordo com ele – a despeito de deixar o cargo, Campos Pinto seguirá recebendo da emissora.
A prisão dos executivos ligados à Fifa também fez a Globo intensificar a preparação de Pedro Garcia, diretor de negócios dos canais SportvPremiere e Combate. Com cursos e reuniões em âmbito internacional, ele tem sido burilado há meses para assumir o cargo de Campos Pinto.
Garcia, contudo, não será “o novo” Campos Pinto. O novo diretor terá menos poder e responderá a um comitê formado por Alberto Pecegueiro (diretor-geral da Globosat), Carlos Henrique Schroder (diretor-geral da Globo) e Jorge Nóbrega (membro do conselho administrativo do Grupo Globo).
De acordo com fontes ouvidas pelo UOL Esporte, o comitê é uma espécie de transição para o esporte da Globo, que deve passar a ser comandado posteriormente por Roberto Marinho Neto, 31, filho de Roberto Irineu Marinho e herdeiro do grupo. Ele vem aumentando paulatinamente a participação no departamento, mas ainda não há uma data para o processo ser concluído. A emissora não comenta esse processo e afirma se tratar apenas de um boato, mas oUOL Esporte sustenta as informações publicadas.
A presença de Marinho Neto já tem mudado o comportamento do esporte da Globo e limitado o espaço de Campos Pinto, mas a emissora não pretendia fazer uma alteração drástica no comando da área a tão pouco tempo do início dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro – além de ser parceira de transmissão do evento, a TV tem cota de patrocínio.
Veja abaixo o comunicado enviado a diretores da Globo na última quinta-feira (05):
“Comunico que, a partir de 9 de novembro, a Globo Esportes passa a se subordinar ao Comitê de Direitos Esportivos, formado por Carlos Henrique Schroder, Alberto Pecegueiro e Jorge Nóbrega. A estrutura da nova Globo Esportes englobará as equipes e atividades de TV Globo e Globosat já envolvidas hoje nos processos de aquisição de direitos esportivos. Pedro Garcia, atualmente diretor dos canais e produtos de esporte da Globosat, será responsável por liderar essa equipe conjunta, respondendo por toda estratégia de aquisição de direitos esportivos do Grupo Globo. Além disso, Pedro continuará supervisionando os canais Sportv e os serviços de pay per view PFC e Combate.
Marcelo de Campos Pinto, que durante vários anos liderou as negociações de direitos de futebol e Olimpíadas, deverá se aposentar no final do ano, apoiando a organização da nova estrutura durante novembro e dezembro.
Esta mudança representa mais uma etapa na busca de sinergias e integração entre as operações do Grupo Globo. Desejo ao Pedro muito sucesso em suas novas atribuições. Ao Marcelo, meu agradecimento pelo importante trabalho realizado durante mais de vinte anos de atuação no Grupo Globo.
Roberto Irineu Marinho''
* Por Guilherme Costa e Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro

http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2015/11/06/escandalo-de-corrupcao-na-fifa-derruba-homem-forte-do-esporte-na-globo/?cmpid=fbesp-geral

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A GAIOLA DE OURO DE MARIN EM NY



Após concordar em pagar fiança de US$ 15 milhões (cerca de R$ 57 milhões) às autoridades americanas, o ex-presidente da CBF José Maria Marin cumpre prisão domiciliar em um dos endereços mais cobiçados de Nova York.
Marin, de 83 anos, é proprietário de um apartamento na Trump Tower, um dos prédios mais luxuosos de Manhattan.
Acusado de envolvimento em um esquema de corrupção na Fifa, o ex-dirigente chegou a Nova York na terça-feira, após ser extraditado pelo governo da Suíça, onde estava preso desde 27 de maio.
Poucas horas depois de desembarcar na cidade americana, ele compareceu a um tribunal federal no bairro do Brooklyn, onde se declarou inocente. Marin estava acompanhado de advogados e da mulher, Neusa.
Atração turística
Com o pagamento da fiança, Marin poderá responder ao processo em prisão domiciliar no arranha-céu de 68 andares, localizado no número 725 da 5ª Avenida.
A duas quadras do Central Park, a Trump Tower é uma das atrações turísticas de Nova York.
O edifício foi construído em 1983 pelo magnata e atual pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump, dono de uma cobertura que ocupa três andares e é avaliada em US$ 100 milhões (cerca de R$ 381 milhões).
O apartamento de Marin não é tão espaçoso quanto o do bilionário americano.
Com 101 metros quadrados e uma suíte, a unidade teria sido comprada em 1989 por US$ 900 mil.
Atualmente, um apartamento de metragem semelhante na Trump Tower custa em torno de US$ 2,6 milhões (cerca de R$ 9,9 milhões), segundo corretores de imóveis em Nova York.
Vizinhos famosos
Além de Trump, Marin terá outros vizinhos famosos.
O jogador Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, comprou em agosto um apartamento de 233 metros quadrados no prédio por US$ 18,5 milhões (cerca de R$ 70,5 milhões).
Astro português comprou apartamento no local pelo equivalente a R$ 70,5 milhões
Situada em uma área de lojas exclusivas na 5ª Avenida, a Trump Tower é conhecida por seu lobby revestido de mármore rosa, que ocupa seis andares e é muito frequentado por turistas.
O espaço abriga restaurantes e lojas de artigos de luxo, entre elas duas Trump Stores, que vendem produtos relacionados ao proprietário famoso.
Os primeiros 26 andares do prédio são ocupados por escritórios. O restante, por apartamentos de luxo.
Para evitar a aglomeração de turistas, os moradores utilizam uma entrada privativa, na rua 56.
Conforto
Apesar das restrições a sua liberdade, Marin poderá contar com a estrutura do prédio, que inclui confortos como academia de ginástica e serviço de camareira.
Durante o tempo em que estiver em prisão domiciliar, o ex-dirigente deverá ser monitorado e não poderá manter contato com os outros investigados no esquema de corrupção na Fifa.
Marin é acusado de aceitar milhões de dólares em propina de empresas de marketing esportivo em conexão com a venda de direitos comerciais para a Copa América de 2015, 2016, 2019 e 2023 e para a Copa do Brasil no período de 2013 a 2022.
Sua próxima audiência no tribunal do Brooklyn está marcada para 16 de dezembro.

http://terceirotempo.bol.uol.com.br/noticias/conheca-o-luxuoso-endereco-em-nova-york-onde-marin-cumpre-prisao-domiciliar?utm_content=not%C3%ADcias+do+futebol+exclusivas&utm_source=Terceiro+Tempo&utm_campaign=Noticias+do+futebol

Defesa de Marin conseguiu o que queria: prisão domiciliar com rapidez - Blog do Perrone

Os trabalhos desse Blog foram interrompidos por doença de seu autor. 
A redação. 

A defesa de José Maria Marin conseguiu o que queria: uma audiência marcada com rapidez, a fiança estabelecida prontamente e evitar que seu cliente ficasse pelo menos semanas numa cadeia nos Estados Unidos antes de poder responder ao processo em prisão domiciliar em Nova York.
Ao decidirem não recorrer da extradição da Suíça para os Estados Unidos, os defensores do brasileiro queriam evitar que ele ficasse pelo menos mais três meses preso até o resultado do recurso. A estratégia era conseguir logo a prisão domiciliar. O principal argumento usado foi a idade de Marin. Os advogados alegaram que aos 83 anos sua saúde estaria em risco com mais tempo na cadeia e que ele teria pouca agilidade para tentar fugir do país.
Deu certo. No mesmo dia em que chegou aos Estados Unidos, na última terça, ele já participou de uma audiência e ganhou o benefício da prisão domiciliar com fiança de US$ 15 milhões.
Esse dinheiro é uma garantia de que Marin não vai fugir durante o processo. Se ele se comportar, vai recuperar boa parte dessa quantia ao final do caso.
A rapidez como tudo foi feito desde a extradição, mostra um bom diálogo entre os advogados do cartola e as autoridades americanas, sem que para isso Marin se declarasse culpado de crimes ligados a corrupção.
Porém, o fato de o ex-presidente da CBF se declarar inocente, não significa que ele não tenha o que contar para a Justiça. Muitas perguntas ainda vão ser feitas durante o processo.

http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2015/11/defesa-de-marin-conseguiu-o-que-queria-prisao-domiciliar-com-rapidez/?cmpid=fbesp-geral