quinta-feira, 14 de novembro de 2019

As senhoras do Palácio do Eliseu de Paris.capitulo 7 De volta ao château de Bouillon autor: Jorge Eduardo Garcia




Contra a vontade expressa de Matilda da Toscana, Gran Contessa ("a Grande Condessa"), seu marido Godofredo IV, ou Godofredo, o Corcunda, (também conhecido como Godofredo III), nomeou seu herdeiro seu sobrinho  Godofredo de Bouillon , latim : Godefridus Bullionensis, primeiro governante do Reino de Jerusalém, filho de sua irmã Beata Ida da Lorena e de Eustácio II, o Bigodudo, conde de Boulogne de 1049 a 1087.
Godofredo de Bouillon, um dos comandantes da Primeira Cruzada (1096 - 1099), “recusou o título de rei, pois acreditava que o verdadeiro rei de Jerusalém era Jesus Cristo, preferindo o título de advogado do Santo Sepulcro (em latim: advocatus Sancti Sepulchri). Ele também é conhecido como " barão do Santo Sepulcro " e " rei dos Cruzados ".
Era margrave da Antuérpia “que abrange os condados de Verdun , Mosay, Stenay e Bouillon , e é deste último sua residência favorita que retirou seu nome” por desejo do imperador Henrique IV, soberano esse que por considerar o   ducado da Baixa Lorena muito “importante na época, servindo de amortecedor entre o reino da França e as terras alemãs” não reconheceu seu direito de herança e transmitiu o domínio a seu próprio filho de dois anos com Bertha de Savoia de nome Conrado.
Conrado II ou Conrado III, * 12 de fevereiro de 1074 -  + 27 de julho de 1101, duque da Baixa Lorena (1076-1087), rei da Alemanha (1087-1098) e rei da Itália (1093-1098).
Contudo, Godofredo de Bouillon conquistou o ducado da Baixa Lorena em 1087 o mantendo até sua morte no reino de Jerusalém em 18 de julho de 1100, com 39 para 40 anos.
Chamo atenção que Godofredo de Bouillon dividia a liderança dos cruzados com a Raimundo IV de Toulouse, Boemundo de Taranto, Roberto de Flandres, Estevão de Blois e Balduíno de Bolonha/ Conde de Edessa, o legado papal Adhemar de Montiel, Bispo de Le Puy, entre outros.
Balduíno de Bolonha, o irmão mais novo de Godofredo de Bouillon, tornou-se o primeiro rei titulado sob o nome de Balduíno I de Jerusalém, em 1100.
Entretanto, em 1095, Godofredo de Bouillon havia vendido o senhorio de Bouillon por 1300 marcos ao príncipe-bispo de Liège, Otbert de Liège, uma figura importante no financiamento da Primeira Cruzada, a fim de garantir sua participação na Primeira Cruzada.
Foram esses os príncipes-bispos de Liège sucessores de Otbert de Liège:
1.       Frederico de Namur (1119–1121)
2.       Albero I de Lovaina (1122–1128)
3.       Alexandre I (1128–1135)
4.       Albero II de Chiny-Namur (1135-1145)
5.       Henrique II de Leez (1145-1164)
6.       Alexandre II (1164-1167)
7.       Rudolf of Zähringen (1167–1191)
8.       Santo Alberto de Lovaina (1191–1192)
9.       Lothaire de Hochstaden (1192–1193)
10.    Simão de Limburgo (1193–1195)
11.    Alberto de Cuyck (1195–1200)
12.    Hugh de Pierrepont (1200–1229)
13.    João de Eppes (1229–1238)
14.    Guilherme de Savoia (1238–1239)
15.    Robert de Thourotte (1240–1246)
16.    Henrique de Guelders (1247–1274)
17.    João de Enghien (1274–1281)
18.    João da Flandres (1282–1291)
19.    Hugo de Chalon (1295–1301)
20.    Adolfo de Waldeck (1301-1302)
21.    Thibaut de Bar (1302–1312)
22.    Adolfo de La Marck (1313–1344)
23.    Englebert de La Marck (1345–1364)
24.    João de Arkel (1364–1378)
25.    Arnold de Horne (1378–1389)
26.    João da Baviera (1389-1418)
27.    João de Walenrode (1418-1419)
28.    João de Heinsberg (1419–1455)
29.    Luís de Bourbon ((1438 - 30 de agosto de 1482 em Liège), príncipe-bispo de Liège de 1456 até sua morte. Foi assassinado por Guilherme de la Marck, ou Willem van der Marck (francês: Guillaume de La Marck ), senhor de Lumain e Schleiden, um dos senhores mais poderosos do Principado de Liège, filho de Jean , senhor de Arenberg e Sedan e de Anne de Virnenbur.
Guilherme de la Marck era um bandoleiro que desde 1478 operava contra a população do território a partir da fortaleza de Franchimont , Kasteel van Franchimont , construído no século 11 em uma rocha nas Ardenas belgas que domina o vale do Hoëgne , e está localizado no município de Theux, na província de Liège, depois sede do marquês de Franchimont.
Guilherme de la Marck, ou Willem van der Marck, acabou decapitado em 18 de junho de 1485.

Destaco:
Luis de Bourbon se tornou o primeiro indivíduo a se denominar "duque de Bouillon".
Luis de Bourbon “concedeu a castelo de Bouillon à Casa de La Marck em 1415”.
NOTA: Le château de Bouillon “é um castelo construído no século X localizado na cidade belga de Bouillon, na província do Luxemburgo, na Região da Valônia, uma das 3 regiões e uma das entidades federadas da Bélgica”.
A condição de principado-bispado de Liège, um título nobre do Sacro Império Romano Germanico.
Esse título deixou existir em 1795, contudo o titulo de príncipe de Liège foi “ concedido pelo rei Alberto I dos belgas ao seu neto mais novo quando esse era o terceiro na linha de sucessão, o futuro rei Alberto II -  nascido Alberto Félix Humberto Teodoro Cristiano Eugênio Maria; (Bruxelas, 6 de junho de 1934) foi o Rei dos Belgas de 1993 até sua abdicação em 2013 em favor de seu filho mais velho Filipe. Alberto II é filho do rei Leopoldo III da Bélgica e sua primeira esposa, a princesa Astrid da Suécia, tendo ascendido ao trono depois da morte de seu irmão mais velho, o rei Balduíno da Bélgica.  

As senhoras do Palácio do Eliseu de Paris. capitulo 6 - Aperitivos históricos autor: Jorge Eduardo Garcia





No capítulo 4 citei a Godofredo I, o cativo, ou o velho- le Captif, le Vieux, foi:
a-      Desde 959 foi conde de Bidgau e Methingau;
b-      Desde 963 foi conde de Verdun;
c-      Desde 969 foi margrave da Antuérpia e Ename;
d-      Entre 974 e 998 foi conde de Hainault e Mons.
Godofredo I de Verdun, se casou em 963 com Mathilde da Saxônia (937-1008), filha de Hermano I da Saxónia e viúva do conde Balduíno III da Flandres.
Eles tiveram os seguintes filhos:
1)       Frederick (m. 1022), conde de Verdun;
2)       Godofredo, chamado Sem Filhos, (965-1023), foi duque da Baixa Lorena após a morte em 1012 de Otto, duque da Baixa Lorena de 993-1012, assim o Sem Filho foi duque de da Baixa Lorena de 1012–1023, só que ele, também, foi senhor de Bouillon de 1002–1023;
3)       Adalberon II, bispo de Verdun (984–988);
4)       Herman de Ename (m. 1024), conde de Verdun, de Brabant (aposentado como monge na abadia de Verdun, em 1022);
5)       Gozelo, o Grande, ( em torno de 967 - 19 de abril de 1044), margrave de Antuérpia, duque da Baixa Lorena (1023-1044) e mais tarde também da Alta Lorena (1033-1044);
6)       Ermengarda (m. 1042), casado com Otto de Hammerstein, conde no Wettergau
7)       Ermentrude, casado com Arnold de Rumigny (m. 1010), senhor de Florennes
8)       Adela, casada com o conde Godizo de Aspelt . A filha deles, Irmgard, casou-se com Berthold von Walbeck, filho de Lotario I, Margrave, da Nordmark .

Godofredo I, o Sem Filhos, também historicamente denominado Godofredo II de Verdun, é citado com senhor de Bouillon de 1002 a 1023.
Seu sucessor foi seu irmão Gozelo I, o Grande, de Verdun, margrave de Antuérpia (1005-1044, um vassalo de seu irmão, Godfrey II, que se tornou duque da Baixa Lorena em 1012), duque da Baixa Lorena (1023-1044) duque da Alta Lorena (1033-1044), , o último soberano que poderia unir os dois ducados. Em 1025 se tornou conde de Verdun.
Foi considerado “o maior dos nobres alemães”, pois derrotou e matou Eudes II de Blois, pretendente ao trono da Borgonha, quando este tentava conquistar a Aachen, Aix-la- Chapelle, a sede da coroação de 32 imperadores que sucederam a Carlos Magno, até que a cerimonia foi transferida para Frankfurt - de 1562 e até 1792 , os imperadores foram coroado na catedral e este privilégio permaneceu com até a dissolução do Sacro Império Romano Germanico em 1806 .
Ele foi enterrado na abadia de Munsterbilzen com honras jamais vistas a não ser para um imperador sacro.
Casou-se com uma senhora que a história não transmitiu o nome, mas foi pai de:
a)       Godofredo II, o Barbudo, († 1069), duque da Baixa e Alta Lorena, foi conde de Verdun e margrave da Antuérpia;
b)      Gozelo II, (1008-1046), chamado de covarde, preguiçoso, indolente ou preguiçoso (latino ignavus), peão do jogo político entre seu irmão Godofredo II, o Barbudo, e o imperador Henrique III pelo ducado de Lorena
c)       Frederico († 1058), que se tornou papa sob o nome de Estêvão IX
d)      Oda, casada com Lamberto II, conde de Louvain
e)       Regelinda, casado com Albert II († 1063), conde de Namur
f)        Mathilde, casado com Sigebaud de Santois († antes de 1049), depois com Henrique, o Furioso († 1061), conde palatino de Lotharingie:
Nota: em 1058, Henrique, o Furioso, começou a mostrar sinais de loucura e ficou confinado à abadia de Gorze, no entanto, ele escapou quando soube que sua esposa Matilde tinha um caso de amor com um de seus parentes. Furioso a matou com um machado (27 de julho de 1060), sendo definitivamente trancado na abadia de Echternach, onde morreu em 1061. Seus domínios foram confiscados por Anón II, arcebispo de Colônia, que se tornou o guardião de seu único filho, Hermann (alemão) II de Lotaríngia (1049 - 20 de setembro de 1085) foi o conde palatino de Lotaríngia de 1064, quando atingiu a maioridade e até sua morte.
Godofredo III, o Barbudo, (também conhecido como Godofredo II) duque da Alta Lorena, duque de Niederlothringen, margrave da Antuérpia, conde de Zutphen, e outros títulos, se casou com Oda Gottfried e foram pais de:
        I.            Godofredo IV da Baixa Lorena, ou Godofredo, o Corcunda, (também conhecido como Godofredo III), duque da Baixa Lorena  de 1069 a 1076, e outros títulos;
     II.            Ida da Lorena, conhecida também como Beata Ida da Lorena ou, erroneamente, como Santa Ida, pois foi beatificada e não canonizada, casada com Eustácio II, o Bigodudo, conde de Boulogne de 1049 a 1087. Foram pais de:
   III.            Estácio III, o próximo conde de Boulogne
   IV.            Godofredo de Bouillon, primeiro governante do Reino de Jerusalém
      V.            Balduíno, segundo governante do Reino de Jerusalém
   VI.            Wiltrude, casado com Adalberto, conde de Calw. Os condes de Calw (também: conde Von Kalw) eram uma poderosa família nobre do medievo e seus ancestrais remontam à Abadia de Hirsau (830 d.C.) e à Abadia de Sindelfingen (1083 d.C.), bem como às cidades de Calw, Vaihingen an der Enz e Löwenstein.

Godofredo III, o Barbudo, ficou viúvo de Oda Gottfried.
Beatrice de Bar, sua parente se casou com o rico e poderoso Bonifácio III da dinastia dei Canossa, margrave da Toscana de 1027-1052.
Beatrice de Bar e Bonifácio da Toscana foram pais de:
1-      Beatrice (falecida em 17 de dezembro de 1053);
2-     Frederick (falecido em julho de 1055), margrave da Toscana de 1052–1055, com sua morte prematura a irmã mais nova - Matilda dei Canossa- passou a ser a rica herdeira do grande patrimônio da família, a Toscana;
3-      Matilda (1046 - 24 de julho de 1115), sucessora como marquesa da Toscana
Beatrice de Bar como regente em nome de seu filho Frederico estava passando aperto em seus domínios da Toscana, assim apelou para seu primo Godofredo III, o Barbudo, e se casaram.
Godofredo II, o Barbudo, por esse casamento passou a ser, também, regente do Margraviato da Toscana e sua enteada Matilda passou a viver em sua corte ducal.
A nobreza é sabia por isso faz casamentos vantajosos e Godofredo II e Beatrice de Bar casaram Godofredo III, o corcunda, com Matilda dei Canossa.
Como não podia deixar de ser, o casamento foi um fiasco.
No campo político os cônjuges estavam sempre em lados opostos:
Ele partidário do Sacro Imperador, os gibelinos.
Ela do lado do papado, os guelfos.
Tiveram uma filha Beatrix que faleceu menina.
Matilda de Canossa ou Matilda da Toscana, Gran Contessa ("a Grande Condessa"), se tornou a mais poderosa mulher de seu tempo, pois era margravina da Toscana, duquesa de Spoleto, condessa de Mântua, vigária imperial e vice-rainha de Itália de  1110  - 1115, fiel apoiadora de Gregorio VII, Ildebrando di Soana, um zé ninguém capachildo que de tanto lamber botas se tornou  157º Papa da Igreja Católica, contra Henrique IV, imperador  do Sacro Império Romano-Germânico, rei dos romanos, rei da Itália, duque da Baviera, filho do imperador Henrique III e sua segunda esposa Inês da Aquitânia, no caso da Questão das Investiduras, ou Controvérsia das Investidura, o conflito mais significativo entre Igreja de Roma e as monarquias europeias nas investiduras (nomeações) de bispos, abades, abadessas, curas, etc.
Como a Justiça Divina não falha Gregorio VII, Ildebrando di Soana, expulso do Trono de São Pedro morreu no exilio na cidade de Salerno, na região da Campania, província de Salerno, e não está sepultado no Vaticano e sim na Basilica Cattedrale Primaziale Metropolitana di Santa Maria degli Angeli na mesma cidade.
Gregorio VII, Ildebrando di Soana, foi canonizado em 1606 pelo Papa Paulo V, mas essas santificações sabemos que elas ocorrem não porque o santificado merecia tal distinção, até porque é um ato profano, e servem mesmo aos interesses políticos do papado no momento que elas ocorrem.
Um ato praticado pela Sé de Roma que vai contra os Mandamentos da Lei de Deus que estão em Êxodo 20:3-5:
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
Mais, voltemos ao château de Bouillon


As senhoras do Palácio do Eliseu de Paris.Capítulo 5 No Medievo autor: Jorge Eduardo Garcia


Nossa história começa no século IX de nossa Era, no ano de 886 quando nasceu Wigeric da Lotaríngia, em alemão Wigerich, faleceu entre 916-919,  foi comes palatinus (conde palatino)da de Lotaríngia, conde de Trier , a Bidgouw e o Gau d’Ardennergau 
( Gau era uma região dentro de um país, no caso a região do atual triângulo fronteiriço da Bélgica , Luxemburgo e Alemanha), e guardião de São Rumoldusabdij de Mechelen,  fundador e guardião da abadia de Saint Hadelin de Hastière, o pai da Nobre Casa d’ Ardennes.
Casou-se com Cunigunda, filha de Ermentrude da França, uma filha de Luís II, o Gago, Rei da Frância Ocidental de 877 até sua morte, uma descendente direta de Carlos Magno, contudo a identidade de seu pai é desconhecida.
Wigeric e Cunigunda foram pais de:
1.       Frederico das Ardenas (* 912 - † 978), primeiro conde de Bar e duque de Alta Lorena, fundador da Casa de Bar ou Casa d’Ardennes-Bar, branche cadette da Casa das Ardenas;
2.       Adalberon das Ardenas, vader van de monniken – T.L.: o pai dos monges-  por suas reconstruções de abadias e mosteiros, nasceu ? - † Sint-Truiden, hoje uma cidade e um município da Bélgica localizado no distrito de Hasselt, província de Limburgo, região da Flandres, em 26 de abril de 962, Bispo de Metz (929-962), Abade de Sint-Truiden (944-962). O imperador Otto I, o Grande, publicou uma carta na qual Adalbero recebeu o título sanctissimus, pois “ foi considerado como um dos melhores prelados de seu tempo. Ele prestou atenção especial à educação dos jovens. Ele próprio cuidou do treinamento de seu primo Adalbero van Reims, que mais tarde se tornou arcebispo de Reims.
3.       Giselbert das Ardenas, conde nas Ardenas
4.       Siegebert (única data 942)
5.       Gozelo das Ardenas, conde no Bitgouw que se casou com Uda van Metz (* 905 - † 10 de abril de 963), filha do conde Gerard (Matfrieden)
6.       Liutgarde das Ardenas (já mencionada em 8 de abril de 960, que se casou com Adalbert († 944), conde de Metz (Matfrieden) e depois com Eberhard, conde de Egisheim ,†973)
7.       Siegfried das Ardenas ou (*922 - † 26 de outubro de 997), primeiro conde do Luxemburgo , conde da Mosela, ou Siegfried de Luxemburgo, pois foi a primeira pessoa a governar o Luxemburgo e o fundador da Casa do Luxemburgo ,  branche cadette da Casa das Ardenas
Para nós interessa a Gozelo (*911 - +16 de fevereiro de 943), conde das Ardenas e Bidgouw, comandante d’armas de seu irmão, bispo Adalbero I de Metz, conhecido também como Adalbero van Bar ou Adalbero van de Ardennen .
Ele realizou um casamentão, pois Uda era prima de Henrique I "o Passarinheiro", em alemão: Heinrich der Finkler ou Heinrich der Vogler, em latim: Henricius Auceps, duque da Saxônia, rei dos germanos de 919 até a sua morte, em 936. Primeiro da dinastia otoniana de reis e imperadores germanos, é considerado o fundador e primeiro rei do império alemão medieval, até então conhecido como Frância Oriental.
Gozelo e Uda tiveram os seguintes filhos:
A.      Reginar, conde de Bastogne (+ 18 de abril de 963). Seu filho era Adalberon (bispo de Laon, sobrinho de Adalberon, arcebispo de Reims. Adalberon entregou o arcebispado, um feudo lucrativo, a Hugo Capeto antes de sua morte)
B.      Henrique (6 de setembro de 1000)
C.      Godfredo (*930 - + 3 de setembro de 1002), conde de Verdun
D.     Adalberon (935/940 - 23 de janeiro de 989), arcebispo de Reims 969-989 que.
Uma historinha:
Adalberon de Reims tinha sido acusado de traição pelo rei Lotário , rei dos Francos, de 954 até sua morte em - 2 de março de 986 de traição, mas o soberano faleceu.
O mesmo Adalberon de Reims estava presente em  1 de junho de 987 quando a Alta Nobreza se reuniu para discutir a sucessão de Luís V, o indolente, o último rei dos francos  da dinastia carolíngia, filho de e Lotário e de Ema da Itália em Senlis.
A candidatura mais forte era de Hugo Capeto  e em sua apresentação Adalberon, solicitou aos participantes:
"Coroem o duque. Ele é mais ilustre por suas façanhas, sua nobreza, suas forças. O trono não é adquirido por direito hereditário; ninguém deve ser elevado a ele, a menos que seja distinguido não apenas pela nobreza de nascimento, mas pela bondade de sua alma."
Hugo Capeto foi eleito e coroado em Noyon, em 3 de julho de 987 pelo próprio Adalberon.
Hugo Capeto , duque dos francos e marquês de Néustria ,  um território entre o Sena e o Loire, principalmente em torno de Orleans e Paris,  era membro da poderosa e rica família ou Dinastia Robertina, em francês La famille des Robertiens, um clã já proeminente no antigo Reino Franco de Austrásia no século VIII, aproximadamente na mesma região da Bélgica atual, e emigrou mais tarde para a Frância Oriental, entre os rios Sena e Líger.
Os Capeto são considerados antepassados não só da família real de França, como, também, de outras Casas Reais da Europa. Hugo Capeto é fundador da Casa do Capeto ,  Maison capétienne, também chamada Casa da França ( la maison de France ), ou simplesmente os Capeto , governavam o Reino da França de 987 a 24 de fevereiro de 1848 quando Luís Filipe I , rei dos franceses , “ abdicou em favor de seu neto de nove anos, Felipe, conde de Paris”.
Luis Felipe I era da quarta casa capetiana em Orleans, e a   Casa de Orleans “, que leva o nome do apanágio do Ducado de Orleans, designa quatro ramos da casa real da França (dois dos Valois e dois dos Bourbons).




As senhoras do Palácio do Eliseu de Paris. Capitulo 4 Coroa de conde palatino autor: Jorge Eduardo Garcia



Coroa de conde palatino

Bouillon é uma cidade e um município belga, na província do Luxemburgo, na Região da Valônia, uma das 3 regiões e uma das entidades federadas da Bélgica.
O Senhorio de Bouillon remonta ao século X.
Essa ‘coleção’ de domínios, de feudos, de vilas, mosteiros, igrejas, etc. era e a sede principal da dinastia Ardennes-Bouillon nos séculos X e XI, ligados ao ducado da Baixa Lorena.
“Como Bouillon é considerado a posse patrimonial da dinastia, alguém acreditaria que o senhorio foi herdado pelo filho mais velho e com base nessa premissa, pode-se estabelecer uma lista provisória dos Senhores de Bouillon, mas não é bem assim.”
Nota: comes palatinus, conde palatino, título superior ao de comes ( conde) foi concedido por Carlos Magno para que um súdito pudesse exercer em nome dele e do Império “ poderes especiais, tais como o de fazer justiça, trabalhos militares e administrativos) e os  distritos governado por eles foram chamados de palatinados.
Com o tempo o governo do território passou a ser hereditário, o feudo, mas vassalo de um soberano, seu suserano (um nobre que era responsável e tinha o domínio do feudo principal de que dependiam outros feudos e vassalos). O termo foi usado por muitos estados dentro do Sacro Império Romano-Germânico, como:
1-      Condes Palatino da Baviera subordinados aos duques da Baviera, e não ao Imperador Sacro;
2-      Conde Palatino da Borgonha, não confundir com seu vizinho ocidental, o Ducado da Borgonha;
3-      Conde Palatino de Lotaríngia- as regiões que hoje são os Países Baixos, a Bélgica, o Luxemburgo, a Renânia do Norte-Vestfália, a Renânia-Palatinado e o Sarre (estados da Alemanha), e ainda a Alsácia e a Lorena, território que herdou o nome do antigo reino da Lotaríngia de Lotário II, bisneto de Carlos Magno;
4-      Conde Palatino de Tübingen;
5-      Conde Palatino do Reno;
Entre outros...
A Igreja Católica Apostólica Romana também elevou criaturas ao rango de conde palatino papal - Comes palatinus lateranus , sacri Lateranensis palatii ,"Conde do Palácio Sagrado de Lateran".

As senhoras do Palácio do Eliseu de Paris. Capitulo 3 - cronologia autor: Jorge Eduardo Garcia




Cronologia

988 - Primeira menção ao castelo de Bouillon em uma carta a Godofredo, o Cativo, de seu irmão, arcebispo Adalberon, de Reims .
1045 - Godofredo, o Barbudo, se rebela contra o imperador, que destrói o castelo.
1065 - Godofredo, o Barbudo, aceita o imperador e reconstrói o castelo em Bouillon.
1082 - O castelo de Bouillon é herdado por Godofredo de Bouillon , que o vende ao príncipe-bispo de Liège por 3 marcas de ouro e 1300 marcas de prata para financiar sua participação na Primeira Cruzada . De acordo com o tratado, Godofredo e seus três sucessores mantêm o direito de recomprar o castelo pelo mesmo preço, mas não têm dinheiro para cumprir esse privilégio.
1129 - O sucessor indireto de Godofredo, o conde Renaud de Bar , captura o castelo de Bouillon à força.
1141 - O príncipe-bispo de Liège expulsa o conde Renaud de Bouillon.
1155 - O Sacro Imperador Romano confirma os direitos do príncipe-bispado a Bouillon.
1291 - Os príncipes-bispos de Liège começam a se chamar "duques de Bouillon", referindo-se à posição anterior do castelo como sede dos duques da Baixa Lorena.
Século 14
O castelo de Bouillon, como um enclave do príncipe-bispado de Liège, é governado por castelães especialmente designados .
1415 - O cargo de castelão torna-se propriedade hereditária da família de La Marck , ramo  dos futuros duques de Clèves e Jülich .
1482 –Luis de Bourbon, bispo de Liège é assassinado Guilherme  de La Marck esse nomeia seu próprio filho John van der Marck, ou de La Marck, como o novo príncipe-bispo. O papa de Roma nomeia John van der Horn para o mesmo cargo, mergulhando assim o principado -bispado em uma guerra civil.
21 de maio de 1484 - O tratado é assinado em Tongeren , pelo qual a família de La Marck , ou van der Marck, abre mão de  suas reivindicações ao principado-bispado e apoia a luta de Liège contra o imperador Maximiliano pela recompensa de 30.000 livres. O Castelo de Bouillon fica de posse de Guilherme  de La Marck até o  principado-bispado pagar a soma estipulada.
1492 - O tratado de Donchery reitera as disposições do tratado de Tongeren. Como não há reembolso, a família de La Marck ( van der Marck) mantém o Castelo de Bouillon e assume o título de Duques de Bouillon.
1521 - O exército do imperador Carlos V toma Bouillon e o restitui ao príncipe-bispo de Liège.
1526 - Roberto III de La Marck é elevado a marechal da França e se denomina duque de Bouillon nesta ocasião.
1529 - O Tratado de Cambrai obriga Francisco I , rei de França a não ajudar Roberto III de La Marck em sua luta para retomar Bouillon. 
1547 - Roberto IV de La Marck é elevado a  marechal da França . A patente das cartas o denomina oficialmente "Duque de Bouillon".
1552 - Henrique II da França conquista Bouillon aos príncipes-bispos e o entrega a Roberto IV de La Marck.
1559 - O Tratado de Cateau-Cambresis restitui Bouillon aos príncipes-bispos de Liège, estipulando que os direitos ao território disputado devem ser determinados por uma arbitragem especial, que nunca ocorre.
1598 - O Tratado de Vervins novamente pede a arbitragem da disputa entre o príncipe-bispado e a família de La Marck.
15 de outubro de 1591 - Após a extinção da linha varonil, linha masculina, da família de La Marck (van der Marck), a herdeira passa a ser Charlotte de La Marck, irmã de Guilherme – Roberto de La Marck, que faleceu na Suiça sem filhos e muito doente em11 de janeiro de 1588, com 25 anos.
Charlotte de La Marck é casada com Henrique de La Tour d'Auvergne , marechal da França e visconde de Turenne.
8 de maio de 1594 - Charlotte de La Marck , princesa soberana de Sedan, duquesa de Bouillon por direto próprio, morre durante o parto , o rebento , também, morre, morre com ela essa Linhagem da Casa de La Marck, por isso o marido-viúvo , Henrique de la Tour d'Auvergne, as reivindica suas possessões e títulos. Consegue e passa a ser o primeiro duque de Bouillon da ilustre Casa de la Tour d'Auvergne.
24 de outubro de 1594 - O primo de Charlotte, Henrique de Bourbon , Duque de Montpensier desiste de reivindicar a sucessão de Bouillon em troca de uma anuidade.
5 de agosto de 1601 - Um acordo é assinado entre Henrique de La Tour d'Auvergne e o tio paterno de Charlotte, conde de Maulevrier, cujos descendentes continuam pressionando suas reivindicações a Bouillon.
Henrique de La Tour d'Auvergne, príncipe soberano de Sedan ( governou e governou bem o principado por 31 anos, 4 meses, e 6 dias), duque de Bouillon, marechal de França, visconde de Turenne, casou em segundas núpcias com Elizabeth de Nassau/ Élisabeth Flandrika d'Orange-Nassau, filha de Guilherme I e « vader des vaderlands / o Pai da Patria », da Dinastia  de Orange-Nassau, Guilherme , o Taciturno,  príncipe de Orange , conde de Nassau , stadtholder da Holanda , e Charlotte de Bourbon-Vendôme, fundadores da atual Casa Reinante da Holanda, sendo sua madrinha Elizabeth I , rainha da Inglaterra.
Tiveram m oito filhos :
Luisa de La Tour d'Auvergne ;
Maria de La Tour d'Auvergne, duquesa de Thouars  ;
Juliana -Catarina de La Tour d'Auvergne que se casou com Francisco de La Rochefoucauld , conde de Roucy;
Frederico Mauricio de La Tour d'Auvergne, quinto príncipe  soberano de Sedan, duque de Bouillon e de Château-Thierry;
Élisabeth Carlota de La Tour d'Auvergne que se casou com Guy Aldonce I Durfort , Marquês de Duras;
Henriqueta-Catarina de La Tour d'Auvergne que se casou com Amaury Goyon de La Moussaye, conde de Quintin;
Henrique de La Tour d'Auvergne, mais conhecido sob o nome de Turenne, visconde de Turenne, marechal da França e marechal de campo dos exércitos do rei, alcunhado “ O devastador do Palatinado”;
Carlota de La Tour d'Auvergne, conhecida como "Mademoiselle de Bouillon".
Elizabeth de Nassau, consorte de Henrique de La Tour d'Auvergne, faleceu no principado de Sedan, 3 de setembro de 1642, antes da anexação do principado a França.
Frederico Mauricio de La Tour d'Auvergne, quinto príncipe  soberano de Sedan, duque de Bouillon e de Château-Thierry teve uma vida atribulada, como veremos:
1-       Participou ativamente de grande parte das guerras religiosas que assolaram e atrasaram economicamente e financeiramente a França;
2-       1641 - Frederico Mauricio de La Tour d'Auvergne , renuncia a suas reivindicações à recompensa de 30.000 libras prometidas pelos príncipes-bispos de Liège no Tratado de Tongeren.
3-       Participou da conspiração dos príncipes, com o conde de Soissons e Henrique II de Guise, que tinha como objetivo restaurar os privilégios dos senhores feudais, retirados pelo cardeal-duque de Richelieu para consolidar todo o Poder nas mãos do rei de França, uma notável obra política, pois a França não seria a França que é hoje. Richelieu começou o processo que foi consolidado por Luis XIV com a Corte reunida no palácio de Versalhes, o centro do Poder e até hoje o coração da França. O que seria dessa miserável Nação se não tivesse o turismo milionário que visita Versalhes? NADA.
Em seu principado de Sedam, o soberano acolhia os huguenotes, como eram chamados os protestantes em França, perseguidos pelas tropas do rei de França.
Na Batalha de La Marfée, no Plateau de La Marfée, com vista para Sedan, em 6 de julho de 1641.
De um lado: O exército real de Luís XIII, comandado por Gaspard III, duque de Coligny, par de França, marechal de França,  almirante de Guyenne;
Do outro: Frederico Mauricio de La Tour d'Auvergne dividia o comando de franceses com o  eterno descontente  Luis de Bourbon, príncipe de sangue, par de França, conde de Soissons e Dreux, senhor de Condé, grão-mestre da França ( 1612 – 1641), primo do rei, com Henrique II de Guise, arcebispo-duque de Reims, Par da França, primaz da Gália Belga, duque de Guise, príncipe de Joinville, cond’Eu,  apoiados por um exército imperial-espanhol de 7.000 homens sob o general Guillaume de Lamboy enviado da Holanda , domínio dos Habsburgos espanhóis, pelo cardeal-infante Ferdinando da Áustria.
O resultado da batalha estava incerto, mas Luis de Bourbon d Soissons foi morto. Diante disso Frederico Mauricio de La Tour d'Auvergne se humilhou com medo aos pés do rei de França, foi perdoado e nomeado para um cargo na Itália, bem longe da França.
Todavia, Frederico Mauricio de La Tour d'Auvergne não tinha jeito e se meteu em outra, na conspiração de Cinq-Mars, sendo preso em Itália.
Para soltar o marido a princesa Éléonore de Bergh ameaçou abrir as portas do principado de Sedan aos espanhóis, já que o general espanhol Francisco de Melo avança para Mariembourg. Luís XIII decide deixar a príncipe de Sedan e duque de Bouillon vivo, mas desde que ceda o principado soberano de Sedan ao reino da França, e ele aceita. Eléonore de Bergh, assim, salva a vida de seu marido, mas eles não são mais príncipes de Sedan e Raucourt. Os dois cônjuges se reúnem no exílio italiano até 1647.
Assim, em 1651 – Frederico- Mauricio de La Tour d'Auvergne troca seus títulos soberanos de principado por vários títulos ducal e de comissões no Pariato da França . O acordo obriga a França a devolver Bouillon ao La Tour d'Auvergne na primeira oportunidade.
O casal se meteu novamente em encrenca, agora na Fronda dos Príncipes, que é derrotada, e eles presos na Bastilha.
Frederico Mauricio de La Tour d'Auvergne morre em Pontoise no dia 7 de novembro de1652, alguns anos depois Éléonore de Bergh morre em 14 de julho de 1657,em Paris , aos 44 anos, totalmente afastada da política.
1658 - De acordo com a convenção de 1641, os príncipes-bispos de Liège pagam 150.000 florins, moedas corrente nos domínios da Holanda e hoje, a Godofredo Mauricio de La Tour d'Auvergne, filho do precedente, conde de Auvergne e futuro grand chamberlain da França, mas ele continua a se intitular duque de Bouillon, apesar dos protestos.
1676 - O exército francês toma Bouillon dos príncipes-bispos e o devolve ao La Tour d'Auvergne , como foi prometido pela troca de 1651.
1679 - Os Tratados de Nijmegen confirmam o La Tour d'Auvergne na posse do ducado de Bouillon. Embora um contingente francês permaneça estacionado em Bouillon, os duques exercem direitos soberanos de cunhar dinheiro, criar pares e conceder outros títulos.
1757 – Carlos Godofredo de La Tour d'Auvergne é recebido em Bouillon como um duque soberano, apesar dos protestos formais emitidos pelo príncipe-bispo de Liège.
1786 – Godofredo Carlos Henrique de La Tour d'Auvergne, filho do precedente, o sexto duque de Bouillon da família La Tour d'Auvergne adota Philip Dauvergne , um capitão britânico.
25 de junho de 1791 - O sexto duque de Bouillon emite uma declaração nomeando Philip Dauvergne como seu sucessor em Bouillon após a extinção da família La Tour d'Auvergne, pois seu único  filho Jacques Léopold de La Tour d'Auvergne, nasceu doente, mas se tornou duque soberano de Bouillon, príncipe de Turenne
Godofredo Carlos Henrique de La Tour d'Auvergne não vai ao ducado. Mora no castelo de Navarra, construído em1330 para Joana de Navarra e restaurado por Jules Hardouin -Mansart  para Godofredo Mauricio de La Tour d'Auvergne, duque e conde.
25 de outubro de 1795 - anexação de Bouillon  pela República Francesa .
27 de dezembro de 1796 - a República Francesa promulga uma lei que restaura todas as propriedades de Bouillon ao 7º Duque.
26 de agosto de 1798 - a República Francesa sequestra todas as propriedades de Bouillon pertencentes à troca de 1651.
8 de março de 1800 - o sequestrado  é revogado e as propriedades são restauradas para o 7º Duque de Bouillon.
7 de fevereiro de 1802 - morte do 7º Duque e extinção da família La Tour d'Auvergne .
3 de janeiro de 1809 - Os acordos sobre Bouillon são endossados pelo imperador Napoleão I Bonaparte.
Em 1809, o castelo de Navarra é vendido em leilão e Napoleão I Bonaparte o compra por 900.000 francos, e após seu divórcio ele o presenteou a imperatriz Josefina, ‘feita’ duquesa de Navarra, que viveu nele por 2 anos.
Josefina, senhora de bom gosto, embelezou o castelo e seus jardins, onde recebia a todos, sem distinção de classe, principalmente aos necessitados aos quais ela ajudava.
O irmão da imperatriz Amélia do Brasil, príncipe Augusto Carlos Eugênio Napoleão de Beauharnais, segundo duque de Leuchtenberg, príncipe de Eichstätt, duque de Santa Cruz ( título brasileiro), o primeiro marido da rainha Maria II, portanto, príncipe consorte do Reino de Portugal e Algarves, etc.,  de janeiro de 1835 até sua morte dois meses depois, Lisboa, 28 de março de 1835, neto da imperatriz Josefina herdou o castelo de Navarra.
O príncipe Augusto de Leuchtenberg foi autorizado por lei a vender o castelo, o que fez a um burguês chamado Dauvet e que argentário o derrubou em 1836 para no local construir uma fábrica e lotear o resto do terreno.
Lá como cá.
1815 - O Congresso de Viena entrega Bouillon ao Grão ducado de Luxemburgo até a solução final da disputa sucessória entre Philip Dauvergne (um almirante britânico na época) e Charles-Alain-Gabriel de Rohan-Guéméné (general austríaco e parente mais próximo do último duque) do lado paterno).
18 de setembro de 1816 - Philip Dauvergne, arruinado pelas disputas de sucessão, comete suicídio no pequeno Hotel Holmes, localizado na Grande Smith Street, Westmister, mas os litígios a respeito de Bouillon se prolongam inconclusivamente até 1825.
O Congresso de Viena restaura o título de Duque de Bouillon , mas,  essa parte , eu conto depois.


O Congresso de Viena foi uma conferência entre embaixadores das grandes potências europeias que aconteceu na capital austríaca, entre setembro de 1814 e junho de 1815, cuja intenção era a de redesenhar o mapa político do continente europeu após a derrota da França napoleônica na primavera anterior. Este congresso pretendia também restaurar as famílias reais derrotadas pelas tropas de Napoleão I Bonaparte, como a restauração dos Bourbons em França,  em vários tronos.
Instrumento de Ação: Santa Aliança, aliança político-militar reunindo exércitos da Rússia, Prússia e Áustria prontos para intervir em qualquer situação que ameaçasse o Antigo Regime.
O congresso foi presidido pelo estadista austríaco príncipe Klemens Wenzel von Metternich com a presença do: Arthur Wellesley,1º duque de Wellington , Joaquim Lobo Silveira, 7º conde de Oriola,  António de Saldanha da Gama, conde de Porto Santo,  conde Carl Löwenhielm,. Jean-Louis-Paul-François, 5º duque de Noailles , André Dupin,  conde Karl Robert Nesselrode, Pedro de Sousa Holstein, 1º conde de Palmela,  Robert Stewart, visconde de Castlereagh, Emmerich Joseph, duque de Dalberg, barão Johann von Wessenberg , príncipe Andrey Kirillovich Razumovsky, Charles Stewart, 1º barão Stewart, Pedro Gómez Labrador, marquês de Labrador,  Richard Le Poer Trench, 2º conde de Clancarty,   Nikolaus von Wacken, Friedrich von Gentz (Secretário do Congresso),  barão Wilhelm von Humboldt,  William Cathcart, 1º conde Cathcart, príncipe Karl August von Hardenberg, príncipe – duque Charles Maurice de Talleyrand-Périgord , conde Gustav Ernst von Stackelberg.


As senhoras do Palácio do Eliseu. Capítulo 2 As raízes autor: Jorge Eduardo Garcia.


Para começar essa serie temos que conhecer quem construiu no século XVIII o Palácio do Eliseu para ser sua residência, numa Paris ainda Medieval, com muralhas, com ruas estreitas, mal iluminadas e insalubres, antes de ser cortada pelas amplas avenidas  e modernizada no seu todo por ordens de Napoleão  II, o Refundador da França ,  dadas ao Barão Haussmann- o "artista demolidor", nascido Georges-Eugène Haussmann , prefeito do antigo departamento do Sena (que incluía os atuais departamentos de Paris, Hauts-de-Seine, Seine-Saint-Denis e Val-de-Marne), entre 1853 e 1870.
O proprietário :
Louis-Henri de La Tour d'Auvergne, conde d’Evreux e Tancarville, maréchal de camp des armées du roi,  membro da alta nobreza francesa da Casa de La Tour d'Auvergne , uma das famílias mais importantes de França durante séculos, governador de Poitou e da l'Île-de-France – hoje Paris , Saint-Denis , Montreuil , Puteaux , Cachan , Villepinte , Juziers ,  Seine , Seine-et-Oise , Seine-et-Marne , Oise e Aisne , e Essonne ,  Val-de-Marne , Val-d'Oise, Yvelines ,  Soissonnais, Laonnois , Beauvaisis, Noyonnais e Valois ,etc. .
Um filho de Godofredo -Mauricio de La Tour d'Auvergne ,  duque de Bouillon e de Château-Thierry, conde d'Auvergne, Grand Chambellan de France de 1658 a 1715 no reinado de Luis XIV, governador de Auvergne , e de Maria-Anna Mancini , sobrinha do primeiro ministro de Luis XIV, cardeal Jules Mazarin.
Um sobrinho-neto do marechal de Turenne - Henri de La Tour d'Auvergne, visconde de Turenne, Marechal da França em 1643 maréchal de camp des armées du roi em 1660 , um dos melhores generais de Luís XIII e Luís XIV.
“Marechal de França não é um posto, mas uma dignidade sendo a mais alta na hierarquia militar, um título atribuído aos oficiais generais”.
O arquiteto construtor:
Armand-Claude Molet, o antigo dono dos terrenos as margens da estrada para a vila de Roule, a oeste de Paris, que pelo contrato de compra e venda era obrigado a construir a residência para o comprador.
Nome:
Pelo título do proprietário, conde d’Evreux, a bela casa recebeu o nome de Hôtel d'Évreux e se tornou “uma das casas mais admiradas de Paris e o máximo exemplo do estilo clássico francês”.
Como o conde d’Evreux conseguiu recursos para tal construção?
Quais as raízes de sua família considerada uma das mais importantes de França durante séculos, que fez dele um membro da alta nobreza francesa?
Como de Hôtel d'Évreux o palácio passou a ser denominado Palais de l'Élysée, ou simplesmente l’Élysée, o Palácio do Eliseu, ou simplesmente Eliseu?
Como o Hôtel d'Évreux de residência condal passou a ser a sede da Presidência da República francesa e a residência oficial do Presidente da República?
E o que veremos a seguir.