sábado, 7 de novembro de 2015

Escândalo de corrupção na Fifa derruba homem forte do esporte na Globo.

marcelocampos

O dia 27 de maio de 2015 foi determinante para o futuro do esporte na TV Globo. Nessa data, em operação liderada pelo FBI (polícia federal dos Estados Unidos), sete executivos ligados à Fifa, incluindo o brasileiro José Maria Marin, então vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foram presos em Zurique (Suíça), onde estavam hospedados para um evento da entidade que comanda o futebol mundial. A investigação que deflagrou as detenções prosseguiu e se tornou mais abrangente. E, conforme apurou a reportagem do UOL Esporte com um diretor das Organizações Globo, dois funcionários da TV Globo e três pessoas ligadas ao comando do Sportv, a principal detentora de direitos de transmissão do futebol brasileiro, ainda que não tenha sido citada, acelerou um processo interno de mudança de comando.
O principal alvo dessa reformulação na Globo é Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte e principal dirigente da emissora no segmento. Na quinta-feira (05), um comunicado assinado por Roberto Irineu Marinho, presidente do Grupo Globo, foi distribuído a diretores e oficializou aposentadoria do executivo para o fim de 2015. Procurado pela reportagem, o Grupo Globo confirmou a saída de Marcelo Campos Pinto e disse que as alterações já foram explicadas no comunicado interno.
Campos Pinto era uma figura extremamente próxima do comando da CBF, a ponto de dar expediente regularmente na sede da entidade. Em 2011, no processo de implosão do Clube dos 13, conduziu negociações individuais com clubes e foi nevrálgico para manutenção do controle da Globo sobre direitos de mídia no futebol brasileiro. A aposentadoria do executivo foi antecipada por causa do escândalo Fifa, e a decisão oficializada na quinta-feira é fruto de um acordo com ele – a despeito de deixar o cargo, Campos Pinto seguirá recebendo da emissora.
A prisão dos executivos ligados à Fifa também fez a Globo intensificar a preparação de Pedro Garcia, diretor de negócios dos canais SportvPremiere e Combate. Com cursos e reuniões em âmbito internacional, ele tem sido burilado há meses para assumir o cargo de Campos Pinto.
Garcia, contudo, não será “o novo” Campos Pinto. O novo diretor terá menos poder e responderá a um comitê formado por Alberto Pecegueiro (diretor-geral da Globosat), Carlos Henrique Schroder (diretor-geral da Globo) e Jorge Nóbrega (membro do conselho administrativo do Grupo Globo).
De acordo com fontes ouvidas pelo UOL Esporte, o comitê é uma espécie de transição para o esporte da Globo, que deve passar a ser comandado posteriormente por Roberto Marinho Neto, 31, filho de Roberto Irineu Marinho e herdeiro do grupo. Ele vem aumentando paulatinamente a participação no departamento, mas ainda não há uma data para o processo ser concluído. A emissora não comenta esse processo e afirma se tratar apenas de um boato, mas oUOL Esporte sustenta as informações publicadas.
A presença de Marinho Neto já tem mudado o comportamento do esporte da Globo e limitado o espaço de Campos Pinto, mas a emissora não pretendia fazer uma alteração drástica no comando da área a tão pouco tempo do início dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro – além de ser parceira de transmissão do evento, a TV tem cota de patrocínio.
Veja abaixo o comunicado enviado a diretores da Globo na última quinta-feira (05):
“Comunico que, a partir de 9 de novembro, a Globo Esportes passa a se subordinar ao Comitê de Direitos Esportivos, formado por Carlos Henrique Schroder, Alberto Pecegueiro e Jorge Nóbrega. A estrutura da nova Globo Esportes englobará as equipes e atividades de TV Globo e Globosat já envolvidas hoje nos processos de aquisição de direitos esportivos. Pedro Garcia, atualmente diretor dos canais e produtos de esporte da Globosat, será responsável por liderar essa equipe conjunta, respondendo por toda estratégia de aquisição de direitos esportivos do Grupo Globo. Além disso, Pedro continuará supervisionando os canais Sportv e os serviços de pay per view PFC e Combate.
Marcelo de Campos Pinto, que durante vários anos liderou as negociações de direitos de futebol e Olimpíadas, deverá se aposentar no final do ano, apoiando a organização da nova estrutura durante novembro e dezembro.
Esta mudança representa mais uma etapa na busca de sinergias e integração entre as operações do Grupo Globo. Desejo ao Pedro muito sucesso em suas novas atribuições. Ao Marcelo, meu agradecimento pelo importante trabalho realizado durante mais de vinte anos de atuação no Grupo Globo.
Roberto Irineu Marinho''
* Por Guilherme Costa e Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro

http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2015/11/06/escandalo-de-corrupcao-na-fifa-derruba-homem-forte-do-esporte-na-globo/?cmpid=fbesp-geral

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A GAIOLA DE OURO DE MARIN EM NY



Após concordar em pagar fiança de US$ 15 milhões (cerca de R$ 57 milhões) às autoridades americanas, o ex-presidente da CBF José Maria Marin cumpre prisão domiciliar em um dos endereços mais cobiçados de Nova York.
Marin, de 83 anos, é proprietário de um apartamento na Trump Tower, um dos prédios mais luxuosos de Manhattan.
Acusado de envolvimento em um esquema de corrupção na Fifa, o ex-dirigente chegou a Nova York na terça-feira, após ser extraditado pelo governo da Suíça, onde estava preso desde 27 de maio.
Poucas horas depois de desembarcar na cidade americana, ele compareceu a um tribunal federal no bairro do Brooklyn, onde se declarou inocente. Marin estava acompanhado de advogados e da mulher, Neusa.
Atração turística
Com o pagamento da fiança, Marin poderá responder ao processo em prisão domiciliar no arranha-céu de 68 andares, localizado no número 725 da 5ª Avenida.
A duas quadras do Central Park, a Trump Tower é uma das atrações turísticas de Nova York.
O edifício foi construído em 1983 pelo magnata e atual pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump, dono de uma cobertura que ocupa três andares e é avaliada em US$ 100 milhões (cerca de R$ 381 milhões).
O apartamento de Marin não é tão espaçoso quanto o do bilionário americano.
Com 101 metros quadrados e uma suíte, a unidade teria sido comprada em 1989 por US$ 900 mil.
Atualmente, um apartamento de metragem semelhante na Trump Tower custa em torno de US$ 2,6 milhões (cerca de R$ 9,9 milhões), segundo corretores de imóveis em Nova York.
Vizinhos famosos
Além de Trump, Marin terá outros vizinhos famosos.
O jogador Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, comprou em agosto um apartamento de 233 metros quadrados no prédio por US$ 18,5 milhões (cerca de R$ 70,5 milhões).
Astro português comprou apartamento no local pelo equivalente a R$ 70,5 milhões
Situada em uma área de lojas exclusivas na 5ª Avenida, a Trump Tower é conhecida por seu lobby revestido de mármore rosa, que ocupa seis andares e é muito frequentado por turistas.
O espaço abriga restaurantes e lojas de artigos de luxo, entre elas duas Trump Stores, que vendem produtos relacionados ao proprietário famoso.
Os primeiros 26 andares do prédio são ocupados por escritórios. O restante, por apartamentos de luxo.
Para evitar a aglomeração de turistas, os moradores utilizam uma entrada privativa, na rua 56.
Conforto
Apesar das restrições a sua liberdade, Marin poderá contar com a estrutura do prédio, que inclui confortos como academia de ginástica e serviço de camareira.
Durante o tempo em que estiver em prisão domiciliar, o ex-dirigente deverá ser monitorado e não poderá manter contato com os outros investigados no esquema de corrupção na Fifa.
Marin é acusado de aceitar milhões de dólares em propina de empresas de marketing esportivo em conexão com a venda de direitos comerciais para a Copa América de 2015, 2016, 2019 e 2023 e para a Copa do Brasil no período de 2013 a 2022.
Sua próxima audiência no tribunal do Brooklyn está marcada para 16 de dezembro.

http://terceirotempo.bol.uol.com.br/noticias/conheca-o-luxuoso-endereco-em-nova-york-onde-marin-cumpre-prisao-domiciliar?utm_content=not%C3%ADcias+do+futebol+exclusivas&utm_source=Terceiro+Tempo&utm_campaign=Noticias+do+futebol

Defesa de Marin conseguiu o que queria: prisão domiciliar com rapidez - Blog do Perrone

Os trabalhos desse Blog foram interrompidos por doença de seu autor. 
A redação. 

A defesa de José Maria Marin conseguiu o que queria: uma audiência marcada com rapidez, a fiança estabelecida prontamente e evitar que seu cliente ficasse pelo menos semanas numa cadeia nos Estados Unidos antes de poder responder ao processo em prisão domiciliar em Nova York.
Ao decidirem não recorrer da extradição da Suíça para os Estados Unidos, os defensores do brasileiro queriam evitar que ele ficasse pelo menos mais três meses preso até o resultado do recurso. A estratégia era conseguir logo a prisão domiciliar. O principal argumento usado foi a idade de Marin. Os advogados alegaram que aos 83 anos sua saúde estaria em risco com mais tempo na cadeia e que ele teria pouca agilidade para tentar fugir do país.
Deu certo. No mesmo dia em que chegou aos Estados Unidos, na última terça, ele já participou de uma audiência e ganhou o benefício da prisão domiciliar com fiança de US$ 15 milhões.
Esse dinheiro é uma garantia de que Marin não vai fugir durante o processo. Se ele se comportar, vai recuperar boa parte dessa quantia ao final do caso.
A rapidez como tudo foi feito desde a extradição, mostra um bom diálogo entre os advogados do cartola e as autoridades americanas, sem que para isso Marin se declarasse culpado de crimes ligados a corrupção.
Porém, o fato de o ex-presidente da CBF se declarar inocente, não significa que ele não tenha o que contar para a Justiça. Muitas perguntas ainda vão ser feitas durante o processo.

http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2015/11/defesa-de-marin-conseguiu-o-que-queria-prisao-domiciliar-com-rapidez/?cmpid=fbesp-geral 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Uma criança, uma esperança

TOM WHITAKER FONTES GARCIA MEZIAT



Eu poderia dar a esta criança todo amor que um verdadeiro 

avô poderia dar. 

Jorge Eduardo Fontes Garcia.