segunda-feira, 7 de março de 2016

José Ferreira Neto, mais conhecido como Neto, O SOBERBO. Autor: Jorge Eduardo Fontes Garcia.

Quando José Ferreira Neto, mais conhecido como Neto, nasceu em Santo Antônio de Posse, no dia 9 de setembro de 1966, eu já ia aos campos de futebol há 19 anos.
Do Maracanã ao acanhado Estádio Caio Martins em Niterói para ver o Canto do Rio Foot-Ball Club, do aristocrático Estádio Álvaro Chaves, o campo das Laranjeiras do Fluminense Football Club ao pujante Estádio São Januário do Club de Regatas Vasco da Gama, do terrível Estádio da Gávea, em meio a Favela do Pinto no Leblon, ao Estádio de Moça Bonita (hoje Estádio Proletário Guilherme da Silveira) do Bangu Atlético Clube (fundado como The Bangu Athletic Club), la estava eu de caças curtas para assistir partidas de belíssimos jogos de futebol.
Minha paixão pelo futebol começou em dezembro de 1955, com 8 anos, quando saindo da boca de um túnel para alcançar os nossos lugares no Velho Maracá, pelo Campeonato carioca, eu vi a "Disputa de torcidas" no “ Clássico das Multidões", ou seja, um Fla-Flu, um Flamengo versus Fluminense.
Aquela profusão de bandeiras dos dois times foi impressionante e eu comecei a chorar (como choro de saudades ao escrever este, pois o espetáculo ainda povoa a minha mente) ante aquele espetáculo único, soberbo, majestoso.
O Flamengo bateu facilmente o Fluminense (6 a 1), pelo 2º Turno do Campeonato carioca de 1955, para alegria de minha mãe, Dona Suzana, uma flamenguista fanática, e tristeza de meu pai, Jorge, um tricolor empedernido.
Os golos, comemorados com uma alegria esfuziante, foram de: Didi pelo Flu, e Joel, Dida (2), Paulinho (3) pelo Fla.
A formação do Flamengo era: Aníbal, Servillo e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Paulinho, Índio, Dida e Zagalo. Técnico: Manuel Agustín Fleitas Solich, mais conhecido apenas como Fleitas Solich, "El Brujo".
A formação do Fluminense era: Veludo, Bené e Pinheiro; Vitor, Clóvis e Bassu; Telê, Didi, Valdo, Robson e Escurinho. Técnico: Francisco de Souza Ferreira, mais conhecido como Gradim, sucessor de Zezé Moreira.
Uma das maiores tristezas de minha vida foi assistir o clássico BOTAFOGO versus FLUMINENSE de 22 / 12 / 1957, quando o aristocrático Fluminense Football Club fez meu pai chorar copiosamente, como eu nunca havia visto, ao perder de 6 golos (cinco de Paulinho Valentim e um de Garrincha) a 2 golos.
Foi e ainda é acachapante.
A Ficha Técnica é:
Local: Maracanã
Público: 89.100 (pagantes)
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Gols: 1° tempo: Botafogo 3 a 0, Paulinho Valentim (3), sendo um de bicicleta; Final: Botafogo 6 a 2, Escurinho, Paulinho Valentim, Garrincha, Paulinho Valentim e Waldo.
Botafogo: Adalberto, Beto, Thomé, Servílio, Pampolini e Nílton Santos; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Édison e Quarentinha. Técnico: João Saldanha.
Fluminense: Castilho, Cacá, Pinheiro, Clóvis, Jair Santana e Altair; Telê, Jair Francisco, Waldo, Róbson e Escurinho. Técnico: Sylvio Pirillo.
O Carlos José Castilho, mais conhecido como Castilho, que nasceu no Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1927, e faleceu na mesma cidade no dia 2 de fevereiro de 1987, quase matou meu pai...e eu fiquei com uma raiva danada dele.
Mas, voltemos ao Neto.
Quando ele despertou realmente para o grande futebol no Guarani Futebol Clube e foi vice-campeão paulista de 1988 foi considerado um craque, tanto que foi contratado pelo Palmeiras, onde não brilhou por culpa do Emerson Leão.
Transferiu-se para o Sport Club Corinthians Paulista, que tinha uma equipe “tecnicamente limitada”, e onde ele brilhou chegando a ser chamado de o “ xodó da Fiel”.
Sempre foi indisciplinado, tanto que:
“ Em 1989, Neto entrou em atrito com o então técnico do clube, Emerson Leão, que não aceitava a falta de forma física do meia e o colocou para treinar em separado, ao lado de outros "gordinhos". “.
O PESO SEMPRE FOI O SEU PROBLEMA.
“Em 1990, era dada como certa a convocação, para a Copa do Mundo da Itália, no entanto, o então técnico Sebastião Lazaroni, decidiu não o convocar, devido atritos com ele e com os jogadores”.
“ Em 1991, protagonizou um caso polêmico ao cuspir no rosto de um árbitro José Aparecido de Oliveira, na partida em que o Corinthians perdeu para o Palmeiras, no Morumbi, em 13 de outubro de 1991, pelo Campeonato Paulista, e pelo ato, o Neto foi suspenso por quatro meses”.
Gordo, sem folego, andou pelo Grêmio Recreativo, clube de futebol da cidade de Indaiatuba, estado de São Paulo, pelo Paulista Futebol Clube, o Galo da Japi, da cidade de Jundiaí, para a seguir bater com os costados no Petare Fútbol Club, conhecido como O Deportivo Italia, um clube de futebol da cidade de Petare, no município Sucre, Venezuela.
“ Neto também jogou em outros clubes como Milionários-COL, Santos, Atlético-MG, Matsubara (PR), Araçatuba e Etti-Jundiaí”, segundo o site do terceiro tempo - http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/neto-1686.
“ Em m 2002, o Guarani, clube que o criou, chamou o ex-meia para comandar o Departamento de Futebol. Como cartola, Neto ganhou quilos e problemas”- http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/neto-1686.
Com a carreira em total declínio, se tornou “ coordenador de futebol do Rio Claro Futebol Clube, de Rio Claro”, para a seguir marchar para o ostracismo.
Dessa condição de ostracismo futebolístico, ou seja, fora do futebol, foi resgatado pelo Milton Neves – “ jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário”, dono do "Golaço", programa da Rede Mulher, para fazer comentários.
Deu uma passadinha na TV Record, fez sucesso, e ganhou um contrato com a Rede Bandeirantes de Televisão, a Band.  
O COMEÇO DE SUA CARREIRA COMO COMENTARISTA FOI BRILHANTE.
Era “ ponta firme”.
Dava gosto de ver.
Ganhou a posição de ancora/condutor do programa Os Donos da Bola, e mais o Baita Amigos, uma cópia do Bem, Amigos! de Galvão Bueno no SporTV, do Grupo Globo , anteriormente conhecido como Organizações Globo.
Ai meu amigo, o sucesso lhe subiu a cabeça.
E hoje entre “ Um baita jogador”, “ Um baita técnico”, outros puxa-saquismos explicito, e críticas ferozes, virulentas, deselegantes, vai desfilando sua empáfia na Tela da Band.    
Dá pena de ver.
O “cara”, que sempre começa bem no que faz, mas que depois SE perde – como foi quando era jogador – se perdeu totalmente na sua arrogância.
Ontem no Santos X Corinthians seus comentários foram tão desarrazoados, seu veneno contra o Tite, um técnico que ele como corinthiano deveria beijar os pés, foi de tal ordem que me obrigou a mudar de canal e ter que aguentar o Cleber Machado com usas boutades.
Ainda bem que o Walter Casagrande estava inspirado e fez comentários prá lá de pertinentes.  
Uma hora qualquer José Ferreira Neto, mais conhecido como Neto, nasceu em Santo Antônio de Posse, no dia 9 de setembro de 1966, portanto com 49 anos de idade, vai levar uma invertida, e aí mané que vai pagar o pato é a Rede Bandeirantes, conhecida informalmente como Band.
E tenho dito.
Jorge Eduardo Fontes Garcia.

São Paulo 07/03/2016