terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval Democrático um conceito paulistano de Alexandre “ Alex” Youssef com apoio GloboNews.


O grande Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, nascido em Valinhos, município brasileiro do Estado de São Paulo, no dia 6 de agosto de 1910, e falecido em 23 de novembro de 1982 na Cidade de São Paulo, com 72 anos, foi um compositor, cantor, humorista, ator, que compôs os mais tradicionais sambas paulistas como “ O trem das onze”, o “ Saudosa Maloca, que é considerado a porta de entrada de Adoniran no hall da fama de compositores brasileiros”.
Contudo o grande Adoniran Barbosa não “imprimiu” um rosto ao Carnaval da Cidade de São Paulo como fizeram Tia Ciata, Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, Cartola, Zé Keti, Davi Nasser, o compositor e marchista Mario Lago, o marchista João Roberto Kelly (Girinão Roberto Esteves Kelly), entre outros BAMBAS DO SAMBA, entre outros BAMBAS DAS MARCHINHAS, que imprimiram um rosto ao Carnaval do Rio de Janeiro.
Contudo o grande Adoniran Barbosa não “imprimiu” um rosto ao Carnaval da Cidade de São Paulo como fizeram o Olodum, os Filhos de Ghandi, o Ilê Aiyê, o Chiclete com Banana, a cantora e ativista social Daniela Mercury, entre outros, que imprimiram um rosto ao Carnaval de Salvador, ou imprecisamente Carnaval da Bahia.
Contudo o grande Adoniran Barbosa não “imprimiu” um rosto ao Carnaval da Cidade de São Paulo como o “ jornalista Oswaldo Oliveira, na edição de 9 de fevereiro de 1907 do Jornal Pequeno, que fez a primeira referência ao FREVO, declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2012, e que com essa publicação imprimiu um “rosto” ao Carnaval de Recife, no Carnaval de Pernambuco”.
Sem um “rosto” definido o senhor Alexandre “ Alex” Youssef, promotor cultural da Cidade de São Paulo, que parece ser o novo inspirador do carnaval paulista, pode definir esse “rosto” ao seu bel-prazer, pode impor aos blocos carnavalescos que pululam pela Paulicéia Desvairada a regra de que as tradicionais marchinhas carnavalescas não podem ser tocadas, devem ser banidas do imaginário popular,  pois elas são “politicamente incorretas”.  
É um direito dele, segue quem quiser.
Só não pode querer impor sua regra contra as tradicionais marchinhas carnavalescas, pois elas são “politicamente incorretas”, ao Carnaval Carioca.
Não pode mesmo.
Só não pode querer impor sua regra contra as tradicionais marchinhas carnavalescas, pois elas são “politicamente incorretas”, ao Carnaval de outras cidades pelo Brasil Varonil, oba, oba.
Não pode mesmo.

Até porque essa regra 'politicamente correta'  fere “ uma das principais funções da democracia que é a proteção da liberdade de expressão”. 
O senhor Alexandre “ Alex” Youssef, promotor cultural da Cidade de São Paulo, que parece ser o novo inspirador do carnaval paulista, com apoio da GloboNews, pode considerar que o carnaval é democrático (declaração que por si só a transforma em um conceito paulistano), e que nele – o democrático carnaval- vale todos os ritmos, em uma guerra declarada aos Sambas e Marchinhas cariocas, mas não é bem assim.
Quem quer tocar outros ritmos não faz carnaval, no conceito brasileiro dessa palavra, mas sim shows durante o período carnavalesco, “que ocorre antes da estação litúrgica da Quaresma, do Tempo da Quaresma, que antecede a Páscoa cristã”, e como shows devem ser consideradas essas manifestações musicais-populares.
Nada tenho contra esses shows com cantores sertanejos, com amantes do Beatles, com funkeiros, etc., muito pelo contrário, só considero que não podem ser considerados como carnaval no sentido brasileiro dessa festa popular.
Que se monte Trio- elétricos com DJ, com cantores sertanejos, com amantes do Beatles, com funkeiros, etc., mas que essas pessoas deem a Cesar o que é de Cesar, ou seja, aos Sambas, as Marchinhas, o local que é delas por direito de nascimento, por direito de conquista de gerações e gerações, no Carnaval carioca, no coração do povo carioca, em muitos dos corações dos brasileiros, e ponto final.
Sem mais...

Jorge Eduardo Garcia