quarta-feira, 28 de setembro de 2016

MP do Governo Temer sobre o ensino médio e obrigatoriedade do inglês.

Novo ensino médio terá currículo flexível e mais horas de aula.

ARGUMENTO: Desmotivação - aqui está o grande problema dessa obrigatoriedade do inglês imposta pela MP do Governo Temer, ou seja, “pelo insucesso [ do aluno] em sistemas de avaliação (exames, notas, etc.) ” , pois ele – o aluno – não CONSEGUE aprender uma língua estrangeira, e assim será obrigado a marcar passo na escola, e com a falta de progresso escolar ficará desmotivado e abandonará os estudos.
Mais vamos aos fatos:
“Em uma cerimônia no Palácio do Planalto, o governo apresentou a Medida Provisória (MP) que reforma o ensino médio no Brasil”.
Blá, blá, blá, até chegar em:
“A medida determinou também que o inglês será o idioma a ser ensinado no país — hoje as redes escolhem o que ofertar — e acabou com a obrigatoriedade de as escolas de ensino médio ensinarem o espanhol como segunda língua estrangeira, de matrícula optativa”.
“Eu gostaria de saber por que algumas pessoas têm bloqueio para aprender uma segunda língua. Que é o meu caso por exemplo” (L. R., São Paulo)”.
Essa pergunta consta do http://www.millennium-linguas.com.br/como-vencer-bloqueio-falar-uma-lingua-estrangeira.php e é um fato, pois muitas pessoas não conseguem aprender outra língua além de seu idioma pátrio.
Por causa desse BLOQUEIO o inglês não pode ser ensino obrigatório nas escolas do Brasil, e sim facultativo, pois senão vai ATRAPALHAR a vida de muitos alunos, gente que abandonará a escola por não progredir no ensino médio
No http://www.sk.com.br/sk-talen.html , artigo intitulado “O que é talento para línguas? ” é primoroso, vamos há alguns pontos:
“ É notório e surpreendente o contraste entre a facilidade com que algumas pessoas aprendem línguas estrangeiras e a quase impossibilidade com que outros se defrontam” – reconhecem que muitas pessoas têm dificuldades em aprender uma segunda língua, uma língua que não é sua língua materna, seu idioma pátrio.
“ Ansiedade: causada pela expectativa excessiva de obtenção de resultados. A atitude ideal face ao desafio de se assimilar uma língua estrangeira, é a de perseverança e continuidade”.
“ Versatilidade linguística: Os monolíngues demonstram uma forte dependência das formas da língua materna para estruturarem seu pensamento, ao passo que os bilíngues demonstram maior versatilidade mental” - Os monolíngues demonstram uma forte dependência das formas da língua materna para estruturarem seu pensamento, ao passo que os bilíngues demonstram maior versatilidade mental.
“Versatilidade linguística: Esta maior versatilidade linguística é normalmente acompanhada de uma maior versatilidade cultural, facilitando a identificação com a cultura alvo” – Não conseguimos semear a CULTURA NACIONAL entre os jovens como deveríamos, como pensar em “ a identificação com a cultura alvo” da língua estrangeira? Utopia.
“ Características de personalidade: Fatores de ordem psicológico-afetiva podem causar um impacto direto na capacidade de aprendizado, influindo tanto positivamente como negativamente”.
“Falta de autoconfiança: baixa autoestima, talvez causada por traumas durante a educação recebida em casa ou na escola, pode produzir carência de autoconfiança que inibe a iniciativa criativa, elemento essencial no aprendizado de línguas”.
“ Dependência da eloquência: Essa habilidade com nossa língua materna representa segurança e poder, dos quais é difícil abrir mão. Isso torna a tarefa de começar de novo na língua estrangeira, do quase nada, aos tropeços, de forma rudimentar, como se pouco inteligentes fôssemos, extremamente frustrante”.
“ Memória: a capacidade de reter e relembrar informações e experiências – é sem dúvida uma habilidade mental que influi no aprendizado de línguas. O grau de capacidade de memória de cada um pode depender de fatores biológicos e psicológicos, mas vai depender muito também de fatores externos”.
IMPORTANTÍSSIMO: Disponibilidade mental: O grau de disponibilidade mental da pessoa para com a língua estrangeira é inversamente proporcional ao número e ao peso das preocupações de ordem familiar, profissional e financeira com que a pessoa vive. Quanto menor a disponibilidade mental, tanto menor a capacidade de memória e o ritmo de assimilação” – Em uma Nação permanentemente em crise social-política e econômica como o Brasil como o Cidadão pode deixar de ter “preocupações de ordem familiar, profissional e financeira”? Não pode e está provado que não pode, pois esses são os fatores pelos quais muitos alunos abandonaram seus estudos. 
“ Motivação: A motivação é uma força interior propulsora, de importância decisiva. Motivação está ligada ao desejo de se satisfazer necessidades. Por exemplo, se estivermos em um ambiente caracterizado pela presença de uma língua estrangeira, naturalmente teremos uma forte e imediata motivação para assimilarmos essa ferramenta que nos permite interagir no ambiente, dele participar e nele atuar. Aprender uma língua fora do ambiente de sua cultura seria como aprender a nadar fora d'água. (Grifo meu)
Desmotivação, por outro lado, é a ausência de desafio e de motivo espontâneo, frequentemente agravada pela frustração de não se ter alcançado proficiência através do estudo formal ou pelo insucesso em sistemas de avaliação (exames, notas, etc.). Experiências anteriores de resultados negativos, podem desencorajar o aluno de uma nova tentativa. Também aquele que não se identifica com a cultura estrangeira, - ou que às vezes até a despreza, - normalmente por falta de informação a respeito da mesma, estará desmotivado a aprender sua língua” – aqui está o grande problema dessa obrigatoriedade do inglês imposta pela MP do Governo Temer,
ou seja, “pelo insucesso [ do aluno] em sistemas de avaliação (exames, notas, etc.)” , pois ele – o aluno – não CONSEGUE aprender uma língua estrangeira, e assim será obrigado a marcar passo na escola, e com a falta de progresso escolar ficará desmotivado e abandonará todos os estudos.
Vamos agora um fator que os doutos que “bolaram” essa mudança certamente não levaram em conta:
O inglês faz um uso do sistema articulatório e exige um esforço muscular e uma movimentação de seus órgãos, especialmente da língua, significativamente diferentes, quando comparado à fonética do português. A articulação de muitos sons do inglês bem como de outras línguas de origem germânica, pode ser facilmente classificada como sendo de natureza difícil. Isto está provavelmente relacionado ao fato de que o inglês é rico na ocorrência de consoantes enquanto que o português é abundante na ocorrência de vogais e combinações de vogais (ditongos e tritongos). Ex: December is the twelfth month of the year. / Eu vou ao Uruguai e o Áureo ao Piauí. / Eu sou europeu”.
(Grifo meu)
Ou seja: Pode se tornam impossível um aluno aprender o inglês por deficiência física e isso sem falar que se torna impossível Entender e Compreender.
Mais, isso não foi levado em conta, num País que cada dia fica mais claro que nem a Lei é igual para todos, imagine o aprendizado?
Enfim, na minha opinião essa Medida Provisória (MP) que reforma o ensino médio no Brasil foi mais uma das trapalhadas do Governo Temer.  

Jorge Eduardo Garcia
Filosofo,
Dr. H.c. por Mérito Eclesiástico,
Historiador, e blogueiro.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/novo-ensino-medio-tera-curriculo-flexivel-mais-horas-de-aula-20164798#ixzz4L64NG7Lj
© 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Nenhum comentário:

Postar um comentário