segunda-feira, 14 de março de 2016

Eduardo Paes, o alcaide olímpico, que ferrou o Rio de Janeiro. Autor: Jorge Eduardo Fontes Garcia




Carro amanheceu encoberto por lama e lixo, na Praça da Bandeira, uma das áreas mais atingidas pelo temporal de sábado à noite: área ganhou piscinão em 2013 - Ana Branco / Agência O Globo

 "O dia em que o Rio virou piscinão - Cidade sucumbiu a temporal que deixou cinco mortos"
O acima é o titulo de um artigo do jornal O Globo do Rio de Janeiro.
Em seu texto, entre outras coisas, está escrito:

RIO — Cinco pessoas mortas, ruas que viraram rios, pessoas ilhadas por horas, caos no trânsito. No dia seguinte, lama e destruição por todos os lados, da Zona Norte à Sul. O drama das chuvas, uma velha mazela do cotidiano dos cariocas, voltou com força total, apesar das promessas de obras para atenuar o problema. Medidas como o piscinão da Praça da Bandeira, que desde 2013 não alagava — mas sábado à noite foi interditada por ter se tornado intransitável —, se revelaram inócuas na enxurrada, que teria sido uma das piores da história do Rio...
Vias como a Avenida Maracanã, a Voluntários da Pátria e a Dom Helder Câmara ficaram cobertas de água, e foram muitas as cenas de pessoas lutando contra a correnteza no meio da rua e de carros afundando. Os estragos foram amplificados por redes de águas pluviais entupidas e despejo irregular de lixo. Mesmo garantindo que a maioria das galerias subterrâneas estava limpa e que o escoamento fora normal, o prefeito Eduardo Paes admitiu que ainda há falhas:
— Temos problemas estruturais, drenagens ruins, galerias com problemas e situações que em qualquer grande cidade gera complicações. Há situações que não dá para administrar. E temos as nossas falhas. Trabalhamos para minimizá-las.

Então senhor alcaide porque fez do Rio de Janeiro uma Cidade Olímpica quando o dinheiro gasto, um MONTÃO, podia ter sido empregado para consertar os “problemas estruturais, [as] drenagens ruins, [as] galerias com problemas e [as] situações que em qualquer grande cidade gera complicações", POR QUÊ?
POR QUÊ?
É a pergunta que não quer calar.
Jorge Eduardo Fontes Garcia.


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