quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Para facilitar o entendimento do ARBITRAGEM BOQUINHA.




“ Descontente com o veto da presidente Dilma Rousseff ao item da Medida Provisória (MP) do futebol que assegurava o direito de arena dos árbitros, a categoria fez um protesto antes das partidas da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.
As manifestações começaram já nos primeiros jogos dessa quarta-feira (12), que começaram às 19h30: Flamengo x Atlético-PR, no Maracanã, e Coritiba x Palmeiras, no Couto Pereira, em Curitiba.
Os árbitros e assistentes fizeram protesto triplo: entraram em campo com uma faixa preta no braço e outra no pulso, atrasaram as partidas em um minuto e levantaram a placa de substituição com os números zero e cinco - em alusão ao valor de 0,5% dos direitos de transmissão que seriam repassados aos juízes e foi vetado por Dilma na MP.
O mesmo roteiro se repetiu um pouco mais tarde nas demais partidas dessa quarta. Tanto nos jogos às 21h (Santos x Vasco, na Vila Belmiro, e Goiás x Chapecoense, no Serra Dourada) como às 22h: Corinthians x Sport, na arena, e Figueirense x São Paulo, no Orlando Scarpelli.
A exceção foi na partida entre Inter x Fluminense, também às 22h, no Beira-Rio, onde a arbitragem alterou os números da placa em função da goleada de 5 a 0 sofrida pelos colorados contra o arquirrival Grêmio na última rodada. Em vez de 0,5, foram mostrados os algoritmos 671, número da MP do futebol.
A Associação dos Árbitros calcula que deixará de receber de R$ 7 milhões a R$ 9 milhões com o veto. (Grifo meu para mostrar mais uma boquinha que o povão vai ter que pagar).
"É a primeira manifestação desta envergadura na história da arbitragem brasileira", destacou em nota oficial a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf).
"É importante salientar que os atletas (justamente) já possuem o direito de arena de 5% garantido em lei. Aos árbitros seria destinado 0,5%, o que seria suficiente para garantir à categoria melhores condições de trabalho", acrescenta o comunicado.
A entidade havia manifestado intenção de fazer greve nos jogos da rodada do torneio nacional no último fim de semana. Depois, alteraram os planos em virtude do veto da presidente a um dos itens da Medida Provisória 671 (a MP do futebol), sancionada na quarta-feira (transformada em Lei 13.155).
O item vetado se referia ao repasse ao sindicato dos árbitros de 0,5% referente a Direito de Arena, recurso oriundo dos direitos de transmissão.
Os sindicatos de atletas, por exemplo, recebem 5% do Direito de Arena, cujo valor é repassado aos atletas. Os árbitros não recebem a Arena.
Um árbitro de Série A recebe de R$ 2.800 a R$ 3.800 por partida (árbitros Fifa ganham mais em relação aos demais profissionais utilizados pela CBF). (Grifo meu. Sabiam disso quando entraram para os quadros da Comissão Nacional de Arbitragem, mas agora querem garantir uma boquinha, num pais em que o salário mínimo de um pai de família é de R$ 788,00, mas vejam abaixo um quadro comparativo)
Nesta quinta-feira (13), os sindicatos de arbitragem de todas as regiões do Brasil se reunirão em assembleia geral da Anaf para discutir o veto de Dilma. (PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA EU APLAUDO A DONA DILMA)
O texto inicial da MP do futebol propunha que 0,5% do valor dos direitos de transmissão fosse repassado aos juízes, o que foi rechaçado pelo Palácio do Planalto. (PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA EU APLAUDO A DONA DILMA)
"É muito importante esclarecer à população que a origem dos recursos sairia do valor pago pela empresa detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão, sem qualquer ônus para o Estado Brasileiro", finaliza o comunicado. (GRIFO MEU PARA DEMOSTARA A CORTINA DE FUMAÇA PURA, PURA)
Para a assembleia dessa quinta, a possibilidade de greve não está descartada. Neste caso, a paralisação afetaria as partidas das séries A, B, C e D do futebol brasileiro.
SE ELES AINDA FOSSEM COMPETENTES AINDA VAI LÁ, MAS NÃO SÃO, ALEM DO QUE ESTÃO RECLAMANDO DE QUE?
Por suas péssimas atuações recebem POR UM DIA, POR UMA PARTIDA DE 90 MINUTOS de R$ 2.800 a R$ 3.800, o trabalhador brasileiro SEGUNDO A TABELA DOS VALORES NOMINAIS DO SALÁRIO MÍNIMO, Decreto 8.381/2014, recebe por dia R$ 26,27, por hora R$ 3,58, ou seja, num raciocino simples eles, os árbitros, teriam que receber R$ 3,58 mais R$ 1,79, num total de R$ 5.37.
Façam as contas da diferença, de quantas vezes cabe a Hora Trabalhada do trabalhador brasileiro, dentro do que um árbitro de futebol recebe POR UM DIA, POR UMA PARTIDA DE 90 MINUTOS, e verá que é uma vergonha numa Nação tão combalida social-política e financeiramente.  
Cabe a Hora do Trabalhador na Hora do Arbitro coisa de mais ou menos 1.917.857 vezes e lá vai coquinho.
ISSO É UMA VERGONHA.
Mais que fazer numa Nação em que “veem se estabelecendo desde de 1 de janeiro de 2003 o habito de que o POVO tem de pagar, e bem, para que os seus dirigentes em todas as esferas cometam desatinos de todas as ordens”.
NO FUTEBOL NÃO É DIFERENTE.

 Jorge Eduardo Fontes Garcia
São Paulo, 13/08/15